Capítulo 4

1700 Palavras
Capítulo 04 Violet Hilldeston Tinha sido bom, mas tinha sido apenas uma vez, — eu nunca mais veria aquele homem na minha vida e estava muito bem com isso. Na verdade, era o ideal, porque depois de me decepcionar com o babaca do Marcos, a única coisa que eu queria, era me divertir e esquecer que eu perdi grande parte da minha vida, ao lado de um idiotä que tinha tido a ousadia de me trair. Então, depois que consegui me levantar e ver que já tinha amanhecido, eu sair daquele quarto de hotel sem me despedir, apenas sair de fininho e deixei ele dormindo lá, — eu fui para casa, tomei um longo banho quente, e relaxei na minha cama, enquanto deletava Marcos da minha vida. Eu queria obliterar a existência dele, mas não podia fazer isso de forma literal, poderia ao menos, excluir de tudo que me dizia respeito, porque qualquer vínculo com ele e com aquela desgraçada que eu pensei ser minha amiga, me fazia querer vomitar. — Senhorita? — Duas batidas na minha porta me fizeram voltar a realidade . — Sim? — Seu pai está perguntando se vai descer para o jantar, — a empregada disse e eu suspirei. Se papai estava me perguntando sobre o jantar, era porque alguém estava vindo nos visitar . — Estou descendo, Dulce, pode avisar que eu estou indo ver ele? — Claro, senhorita, ele está no escritório e disse que se a senhorita fosse descer, não precisava bater . Sorri. Claro que não, porque a dois anos atrás, meu pai havia decidido que daria um tempo no trabalho excessivo que vinha fazendo. Ele tinha decidido que a melhor coisa para sua saúde e para mim, era estar em casa e ter mais tempo para a família . Obvio que os sócios da empresa, detestaram a ideia, — mas com 90% das ações, meu pai não precisava da aprovação deles, e tudo que ele queria, acontecia. Eu me levantei da cama e depois de me trocar e arrumar meus cabelos, — escondendo as marcas que tinham ficado da noite anterior, — eu desci para encontrar com o meu pai, e batendo na porta que já estava aberta, vi o sorriso largo surgindo no rosto do único homem que nunca tinha me decepcionado . — Violet, querida… — ele disse se levantando da cadeira onde estava e vindo em minha direção, — você está linda . Eu dei a ele o meu melhor sorriso. — Você também, papai… — falei o abraçando e então, arrumando os fios soltos em seu cabelo grisalho, — mas quem virá hoje para jantar conosco? Porque se está preocupado em saber se irei descer para o jantar, é porque temos convidados. Ele riu. — Você realmente me conhece, menina. — Claro que sim, — falei sorrindo de forma brilhante, e papai suspirou, se sentando no sofá que havia em seu escritório, e me puxando pra ir com ele . — Violet, querida… eu sei que depois que a sua mãe morreu, você carregou todo o peso de ser a senhora da casa, e de muitas outras coisas, mas… eu quero que saiba, que você não precisa ser forte o tempo inteiro, — ele falou e eu soube que o meu pai tinha descoberto . — Como? — Perguntei e ele me deu aquele sorriso de canto, sem jeito . — Marcos ligou para cá… ele disse que você não atendia e que estava preocupado, eu perguntei o que tinha acontecido e ele não queria falar, então… eu ouvi a sua amiga falando de fundo, — papai segurou em minha mão, como se tentasse me consolar, — eu sinto muito, querida . — Ele te contou? — Sim, depois de… um pouco de insistência, ele me disse que você havia pego eles dois juntos e que ele poderia se explicar, — meu pai disse parecendo irritado, — olha… Violet, eu só quero dizer que estarei do seu lado. Sorri. — Papai, eu sei que você vai estar, eu fico feliz em ouvir isso, — falei colocando a minha outra mão, sobre a dele, — mas eu não tenho problemas com isso, — expliquei, — eu fiquei transtornada ao ouvir o que eles disseram e sinceramente? Eu nem sabia como reagir quando descobri que eles dois me faziam de palhaça, — murmurei, — mas eu sou superior, eu não vou me rebaixar ao nível de Marcos e muito menos ao nível daquelazinha que se passou por minha amiga . — Então… — Então não se preocupe, — pisquei pra ele, — eu sou a sua filha, sempre sairei por cima e passei a noite passada, com alguém bem mais interessante que Marcos. Meu pai levou a mão livre até rosto. — Violet! — Ele disse sério, — Deus… um pai não precisa saber dessas coisas. Ri. — Bom, agora… por que não me fala dos nossos convidados? Papai suspirou, parecendo aliviado. — Certo… — ele disse pigarreando, — mas não será convidados e sim, convidado no singular. Pisquei . — Um único convidado? — Exato, — ele falou e se erguendo arrumou sua postura e suas roupas, — receberemos um antigo colega meu, fizemos faculdade juntos e embora ele seja 5 anos mais novo que eu, nós nos formamos juntos. Eu não o via a anos, mas… ele voltou da França essa semana e vai passar uma temporada por aqui, eu pensei que seria um pecado não tentar uma negociação entre as nossas empresas, afinal ele está trabalhando no ramo de tecnologia e desenvolvimento, — papai explicou, — e como você sabe, a nossa empresa está querendo entrar nesse mercado. Assenti. — Então ele virá para jantar? — Melhor, — o sorriso nos lábios dele se tornou mais amplo, — ele ficará conosco por um tempo, até que a negociação seja concluída e o contrato assinado. Eu pisquei. — Está dizendo, que teremos um hospede? — Sim, — meu pai falou deslizando uma das mãos pelos cabelos, — um hospede que nos trará alguns milhões e que pode ser bem útil como um contato para você no futuro. Sorri, me sentindo desnorteada por um segundo, — porque meu pai, obviamente, nunca tinha considerado dar a Marcos uma chance na nossa empresa. Ele queria, que eu assumisse o seu lugar. Deus. Era isso então, — por isso a ideia de ter seu antigo colega em nossa casa. — Papai… — Violet, — ele me segurou pelos ombros, — por favor, minha filha, confie em mim, — ele piscou, — vamos, tente… eu sei que você vai gostar quando tentar se envolver nos negócios da empresa. Sibilei, — porque uma parte minha odiava quando tentavam me forçar a algo, mesmo que fosse algo que eu provavelmente iria gostar e mesmo que a pessoa em questão, fosse o meu amado pai. — Certo… — acabei dizendo a contragosto, porque no fim, eu não sabia dizer não para esse homem, — eu vou me certificar de que tudo esteja adequado para recebermos nosso hospede. Quando ele chega? — Em uns 40 minutos, — papai disse de forma despreocupada e uma parte minha, queria estrangular ele ali mesmo, mas eu não tinha tempo pra isso. Então, comecei a me mover, checando a comida, a sala de jantar, e por fim, o quarto de hospedes adequado para o nosso convidado. A correria foi tanta, que eu mäl tive tempo de respirar, quem dirá de pensar no que iria vestir, — mas quando me dei conta, um carro estava parando em frente a nossa mansão, e eu tive que manter a elegância, ao descer as escadas, sabendo que não teria tempo de chegar até a porta, antes do nosso convidado, para receber ele ao lado do meu pai. — Evans! — A voz do meu pai me fez titubear, me forçando a sorrir enquanto ele trazia seu amigo, para dentro, — é muito bom te ver de novo, e fico feliz que tenha aceitado meu convite para ficar na minha casa por um tempo, — ele falou e me vendo no meio da escada, — essa é a minha filha Violet, não sei se você se lembra da minha esposa, mas ela é realmente parecida com a mãe, não acha? O homem ao lado do meu pai, ergueu seu rosto para me encarar e eu vi sua expressão se tornar uma máscara de surpresa e descrença. Aquele homem, era o mesmo que encontrei no bar na noite passada. Edward. Edward Evans. Meu Deus… Edward Evans! Até mesmo eu sabia de quem se tratava. — Essa… é a sua filha? — Edward perguntou, com uma sobrancelha erguida e o meu pai sorriu. — Sim, ela não se parece com a Evelyn? — Papai perguntou e eu vi Edward pigarrear. — Sim, realmente… ela tem traços de Evelyn, — ele disse e então sorriu de forma social, — mas eu realmente não fazia ideia de que você tinha se casado com a Evelyn. Papai riu. — Achou mesmo que eu a deixaria escapar? — Quem sabe? — Edward zombou e eu agradeci por aquele diálogo, porque ele me deu tempo de me recompor. Céus. Eu tinha dormido com o homem com quem meu pai estava prestes a negociar, — mas acima de tudo, ele era bem mais velho do que eu havia pensado. Mesmo assim, o ponto já não era esse, porque aquela noite, estava no passado e não havia significado nada para nenhum de nós dois, então, eu tomei a decisão mais coerente para o momento. Eu sorri, e chegando ao pé da escada, estendi a mão para Edward, enquanto dizia na maior cara de päu . — Olá, Sr. Evans, é um präzer conhecer o senhor. Meu pai está muito animado em tê-lo conosco, e eu fico feliz de conhecer um de seus colegas de faculdade . Os olhos de Edward passearam pelo meu corpo e eu o vi erguer uma das sobrancelhas como se não acreditasse no que estava ouvindo, mas eu sabia que mesmo descrente da minha cara de päu, — ele não seria ousado o suficiente para dizer na frente do meu pai, que tinha estado comigo na noite passada .
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