Bia
Por um momento fiquei olhando aquela porta fechada por onde meu ruivo tinha passado, mesmo pensamentos voltaram para o passado relembrando nossa primeira noite juntos:
“Sexta-feira chegou e eu estava uma pilha de nervos. A ansiedade era gritante. Queria saber que era meu admirador secreto. Fiz minhas coisas correndo e aguardei o menino chegar na hora do almoço.
Desta vez ele veio com uma grade caixa quadrada e uma outra menor. Estava com grande dificuldade de andar. Ao chegar perto de mim ofereceu as caixas.
— Esse negócio é pesado. Por favor, aceita. — Peguei as caixas.
— Não vai me dizer mesmo quem é? — Perguntei esperançosa.
— Hoje não. Mas se você me perguntar segunda eu te respondo. — Ele sorriu.
Equilibrando as caixas com uma mão entreguei para ele um embrulho. — Separei uns bolinhos para você. — Ele não fez menção de pegar. — Eu não vou pedir mais para você me dizer, mas não entendi porque na segunda você pode me dizer.
Ele pegou a caixa com as mãos e sorriu. — O moço disse para manter segredo até hoje. — Deu de ombros e saiu correndo.
Entrei com as caixas nas mãos e fui para meu escritório. Dentro da menor, tinha uma linda sandália com salto altíssimo. Uma vez eu tinha comentado que achava lindas aquelas sandálias, mas minha irmã me disse que uma porquinha de salto alto ficaria engraçado.
Deixei as de lado. Abri a grande caixa. Tinha uma bolsa de macramê preto lindo, um lindo vestido vermelho estilo tubinho e tomara que caia, embaixo dele uma delicada calcinha de renda, meias de seda um corpete vermelho e preto e cinta liga, mas só tinha um lado. Procurei por toda caixa e não encontrei.
O bilhete tinha um endereço e data e local. E a pergunta:
“Quer me conhecer?
Eu adoraria sua companhia em um jantar.
De: Um homem que está ansioso por ti”.
***
Passei a tarde e o dia de sábado ponderando se deveria ir ao não a este encontro às escura. E se fosse um louco psicopata? Mas era um lugar público, qualquer coisa eu sairia correndo.
Foi em um salão perto de casa, fiz uma trança intricada como meu cabelo volumoso. Depilei as partes, vai que né! Me troquei, fiz uma maquiagem leve e chamei um Uber.
O caminho todo eu queria roer as unhas de nervoso. Respirei fundo e sai em frente a uma cantina italiana. Já na entrada sentir o cheirinho de pão de alho. Meu estômago fez um barulho reclamando de fome, não consegui comer o dia todo.
— Boa noite senhorita, reserva? — Perguntou ao recepcionista.
— Eu vim encontrar alguém. — Disse insegura.
— Qual o seu nome? — Ele perguntou abrindo um livro.
— Beatriz...
— Ah Sim! — Ele sorriu. — O cavaleiro já está à sua espera, queira me acompanhar.
Eu o seguir, a cada passo que eu dava meu coração batia mais forte. Avistei uma cabeleira ruiva em uma das mesas do canto. Meu cérebro não fez a conexão tão rápida. Quando o recepcionista parou na mesa, mesa com um sofá em formato de U, em que o Brian estava sentando me queixo caiu.
— Por favor senhorita. — O recepcionista apontou o sofá. Bryan levantou e os dois ficaram olhando para minha cara esperando. Sentir minhas bochechas esquentarem e quase me joguei no sofá.
— Boa noite Bia. — E lá estava as covinhas outra vez. Isso era tão injusto.
— Bryan o que está acontecendo? — Perguntei atordoada.
Ele calmamente tirou uma sacolinha do lado dele e me entregou. Abri e lá tinha um cartão e a outra liga faltante.
“Agora o traje está completo. Uma roupa bonita para uma garota linda.
De: Bryan o cara sortudo que tem um a belíssima morena para um jantar”
— Você me mandou os presentes? — Perguntei abobalhada.
— Sim.
— Por quê?
— Nada melhor que ver seu lindo sorriso. — Ele deu de ombros.
— Bryan, sério. Onde estão as câmeras? — Perguntei virei a cabeça para os lados. — Isso é uma pegadinha?
— Por que você acha que sair com você é uma pegadinha? — Bryan diminuiu seu sorriso e cruzou os braços.
— Qual é? Olha para gente.
— Isso é por causa da minha cor?
— O quê? — As pessoas olharam para mim de outras mesas, acho que falei alto demais. — A cor nunca importou em nada, pelo amor de Deus.
— Então o que?
— Você é tão bonito e eu sou...
— Linda, belíssima, gostosa, maravilhosa, um docinho, posso continuar a noite toda.
— Você bateu a cabeça? Está com problemas de visão? — Eu estava preste a chorar. Bryan veio para o meu lado e pegou meu rosto nas mãos.
— Permita que diga o eu vejo. — Me deu um beijo na bochecha. Eu vejo uma linda mulher. Vamos começar com essa incrível cabeleira ondulada, tenho vontade de acorda de manhã com ela espalhada pelo meu peito.
Ia protestar, mas ele calou a minha boca com um dedo.
— Eu vou falar e você vai ficar quieta, mocinha. — Fez cara brava para mim. Segurei o riso. — Continuando. Adoro sua pele cremosa, parece chocolate derretido, tenho vontade de lamber ela todinha. E esses olhos cor de caramelo. — Ele gemeu, depois deu um beijo na ponta do meu nariz. — Agora a boca, nossa senhora, parece dois morangos maduros e preciso experimentar.
— Bryan! Você acha que eu sou um doce gigante. — Ri nervosa, aquilo não poderia está acontecendo. O cara que ela sempre cobiçou desde de sempre estava ali dizendo o quão bonita ela era. Isso só poderia ser um sonho.
— Só vou atestar isso quanto eu te experimentar. Enquanto isso é somente suposições. — Me deu um beijo no cantinho da boca. — Você sabe como eu sou louco por doces, então você ser meu doce está muito bem para mim.
— Você ouviu a minha conversar com Caroline outro dia, não é? — Afastei meu rosto dele e baixei meus olhos. — Obrigada pela gentileza...
Ele pegou a minha mão e a colocou no meio das pernas dele. Sentir seu p*u duro. Levantei a cabeça e olhei para ele com os olhos arregalados.
— Já que você não acredita na minha boca, talvez nele você acredite. — Ele sorriu e largou a minha mão. — Eu notei que você não é mais uma garotinha a algum tempo. Deus é testemunha que eu tentei ficar bem longe de você, sou muito mais velho...
— Nem tanto, só oito anos. — Eu tinha vinte e sete e ele trinta e cinco.
— Mas eu sou mais velho, talvez você queira alguém da sua idade. Não estou para baladas e afins...
Eu tive que ri. — Olha para mim, Bryan. Você acha que eu estou nisso.
Ele deu um pequeno rosnado. — — Eu olho para você. Eu gosto do que vejo. Quem não gosta e você. — Passou as mãos pelo cabelo para controlar a raiva. — Eu não culpo você por se achar f**a, se os comentários que ouvi de Caroline, são as merdas que você tem que ouvi diariamente não é de se estranhar.
— Ela só quer me ajudar...
— Não Beatriz, ela não quer. — Ele dispensou o garçom com uma mão. — Sabe o que é ajuda? Se aquele que ama quer tanto uma coisa, deve apoiar. — Bryan pegou minha mão nas suas. — Você acha que precisa emagrecer...
— Tenho certeza.
— Então ela deveria te apoiar. Ir com você na academia, entrar nas mesmas rotinas saudáveis de alimentação, comemorar a cem gramas perdidas ou não deixar desanimar pelas cem gramas ganhadas. Isso é ajudar.
— Ela só está...
— Sendo c***l e desnecessária. — Brincando com os meus dedos ele finalizou. — Eu gosto de você exatamente assim. Do jeito que você é. Eu vou gostar de você se você emagrecer o se engordar. Por que você não é sou um corpo bonito Bia, você é um conjunto de inteligência, bom humor, coração mole, sorrisos sinceros, gargalhadas gostosas. — Ele riu. — Um par de p****s que é uma maravilha, uma b***a espetacular...
— Bryan. — Coloquei as mãos na boca dele. — Isso não é coisa que se fala.
Dando um beijinho na minha mão ele tirou da boca dele. — Se você quiser eu vou embora, não vou mais te encher o saco e vou tentar parar de ter sonho molhados com você.
— Você é um s****o. — Dei uma risadinha. Parei para pensar uns instantes. Será que ele está certo? — Eu não quero — sussurrei.
— Ótimo. — Levantou as mãos e chamou o garçom. — Vamos pedir uma deliciosa lasanha e depois um incrível bolo de chocolate com muita cobertura.
Gemi. — Bryan, olho o monte de carboidrato.
— Se tudo correr como eu planejei, vamos queimar todos eles quando chegarmos em minha casa. — Eu devo ter deixado meu queixo cair. — O quê? Um homem pode sonhar.
A noite foi incrível. Começos a lasanha e dividimos o bolo, quer dizer, Bryan comeu o dele e uma boa parte do meu, tudo isso regado a muita risada e beijos roubados. Nós tínhamos muitas coisas em comum: gosto musical, para filmes, comidas.
Quando acabamos, ele nos levou para a casa dele. Ele tinha preparado o lugar para mim. Velas espalhadas por toda a sala, grandes almofadões disposto em cima de um colchão grande, coberto com uma colcha bonita cheias de pétalas de rosas. Parecia um oásis.
Ele me tratou como uma princesa. Quando ia tirando minhas roupas ressaltava tudo o que ele gostava em mim. Fizemos amor calmamente e depois com uma paixão quente e avassaladora.
Nunca me senti tão bonita...”