Izabel

645 Palavras
" Não sei o que tem nos seus olhos, só sei que estou encantado". Tristan — Pare já de me olhar. Quem pensa ser para ficar espionando as pessoas? — Me desculpe senhorita — digo coçando a cabeça Charles começa a gargalhar alto e quando vai sair de trás da moita acaba tropeçando e caindo de cara na lama. A feição dela suaviza e um sorriso surge em seus lábios. — Saiam daqui os dois — Calma gracinha — diz Charles, mas a moça ataca uma pedra em direção ao mesmo, que o acerta bem no meio da testa — Saiam, vou me vestir e já falo com vocês Nós afastamos um pouco do local e Charles tem um enorme sorriso. — O que foi? — Que mulher. Suponho que estou apaixonado — Isso até levá-la para cama — Com certeza. Tristan você tem que largar a mão de ser certinho, quando estamos no Castelo você é bem mais divertido — Disse bem, quando estamos no Castelo e no momento estamos em guerra. Quando vai crescer? — Nem vem com sermão — Agora quero que me expliquem, porque estavam me espiando? Ela estava encostada na árvore com as mãos na cintura, trajando um vestido verde que combina perfeitamente com seus olhos. — Vimos a senhorita no campo de batalha e queríamos saber quem estava por trás da armadura, porque faz algo tão perigoso? — pergunto — Se quer saber minha história vai ter que me pagar uma bebida — Claro — Charles toma frente sorrindo- Qual seu nome? — Izabel — Sou Charles e esse... Izabel o, corta. — E por acaso perguntei algo? Meu amigo arregala os olhos e coloca o sorriso mais cafajeste no rosto. — Vamos — ela chama A seguimos até a taverna e assim que entramos todos os olhares foram em nossa direção. Sentamos e o dono da taverna já trouxe as bebidas. — Quando pensam que essa guerra acaba? — Izabel pergunta — Não sei, só espero que logo, quero voltar para casa — digo — A vida é assim mesmo meu caro, enquanto os peões morrem pelo seu reino, o rei nem o príncipe se importam — ela diz — Por acaso os conhece? — Charles pergunta — Não e nem quero, esse príncipe deve ser um metido Sorrio — Deve mesmo. Agora sua história- falo impaciente — Meu pai foi convocado pelo exército do rei, mas ele não está muito bem de saudade, tenho 4 irmãs mais novas e não queria que elas ficassem sem pai. Todo mundo acredita que o rei realmente aceitou o pedido de meu pai de não vir, mas foi negado, então com ajuda da minha madrinha venho fingindo ser um homem — Não acha isto um peso muito grande? — pergunto — Peso? Peso de verdade é casar com um completo desconhecido, que nem se ama, só para ter dinheiro e dar uma vida boa para sua família. A peste devastou a plantação do meu pai e agora essa é a única saída para mim — A senhorita sabe que tem outros meios de se ganhar dinheiro — Charles pisca — Charles- o olho sério — Olha aqui seu moleque- Izabel aponta o dedo na cara do meu amigo, mas é interrompida por uma gritaria Nós levantamos e saímos da taverna. — Estamos sendo invadidos — gritou um rapaz Puxo minha espada da bainha e começo a golpear os inimigos, logo Izabel aparece com sua armadura e a espada em mãos. Não tem tantos homens assim, por isso vamos ganhar, tenho certeza. — Retirada — o general deles gritou — Escutem bem, ganharam dessa vez, mas quando menos esperar voltaremos — O senhor está muito seguro de si. Corro em sua direção e decepou sua cabeça. Meus soldados gritam, demonstrando felicidade enquanto o inimigo corre. A guerra finalmente acabou após 10 meses.
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