“Ok” Andreia respondeu interessada, torcendo para ele ser tão nerd quanto ela “Já que é lá em cima posso subir com você e então me mostra” Sugeriu sentindo o rosto corar, querendo que ela a levasse para o banheiro.
“Tudo bem” respondeu sorrindo, enquanto ela passava sua frente propositalmente.
Andreia fez questão de estar dois degraus a sua frente, ela não precisava olhar para trás, tinha certeza de que a olhava, ficando enlouquecida de prazer.
Um calor diferenciado tomava todo seu corpo, aquecia sua mente, alimentava suas fantasias. A cada passo ela o queria mais.
Paul tentou não olhar, mas não conseguiu, sabia que ela estava nua, subia tentando se controlar, olhando para sua b***a, querendo largar a razão e avançar como um animal faminto a sua presa, ela era mais nova, cheia de sonhos e ele tinha quarenta anos, era um homem cansado da maldade do mundo, e das desilusões, não queria a iludir porque seu corpo queimava por ela, pois sua razão reprovava.
Andreia parou na ponta da escada, virou-se devagar, estava tremula, não sabia se sua tática havia dado certo, não tinha experiencia em seduzir, mas olhou para ele com seu olhar sedento de prazer, fazendo com que Paul mudasse sua expressão, ficando desnorteado.
“É para qual lado?” ela perguntou sedutora.
“A esquerda”, ele respondeu com a voz fraca e dominada pela indecisão e prazer, enquanto passava tão perto dela, que sentia o cheiro fresco de sabonete que ela emitia. Mostrando o caminho.
Ele abriu uma pequena porta no corredor, a convidando a entrar com a mão, ficando imóvel quando Andreia passou por ele, passando rapidamente o braço na barriga dele.
“Desculpe” ela disse olhando para as prateleiras de livros organizados por ordem alfabética, mas percebendo um quadro no final do cômodo, que lhe chamou mais atenção, “Se quiser ir tomar banho, ficarei bem, por aqui, amo esse ambiente, você já leu todos?”.
“Ainda não, mas chegarei lá”.
“E fará o que com esse conhecimento, aqui no meio do nada?”.
“Não tenho que fazer nada" respondeu indiferente, “Fique à vontade” disse ríspido, se retirando, indo para o banheiro, ainda sentindo o nervo duro, latejando de vontade de estar com ela e poder mostrar o que sabia na cama.
Andreia não perdeu tempo, correu para frente do quadro curiosa, para ver quem era a figura. Encontrando um rosto triste, com um cavanhaque m*l-feito, cabelos longos e um olhar distante e sombrio.
Ele estava cumprimentando um homem, atrás uma grande empresa, era tão jovem, mas Andreia conseguia notar pelos olhos que era Paul.
Ela se aproximou do quadro, estava sem óculos, mas conseguia ler com dificuldade as letras com o nome da empresa de Bioquímica atrás dele.
Andreia lembrava-se de conhecer a história do bilionário que viveu como excêntrico, até conhecer uma cientista que ganhou seu coração, traçando um caminho diferente, mas que a perdeu para a morte e se isolou da sociedade.
Ela não tinha certeza de quanto tempo fazia, mas estava impressionada por parar na casa de alguém tão importante, pelo que se lembrava tudo havia acontecido no natal e desde a mídia não noticiou mais nada sobre ele.
"Não acredito que transei com um ricão" pensava impressionada.