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Nem tudo que parece, é.
Nunca fui de me importar. Sempre fui do tipo que fazia os outros se importarem. Eu criava os problemas e eu não os resolvia, ao contrário disso, fiz do caos o meu vício.
Gosto de ver as coisas entrando em colapso, gosto da sensação de adrenalina rasgando minhas veias, gosto dos olhares sobre mim, da maneira como a minha imagem se assemelha aos piores adjetivos, de como fico gravada de forma, nada boa, na mente das pessoas que cruzam meu caminho.
Destino?
Não sei, gostei do acaso por muito tempo, depois de odia-lo com toda a minha alma.
A criança órfã, sozinha no mundo com outra criança para cuidar, se perguntou o que fez para merecer tal destino tão c***l. Mas foi essa mesma força do universo que me colocou onde fiquei por muito tempo. Enfiada em pilhas de dinheiro, ao comando de um glorioso império levantando com meu próprio sangue.
Foi um belo e catastrófico giro de trezentos e sessenta graus que me trouxe tudo o que eu tinha, sim, tinha.
Porque depois que você tem tudo, quando o mundo fica de baixo do seus pés, com toda a grana, toda a lascívia do poder, toda a libertinagem da sedução, tudo, quando se temos tudo... As coisas podem perder o controle.
E foi o que aconteceu comigo.
Eu descobri da pior maneira que a confiança é a mãe da traição.
Então, viva aos meus inimigos. Pelo menos quando uma faca for enfiada nas minhas costas, sentirei apenas a dor que aquilo me causa, mas não terei um coração dilacerado por depositar toda a minha certeza em alguém, que amei. Pois isso sim, dói, dói tanto que você se recusa a sentir essa maldita agonia.
Afinal, esse tal de amor é uma mera metáfora da dor. Nunca vi uma pessoa sair ilesa depois de cair no abismo de uma paixão, e definitivamente, amar não é meu forte.
Vi incontáveis vezes, histórias onde o amor nasce dos lugares mais infortúnios possíveis. Mas nunca, nunca vi o amor ser cogitado em jogos de poderes. Quando se tem um império em disputa, não existe amor, não existe compaixão, nem mesmo, o perdão. A única coisa que se existe é caos, e como eu disse, isso é o que sei fazer de melhor.
Meu nome é Hanna, e deixo minha assinatura embaixo quando falam da minha má reputação. Eu zelo por ela, eu prezo por ela, eu gosto de ser a v***a sem sentimentos, porque isso, é tudo que tenho. Um nome r**m, uma péssima marca registrada. É dessa forma que sobrevivo ao inferno, e falando nesse lugar, um dia me prometeram levar lá... Pobre homem apaixonado, quem o levou, foi eu.