Bryan
Finalmente Bia dormiu. A médica remarcou a consulta para o dia seguinte, formos até o consultório e a notícias não foram boas. Minha menina teria que passar por um tratamento de fertilidade. Depois da notícia, ela chorou, no caminho de casa, dentro de casa até dormir. Não podia fazer nada, somente abraça-la e confortá-la.
Deixei ela na cama e fui para internet, pesquise tudo que eu podia sobre seu problema, fiz várias anotações e montem um plano de ação, se era um bebê que minha menina quer, era um bebê que ela teria. Nesse meio tempo eu ira me divertir muito fazendo muito s**o com ela.
O que me fez lembrar daquela rapidinha, não tão rápida, em seu escritório. Fechei meus olhos e relembrei tudo, aquela boca espetacular, as mãos hesitantes. Bia não tinha técnica nenhuma e isso só mostrava o quanto eu era sortudo. Podem achar machista e tal, mas ser o primeiro e único na vida de uma mulher, era espetacular.
***
— Quais seus planos para hoje. — Perguntei para uma Bia desanimada sentada na cozinha da minha casa olhando para o fundo da xicara que tinha colocado em sua frente.
— Tenho que passar no consultório da médica para tomar a minha primeira injeção. — Bia não levantou o rosto para falar comigo. — Depois ir no cartório reconhecer firma dos documentos e ir no banco autorizar o pagamento da loja.
— Vou te deixar no consultório antes de ir para o batalhão. — Levantei o rosto dela. — Eu sei que você está triste, desanimada e tudo mais. Porém vamos conseguir, você vai ver que daqui a pouco teremos nosso bebê em nossos braços.
— Queria ser tão otimista. — Ela resmungou.
— Não se preocupe. — Ajoelhei no chão, virei a cadeira dela para mim e me coloquei no meio de suas pernas. — Eu serei otimista por nós dois e vamos ter uma linha de disque s**o, pois eu li que a mulher pode começar a ovular do nada e nesses caso temos que correr para uma rapidinha. — A gargalhada de Bia explodiu na cozinha. — Sério, vou avisar para o meu chefe. — Pigarrei e coloquei a mão no peito e fiz a minha melhor cara de gato de botas. — A minha descendência está em jogo capitão. Minha adorável namorada está ovulando e eu preciso colocar meus soldados em batalha.
— O meu Deus! — Bia veio até mim e segurou meu rosto. — Você não diria uma coisa desta.
— Claro que eu diria. — Aproveitei nossa proximidade e a beijei.
***
Batia na porta do meu amigo no batalhão, ouvir um entre e quando entrei no cubículo de Sam encontrei ele com Mila no colo. Pelo o tom de pele hiper vermelho da morena meu amigo estava se aproveitando da esposa.
— Dia, pessoal. — Os dois responderam um bom dia. Mila tentou levantar, mas Sam não deixou o que fez ela ficar mais vermelha. Minha Bia nessas ocasiões também agi do mesmo jeito, o que é adorável. Tirei o molho de chaves do meu bolso traseiro e entreguei para mulher. — Bia não vai aparecer no apartamento tão cedo, sua agenda está agitada hoje.
— Como ela está? — Mila perguntou. — Falei com ela ontem e achei ela muito triste.
— Ela se culpa. E eu tenho medo de entrar em uma depressão por causa disso. — Suspirei e me encostei no batente da porta. — Por isso a perturbe bastante.
— Pode deixar comigo. — Dava para perceber o porque meu amigo caiu de amores pela professorinha. O sorriso caloroso dela deixa qualquer um a vontade. — E a festa está toda planejada. — Ela começou a nos contar sobre tudo que ela tinha feito enquanto seu marido acariciava suas costa. Troquei um olhar com o cara e ele sorriu. Sim, eu sabia o que era ter o mundo em suas mãos.
— Mila, eu tenho certeza que você, minha mãe e a mãe de Bia dão conta de tudo. — As três mulheres estavam em contato desde que eu as chamei para fazer uma festa surpresa para Bia em comemoração ao fechamento do contrato da loja ao lado.
