Como Silas disse, eu poderia ter mandando uma mensagem para dizer que o médico estava no hotel. Mas quis vim ate aqui, ele e Charlotte parecia dois doidos, assim como Lotte falava mensagens entre linhas ele também. E isso me irritava um pouco.
" Ela não esta aqui em baixo, subiu pro quarto." Foi o que ele me disse quando me despedi e quando me vi ja estava saindo do elevador. Caminhei ate a porta lilás e duas batidas por mim, mas sem resposta. Só queria saber se ela estava bem, e não a via desde segunda uma inquietação surgia no meu peito.
Entrei esperando que ela estivesse deitada na cama mas não estava, vi a porta do seu banheiro entre aberta e o barulho do chuveiro me atingir. A veria amanhã, poderia simplesmente esperar.
Girei nos calcanhares preste a sair do quarto e ir para casa, mas um gemido doce e manhoso saiu do cômodo e meu celebro se recusou a se lembrar como andava. Engoli minha própria saliva como se estivesse invadindo sua privacidade.
— Rubens...— arregalei os olhos sentindo meu corpo inteiro arrepiar. Ana Júlia estava se tocando no banheiro isto era óbvio pelo seus suspiros, mas estava fazendo isso pensando em mim? Não eu só poderia estar maluco. — quero mais que isso..por favor, me da mais..
Sua voz parecia doce e baixa demais, fazendo cada pelo do meu corpo se arrepiar. Sentia o ar deixando meus pulmões e meu coração acelerando tão rápido que podia jurar que infartaria, me lembrei nitidamente da sua mão pequena e gelada me tocando no dia do galpão. Minha mente traidora me fez imaginar sua mão pequena e unhas grandes descendo pelo meu peitoral e apertar a minha ereção sobre a calça.
Arfei com seu cheiro todo ao meu redor e podia imaginar perfeitamente aqueles olhos castanhos me olhando com curiosidade. Enquanto abria meu zíper e tocava meu påu de um jeito tão gostoso. No instante que fechei meus olhos e ouvi outro gemido dela saindo do banheiro, engoli meu próprio gemido de satisfação e fechei as mãos em punho. Precisava sair daqui.
Obriguei meu corpo a se mexer e assim que sai de seu quarto e fechei a porta sentia um calor infernal dentro de mim. Andei em passos largos ate o elevador querendo ir para o meu carro. Agarrei a gravata a puxando com raįva enquanto arrancava o malditō terno. Caralhö não conseguia respirar, não conseguia respirar.
"por favor me da mais.." rosnei de ódįo enquanto saia do elevador e praticamente corria para o meu carro.
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Andava descalço pelo meu apartamento, agradecendo por ter colocado ar condicionado em todos os cômodos. Deixando meu apartamento inteiro gelado, precisava urgentemente afastar o calor que me cercava. Nem o banho gelado me ajudou quando cheguei .
Milagrosamente tudo estava arrumando, e o silêncio do lugar fazia minha mente agradecer.
Via gumball se arrastar dentro do terrário, não conseguia acreditar que Mancini me convenceu a ter um bicho de estimação. Então adotei uma Píton-real, uma serpente, branca com algumas manchas marrom pelo corpo. Seu terrário tomava toda a parede em baixo da janela no meu quarto, janela de frente para uma das avenidas principais. Tinha uma vista perfeita.
Larguei o copo de água sobre a cômoda e passei a tolha nos meus cabelos molhados. Abri a primeira gaveta da cômoda tirando uma chave dourada de la, caminhei saindo do meu quarto e tranquilo pelo silêncio. Assim que parei na frente da última porta ao final do corredor a destranquei, e assim que empurrei analisei meu quarto preto.
Cada parede daquele cômodo era pintada de preto, aonde eu mesma pintei, único cômodo que fiz questão de fazer sozinha e não deixar para o arquiteto. Assim que desci os dois pequenos degraus da entrada análise minha obra de arte. Era um quarto de submissão, meu pequeno parque de diversões.
A cama encostada na parede era de aço vermelha, forte o suficiente para prender algemas ou cortas se precisasse. Na parede a minha direita um armário com porta de vidro, aonde alguns brinquedos estavam guardados. Como algemas de couro, cordas vermelhas, imobilizadores e separador de pernas.
No outro lado separado pela cama, uma cômoda de sete gavetas também na cor vermelha com puxadores pretos com outros adereços que achava interessante. Cruzei os braços analisando as cordas intocadas e a minha cama perfeitamente arrumada. Levantei o olhar para barra de ferro na frente da cama, e no mesmo instante imaginei Júlia presa pelo pulso, vendada e minha, complemente minha.
Ela queria mais e poderia lhe dar mais. Mas não era comum, não era como a maioria, não iria conseguir ficar com Ana sem prender suas mãos, sem de bater, sem morder. Iria arrebentar ela completamente de fora a fora. E isto me causava um calafrio ruįm, eu não poderia ser a primeira vez dela.
Eu e Ana Julia não daria certo.
Sai do quarto sabendo que o sensor apagaria a luz. Tranquei a porta querendo deixar minha imaginação presa dentro daquele quarto, tinha coisas serias para resolver pela manhã e não poderia deixar minha mente ficar voando por ai. Logo que entrei no quarto, abri a gaveta jogando a chave la dentro.
Deixei que a felicidade por dormir de porta aberta me abraçasse, e que a paz que sentia por dormir na minha casa me visitasse. Me joguei na cama dando boa noite a gumball, logo que me cobri coloquei meu celular para carregar. Me virei encarando o ceu e algumas luzes de predio distante. O único barulho era dos carros a noite em si.
Fechei os olhos me atualizando mentalmente, amanhã estaria em um território desconhecido e não podia sair de la sem informações coerentes. Era a primeira missão que Mancini me dava e eu não conseguia dar um início logo. O que Alfred Klein tinha de tão preciso dentro desse arsenal para o esconder tão bem assim.
Claro a joia Hope era uma delas, mas era impossível estar escondendo algo tão bem assim por uma simples joia. Suspirei relaxando a mente. Me lembrei que Ana disse que nós estaríamos perto de um alvo seu e que ela finalizaria sua outra missão amanhã. Também me lembrei do pedido dela de colocar Lotte em um leilão política, na elite era assim, uma mão lavava a outra como podia.
Suspirei novamente me virando para o outro lado da cama, me esparramando na cama de casal macia e confortável.
— Você está tenso...— ouvi uma voz conhecida demais pra mim, e assim que abri os olhos via apenas a escuridão. — você tem que relaxar sabiá?
Senti as mãos de Ana Júlia Alencar subir sobre meu abraço, e sua respiração em minha nuca. Sentia seus seïos em minhas costas, e sua coxa próxima das minhas, seu corpo grudado ao meu. Ela estava nua, sentia o calor do seu corpo vividamente e apesar da escuridão tinha certeza disso.
— O poderoso Rubens Erdoğan — ela sussurrou enquanto descia a mão sobre meu peitoral, arranhando graças as maldïtas unhas. — com mędo — tentei me mexer mas não consegui, que merdå estava acontecendo. — você é ou não é um homem. — ela sussurrou como uma maldïta cobra. — não é capaz de me fazer gozar não é, só pode ser isto você é fraco — puxei o ar quando sua mão tocou minha cintura e me sentei tão rápido na cama que senti minha cabeça doer.
Estava com os olhos arregalados e bati palma fazendo as luzes do meu quarto se acender. Olhei em volta procurando a maldïta ruiva, como se ela tivesse conseguido entrar na minha casa sem ser anunciada. Agarrei a regata branca que usava a tirando do meu corpo e jogando em qualquer lugar do quarto.
— Dïaba!— gritei notando que em uns minutos de cochilo ela havia invadido meu sonho. — Dïaba ruiva dos įnferno!
Me levantei completamente irritado. Nervoso comigo por ter baixado a aguarda nesses últimos dias, por ter deixado essa situação toda ir longe para caralhō. Nervoso com Makyson por ter me colocado mais próximo dela, quando na realidade me afastei por um motivo, irritado com Kauan por me convencer a ir a merdå daquele club junto com eles.
Abri a porta do meu escritório com tanta raįva que ouvi a maçaneta bater na parede. Liguei todos os monitores, e não me importei com a hora, abri o freezer pegando uma garrafa de água e me sentando na cadeira confortável. Precisava distrair a mente não conseguia fechar os olhos. O efeito que iriamos amanhã era de vendas, então comecei a pesquisar sobre o que era mais fundo. Mas do que ja tinha pesquisado.