Capítulo 03

882 Palavras
LARA O sol raiava timidamente pela janela do quarto, revelando os primeiros raios de luz da manhã. Meus olhos se fixavam no rosto tranquilo do meu pequeno Enzo, que descansava serenamente. Seis horas da manhã marcavam o relógio, e o silêncio na casa indicava que a madrasta já havia partido, para onde quer que fosse. Respirei fundo e, com um carinho suave, afaguei os cabelos macios do meu filho. — Vou voltar logo, meu amor. Mamãe vai dar um jeito na nossa vida — murmurei para ele, depositando um beijo suave em sua testa. Suas bochechas coradas eram a prova do sono tranquilo, e meu coração apertou de gratidão por ter aquele anjo ao meu lado. Caminhei pelo quarto, a luz da manhã revelando cada detalhe familiar. O relógio na parede marcava o tempo que parecia ter parado quando meus pais se foram. Olhei para o pingente do colar que pendia delicadamente em meu pescoço. Um presente do meu pai no meu décimo quinto aniversário, era um elo tangível com a presença da minha mãe, uma lembrança constante do amor que eles compartilhavam. Segurei o pingente com firmeza, fechei os olhos e fiz uma pequena oração silenciosa. Pedi forças para enfrentar os desafios que estavam por vir, ansiando por orientação e coragem. Era hora de assumir o controle da nossa vida, de resistir aos tormentos que a chegada da madrasta trouxera à casa que um dia fora cheia de amor. Peguei a bolsa, verificando se tinha tudo o que precisava para começar esse novo capítulo. O olhar decidido refletido no espelho contrastava com a incerteza que se escondia por trás dos meus olhos. Mas eu estava determinada. — Vamos lá, Lara — sussurrei para mim mesma, dando um último olhar para Enzo antes de sair. A porta se fechou suavemente, marcando o início de uma jornada que eu estava disposta a enfrentar, armada com a memória dos meus pais e o amor que ainda pulsava em meu coração. O aperto no peito persistia enquanto eu caminhava pelo corredor vazio da casa, fechando a porta suavemente atrás de mim. A cada passo em direção à liberdade, a responsabilidade pesava mais. Contudo, a entrevista com o senhor Gayle era a esperança que eu precisava para reverter nossa situação. Ao sair, o ar fresco da manhã envolveu-me, uma mistura de alívio e ansiedade. A rua silenciosa aguardava o novo capítulo que eu estava prestes a começar. Dirigi-me à parada de ônibus, pensativa, sentindo o calor do sol emergindo aos poucos. Enquanto aguardava, meu pensamento vagava para o senhor Gayle. Eu m*l conseguia acreditar que ele morava em Daytona, um lugar conhecido por seus turistas e praias encantadoras. A pesquisa sobre ele revelara pouco além de sua impressionante carreira em engenharia médica com tecnologia avançada. Uma figura misteriosa e respeitada, um homem de poucas palavras. O ônibus chegou, interrompendo meus devaneios. Entrei e escolhi um assento perto da janela. Enquanto o veículo avançava pelas ruas movimentadas, meu olhar se perdia nas paisagens de Daytona. Perguntei-me se o senhor Gayle preferia esse refúgio tranquilo em meio à agitação da cidade, ou se, talvez, escolhera Daytona para escapar do frenesi das grandes metrópoles enquanto administrava sua empresa inovadora. O ônibus parou, e eu desci com determinação, ainda que meu tornozelo protestasse contra cada passo. Um leve xingamento escapou de meus lábios, e apertei o punho com força, como se pudesse conter a dor. Mancando, alcancei a portaria do prédio e informei minha chegada ao porteiro, um homem amigável com um olhar solidário. Ele pediu para aguardar e logo retornou. — Ele está te aguardando, é no apartamento de cobertura — ele disse, sinalizando para que eu entrasse. Respirei fundo, agradecendo e desejando um bom dia ao porteiro. Subi os degraus com dificuldade, o tornozelo pulsando com cada passo. Cheguei ao hall e dirigi-me ao elevador, a ansiedade aumentando à medida que o ponteiro avançava. Nervosa, apertei o botão para a cobertura. A porta do elevador se fechou, e respirei fundo, lembrando do rosto sereno do meu filho de três anos dormindo. Murmurei para mim mesma que tudo daria certo, que Enzo e eu precisávamos daquele emprego. A perspectiva de um futuro mais estável me impulsionava. O elevador parou no andar desejado, e a porta se abriu revelando o mordomo, Robson, aguardando por mim. Ele se apresentou com uma voz polida. — Bom dia, senhora. Sou Robson, o mordomo. O senhor Gayle pediu que eu conduzisse a entrevista em seu lugar. Um suspiro de alívio escapou dos meus lábios. A ideia de encarar diretamente o senhor Gayle, com toda sua seriedade, parecia menos intimidadora naquele momento. — Bom dia, Robson. Sou Lara. Agradeço pela oportunidade. — Respondi, tentando esconder a tensão em minha voz. Segui o mordomo pelo elegante corredor até a sala onde a entrevista aconteceria. Minha mente, porém, estava dividida entre o desejo de impressionar e a imagem reconfortante de Enzo dormindo em casa. Independentemente do que acontecesse, eu estava disposta a lutar por nós dois. Lara já começou no desastre, GZUS. Espero que de tudo certo para essa menina, e você? Comente e mande forças para essa mocinha, pode ser UP ou emoji assim vou saber que está gostado da história. Me siga aqui na dreame e no inst4gram para ter mais novidades da história @cassescreve.
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