SOMBRAS E PROMESSAS

1452 Palavras

Desde aquela noite, não tem um só segundo que eu não pense nela. O gosto dos lábios de Samanta ainda me persegue, como se o tempo tivesse parado ali — entre o toque suave e o arrepio que percorreu minha pele. Nunca imaginei que alguém pudesse desarmar um homem como eu, dono do morro, comandante do caos, com um simples olhar. Mas ela conseguiu. E agora, cada passo meu é guiado pela vontade de vê-la de novo. A favela voltou a respirar depois do último confronto, mas o ar ainda é tenso. Os becos continuam vigiados, os meninos do corre atentos, e eu... eu mais distraído do que nunca. Vinícius percebeu, claro. Ele me olha torto, como se quisesse dizer “você tá se perdendo, irmão”, mas fica quieto. Ele sabe que esse tipo de coisa a gente não controla. Mesmo assim, não posso arriscar. O morr

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