CAPÍTULO 08

677 Palavras
Andreia não sabia se recuava ou permanecia, não era uma pessoa durona, como sentia-se no momento, mas sabia que era teimosa. Ele respirou fundo, a tensão não os levaria a lugar nenhum, estava aliviado por ela consentir e ter gostado. “Eu gostei, sim,” ele respondeu virando o jogo a desarmando “Sua bocet@ apertada foi a melhor coisa que comi”. Andreia sentiu o corpo estremecer, enquanto borboletas voavam em sua barriga e um sorriso involuntário brotava em seu rosto “A melhor coisa que ele comeu” ela comemorava em seu íntimo. A troca de olhares quebrava a tensão entre eles, Andreia podia observar de perto o olhar firme, frio, porém atraente que ele emitia, sendo absorvida por seus olhos castanhos, de uma forma tão intensa, que fazia suas pernas tremerem e seu coração pulsasse em um ritmo desconhecido. Esperando ansiosa pelo momento em que Paul encostasse seus lábios no dela. Ele percebia que Andreia era uma jovem ambiciosa, do tipo que trocaria no futuro, qualquer coisa pelo sucesso, conseguia perceber que não era fútil como a maioria das meninas da sua idade, era inteligente e que havia tocado em uma ferida, por isso ela havia se revelado rapidamente, o deixando intrigado. “Paul!” ele disse como se engolisse algo a seco, enquanto uma pequena chama em seu coração, nascia o aquecendo depois de tanto tempo. “Que?” ela perguntou sem entender, enquanto aguardava que ele a beijasse. “Meu nome é Paul, e o seu?”. “Ah, é Andreia” respondeu percebendo que ele dava um passo para trás estendendo sua mão e a cumprimentando, depois voltado para a mesa. Um silêncio dominou a cozinha, Andreia sem graça o acompanhou no café, pois ainda tinha fome, depois do café eles tiraram a mesa, sem dizer nenhuma palavra, Paul não permitiu que Andreia o ajudasse com a limpeza. “Tem que descansar” ele pedia. Andreia passava a andar pela cabana, matando tempo enquanto ele estava na cozinha, ela observava as molduras de quadros espalhadas pela sala, a pessoa que havia decorado a cabana, devia gostar de muito de madeira, pois todas eram assim, mas nenhuma tinha foto, pensava que talvez ele morasse recentemente lá, e ainda não tinha trocado a decoração, ou talvez vivesse o término de um relacionamento e por isso não havia nenhuma imagem. Tudo para ela era um grande mistério, que ela queria desvendar, conhecer melhor aquele homem que fazia seu coração sonhar. Ela se aproximou de uma imensa parede de vidro temperado, que iluminava a sala com o branco da neve e permitia que olhasse toda a redondeza do lado exterior, sentindo um arrepio de medo percorrer todo seu corpo, ao notar estarem sós, pois até onde sua visão conseguiu alcançar não viu nenhuma cabana, ou ao menos a fumaça de uma chaminé. Temendo estar na casa de um psicopata. Paul estava parado na entrada da sala, observando Andreia, estava frio, ele não entendia porque ela não havia colocado a calça, deixando as pernas nuas, temia que ela ficasse doente, mas enlouquecia porque sabia que ela não usava nada na parte de baixo, sabia que sua vagin@ estava livre e desejava sentir o gosto dela em seus lábios. “É uma bela vista” ela comentou notando que ele a olhava, "o arquiteto que planejou foi ousado, só tem algo que me chama a atenção”. “O quê?” ele perguntou se aproximando para ver o que era. “Não tem vizinhos, não que consigo ver daqui”. “Não tem mesmo, você está no coração da floresta, a minha casa era mais perto do que o hospital na hora que sofreu o acidente, então te trouxe para cá”. “Entendo, e você gosta de ser solitário?” “Só por alguns anos” ele respondeu sorrindo “Vou deixar você admirando a vista e tomarei um banho, fique a vontade, não tenho nenhum computador, ou televisão, mas tenho uma biblioteca no corredor, caso goste de ler”.
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