O sol já começava a descer atrás das casas empilhadas do Horizonte, tingindo o céu com um tom alaranjado que fazia tudo parecer mais calmo do que realmente era. Aquele era um dos poucos fins de tarde tranquilos que eu tivera desde o último confronto. A perna ainda doía, mesmo com os remédios. Vinícius vivia dizendo pra eu descansar, mas eu não conseguia. Minha cabeça estava em outro lugar — ou melhor, em outra pessoa. Samanta. Agora eu sabia o nome dela. Vinícius, que sempre dava um jeito de descobrir o que quisesse, apareceu um dia com um sorriso de quem sabia que eu ia gostar da notícia. — O nome dela é Samanta — disse ele, acendendo um cigarro. — Mora ali, perto da escadaria, com a mãe. Aquela simples frase me deixou sem chão. Samanta. O nome soava como música na minha cabeça. Desd