***
O dia foi tranquilo no batalhão. Um novo homem chegou para compor a equipe. Seu nome era Mauricio e do mesmo jeito que eu era ruivíssimo o cara era loiríssimo. Constituição de armário, assim como eu, já sabia que Ananda do RH iria ficar louca para colocar ele no calendário dos bombeiros do próximo ano. Ou seja, mais um para se perturbado. O cara era legal, tinha vindo do Rio de Janeiro para São Paulo, não quis explicar os motivos, porém eu capitei que alguma m***a tinha ocorrido.
No final do dia quando Mila me ligou dizendo que estava tudo pronto, fui buscar Bia no café, estava completamente animado com a festa, minha pequena precisava se distrair. A encontrei atrás do balcão terminando de fechar o caixa. Suas meninas, como gostava de chamar, já deveria estar na minha casa. Chamei todas as pessoas importantes para vida dela, até mesmo a Carolina.
— Pronta? — Perguntei. Ela respondeu que sim. Pegamos suas coisas e nos colocamos a caminho de casa.
— Nossa quantos carros na rua hoje. — Bia comentou quando eu parei em frente de minha casa. — Só espero que nenhum vizinho esteja fazendo festa hoje, quero ter uma noite de sono tranquila.
Entramos na garagem e antes que eu abrisse a porta da sala eu olhei bem para ela. — Eu te amo e estou muito orgulhoso de você.
Quando ela ia responder eu abrir a porta e todos nossos amigos gritaram um surpresa. Como era de ser esperado ela começou a chorar. Depois de mim todo mundo veio a abraçar e desejar sucesso na nova empreitada. Ela foi o centro das atenções e eu como um bobo ficava a admirando todo orgulhoso. Minha mulher era ótima para os negócios.
— Ainda está com medo de ser pai. — Sam se aproximou de mim com a pequena Lulu. A menina quando me viu lançou os braços para mim, fiquei sem entender essa atitude. — Vamos, peguei ela.
Peguei o pacotinho com todo cuidado, era como se eu tivesse segurando uma granada que fosse explodir a qualquer minuto. Lulu não estava nem ai para o meu dilema, ela se mexi, ri e fazia barulhos de felicidade.
— Ei princesinha. — Dei um beijo em sua testa. Lulu tentava alcançar ao em cima da minha cabeça, olhei para cima e não vi nada.
— É o seu cabelo. — Sam riu e me explicou. Levantei a menina até o topo da minha cabeça e ela agarrou um tufo e o puxou com vontade enquanto ria. — As crianças tem um sexto sentindo, Lulu nunca vai no colo de ninguém ela tem um sexto sentindo para tudo.
— Ela é mulher. — Trouxe a menina de volta para o meu colo antes que ficasse careca. — Essas pequenas já vem com o radar embutido de fábrica.
Rimos e ficamos observando nossas mulheres por um tempo. Lulu deitou a cabeça em meu ombro e colocou o dedinho na boca, minutos depois já estava dormindo. Fiquei por uns instante contemplando o rosto infantil me imaginando com os meus próprios bebês. Um linda moreninha, Bia que me perdoe, mas eu queria uma menininha.
***
Hoje fazia seis meses que Bia começou o tratamento, toda vez que ficava menstruada era um dia de choro sem fim, uma porque era um período difícil, serio eu tinha que tirar o meu chapéu para todas as mulheres do mundo, não me imaginaria sangrando todos os meses, tendo cólicas, dores de cabeças, altos e baixos emocionais e toda aquela m***a. O outro motivo pelo choro era devido a não gravidez.
O dia dos namorados passou e eu muito covarde não a pedi em casamento. Estava com medo de ser rejeitado. Sério, Bia era tudo, linda, esperta, dona de um caféestaurante que só estava crescendo, toda alto suficiente e eu só era um bombeiro. O que eu tinha para oferecer para ela?
Estava pensando seriamente em começar uma faculdade, mas se ela fica gravida as coisas iriam apertar em casa, não só na grana como no nosso tempo corrido, mesmo trabalhando doze por tinta e seis Bia ficaria um bom tempo fora do café eu teria que ajuda-la com isso. E para falar a verdade que m***a de curso eu ia fazer? Não me via fazendo outra coisa que não seja ser um bombeiro, talvez capitaria, mas aquilo era só um hobbie bobo.
Agora o que estava me tirando o sono era o fato da minha linda moreninha não ter dormido na minha cama está noite, Bia estava escondendo algo e eu iria descobrir isso hoje. Entrei em seu café com determinação.