Capítulo 5

1600 Palavras
Capítulo 05 Edward Evans Quando me deitei e deixei aquela garota lá, eu pensei que depois que eu acordasse e tomasse um banho, poderia pensar melhor no que fazer, porque a verdade, era que eu tinha sido impulsivo, — e não deveria ter trago ela para o meu quarto, — mas agora, já estava feito e não tinha para onde correr. Porém, para minha surpresa, aquela desgraçadä, me largou sozinho, — sem ao menos pestanejar, e quando eu acordei em busca dela, não havia nem mesmo sinal da sua existência ou da sua estadia por lá. Nada além do perfume que ficou impregnado em meus lençóis. Sibilei. Que garotinha mais desaforada! Ela certamente tinha facilitado o meu trabalho, mas uma parte minha se perguntou se ela não poderia ao menos ter deixado um bilhete. Eu havia deixado isso para lá, porque no fim do dia, isso não importava mais, — mas para a minha surpresa, o destino era engraçado e ele tinha pensado em me pregar uma bela peça, colocando aquela coisinha na minha vida outra vez e me mostrando a burrada que eu tinha feito ao dormir com alguém que aparentava ser mais nova que eu. Aquela, era Violet Hilldeston. A filha de Jonathan Hilldeston, e também, a garota com quem eu tinha ido para a cama na noite anterior. Se eu falasse que me arrependia do que tinha feito, eu estaria mentindo de uma forma ridícula e até mesmo maldosa, — mas quando a vi sorrir como se nem mesmo me conhecesse e falar que era um “präzer” me conhecer, uma parte minha se contorceu, soltando o veneno chamado orgulho ferido para todos os lados. Durante o jantar, — Violet nem sequer se dignou a olhar em meu rosto, e enquanto me cercava de falsos elogios e sorrisos sociais, eu a vi focar toda a sua atenção ao seu pai, em um nítido papel de princesinha da casa. Como aquela garotinha pensava que podia fingir não me conhecer? Eu tinha escutado ela reclamar de seu ex-noivo, tinha escutado ela gemer meu nome e implorar por mais na noite anterior, e agora… ela queria fingir que nada disso tinha acontecido? Besteira. Nem ferrando que eu ia deixar isso acontecer. Eu segui Jonathan enquanto ele me falava sobre sua casa, — onde eu ficaria pelos próximos dias, e já que ele não tinha me dado uma data final para a minha estadia, eu ia aproveitar cada segundo, para mostrar para aquela menina mimada que existem coisas que ela não pode ignorar, e claro, uma delas, sou eu. Quando o jantar se encerrou e Jonathan pediu para Violet me guiar até o quarto que de acordo com ele, tinha sido preparado por ela, — para mim. Eu me vi tentado a provocar aquela garota, que agora não usava roupas tão casuais, mas sim um vestido justo ao corpo, com caimento perfeito que delineava as curvas que ela possuía, as deixando marcadas, mas ainda assim, elegante. — Eu não esperava que fosse tão educada, Srtª. Hilldeston, — falei quando ela parou em frente a porta do meu suposto quarto, e vi os olhos de Violet me fuzilarem com raiva. — Do que está falando Sr. Evans? Ela me perguntou de forma sínica e eu sorri. — Estou falando que não espero muitas coisas de alguém que simplesmente some depois dormir comigo e me larga em um quarto de hotel, sem ao menos se despedir, Srta. Hilldeston. — Sugeri e Violet estalou a língua no céu da boca com puro descaso. — Não sei do que você está falando, Sr. Evans. Creio que deve ter se confundido em dado momento, — ela falou, com aquele olhar de puro desprezo que tinha em seu rosto na noite anterior, enquanto falava de seu noivo para o barman. Eu sorri. — Se você diz… — murmurei, e me aproximando da garota, segurei firme em seu quadril e a empurrei contra a porta do quarto, e como o esperado, o corpo dela reagiu, um ofegar baixo escapando por seus lábios enquanto ela me encarava com surpresa e desejo, — mas eu tenho certeza que você fez essa mesma expressão ontem a noite, quando a empurrei contra a parede, antes de começar a te f***r… — ronronei, e o rosto de Violet, se tornou vermelho como um tomate, o que a fez obviamente… ficar putä da vida, e me deu certa… satisfação. — Sr. Evans… se eu fosse você, tomaria cuidado com as coisas que eu falo ou faço, na casa de alguém que decidiu te hospedar, — ela disse com aquele tom ameaçador e eu sorri, aproximando o meu corpo do dela, e deslizando minha mão, pelas costas dela, a puxando para perto. — Srta. Hilldeston, se eu fosse você… eu teria