Já fazia alguns dias desde que eu tinha descoberto quem era ela. Samanta. O nome rodava na minha cabeça como uma música que não sai da mente, ecoando entre os becos do Morro do Horizonte e as madrugadas silenciosas onde o sono não vinha. Eu não sabia por quê, mas alguma coisa naquela garota me puxava pra perto, mesmo que tudo ao meu redor gritasse pra eu me afastar. Depois do último confronto, minha perna ainda doía — o tiro tinha deixado marcas, tanto no corpo quanto no espírito. Eu estava afastado, tentando deixar o tempo curar o que dava, mas a verdade era que o que mais me incomodava não era a dor física… era a ausência dela. Desde o dia do tiroteio, a imagem de Samanta não me deixava em paz. O medo em seus olhos, o jeito que ela olhou pra mim como se o tempo tivesse parado — foi ali