certeza de que mantive todas as marcas no meu corpo, que comprovam a noite anterior, escondidas, antes de tentar mentir de forma descarada, sobre a outra pessoa envolvida… estar enganada, — eu sugeri e os olhos de Violet se arregalaram, enquanto seus dedos tocavam seu pescoço instintivamente. Eu tinha mentido, claro. Não havia ali, nenhuma marca visível, — mas eu me lembrava perfeitamente das mordidas e dos chupões que eu deixei. Marcas que não sairiam tão facilmente, apenas porque ela queria. — Escute bem… — Violet começou a falar, mas eu não queria ouvir, eu queria ver aquela expressão da noite anterior, cintilando em seus olhos e tomando conta de seu rosto. — A porta do meu quarto, vai estar aberta… — eu falei a interrompendo, — se quiser se lembrar de como foi na noite passada… eu vou estar te esperando. Tenho certeza que o seu pai não vai notar, mas claro… você vai ter que gemer mais baixo dessa vez. VIOLET Aquele desgraçadö teve a ousadia de sugerir que poderíamos… “repetir” a noite anterior e tudo que havia dentro de mim, era um misto de raiva e consternação. Meu corpo era idiotä o suficiente para reagir de forma natural aos toques e a aproximação daquele malditö, — mas eu estava sã e fora do alcance das bebidas; e isso queria dizer: que eu não ia cair no papinho de Edward Evans. Não. Eu era esperta demais para me tornar mais uma na cama daquele maldito Don Juan, de quinta categoria e terceira idade. — Você vai morrer esperando por isso, — falei sem rodeios e me desvencilhando de seus braços, me afastei dali, de perto de Edwards e da tentação que suas propostas simbolizavam. Eu não queria nem mesmo um minuto a mais perto daquele demônio, porque Edwards Evans, era o amigo do meu pai, o homem que fecharia negócios com ele e portanto, não poderia de forma alguma, ser mais que isso. Eu não era uma falsa moralista, mas tampouco, pretendia me meter na vida do meu pai ou estraga-la por uma fodä qualquer. Sim. Era isso. Edward era apenas uma fodä de uma noite, nada demais, nada que valesse a pena pensar, ressaltar ou se lembrar. Eu estava voltando para o meu quarto, pensando em como diabos eu deveria seguir depois disso, — quando meu pai me encontrou, sorrindo de canto a canto . — E então, querida? Edward já foi para o quarto? — Ele perguntou e eu pigarreei . — Sim, ele parecia… cansado. — Falei com um sorriso de canto, — mas papai, você não me disse… por quanto tempo ele iria ficar. Por acaso… não sabe quando o sr. Evans vai embora? Meu pai deu de ombros . — Evans é imprevisível e sinceramente? Eu prefiro não tocar no assunto, quero que ele se esqueça de seus planos e fique aqui, ao menos até que eu resolva o que tenho que resolver, porque querida… eu me recuso a perder esse negócio, — ele disse, piscando pra mim e eu sorri . Um sorriso forçado e falso, porque o que eu mais queria, — era aquele homem bem longe de mim . Deus . Eu precisava disso . — Entendi, — falei enquanto arrumava minha postura, — mas eu estava pensando … se eu não poderia passar um tempo com a minha tia … Papai me encarou . — Violet… você está bem? — Ele questionou, — querida… se for por Marcos… Eu pisquei. Marcos? Deus. Não! — Não, não é por Marcos, eu só… — eu não podia continuar, porque as palavras que eu diria a seguir, arruinariam grande parte dos planos do meu pai, então eu sorri, — só pensei que o hospede ficaria mais a vontade, apenas com você em casa . Papai sorriu . — Querida, não diga bobagens! Edward pareceu adorar a sua presença no jantar, eu nunca o vi tão animado! Sem falar que você vai entender mais do âmbito profissional, se estiver presente em nossas reuniões, então… não pense nisso . Eu bufei . Uma parte minha, querendo usar Marcos como desculpas para fugir dali, mas a outra… era orgulhosa demais. Se eu fosse para longe, se me afastasse para a casa da minha tia, — não haveria uma alma a duvidar que eu tinha fugido após ser traída pela minha melhor amiga e pelo meu noivo . Céus . Eu fui tão boba, tão gentil e graças a isso, estava colhendo os frutos da minha própria desgraçä . Edward Evans . Sim. Era exatamente isso que ele era . — Está bem, papai, — eu me ouvi dizer, beijando sua bochecha e andando em direção ao meu quarto, porque agora, tudo que me restava era dormir. Dormir a noite que não dormi no dia anterior .
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR