" Não sei o que tem nos seus olhos, só sei que estou encantado".
Tristan
— Pare já de me olhar. Quem pensa ser para ficar espionando as pessoas?
— Me desculpe senhorita — digo coçando a cabeça
Charles começa a gargalhar alto e quando vai sair de trás da moita acaba tropeçando e caindo de cara na lama.
A feição dela suaviza e um sorriso surge em seus lábios.
— Saiam daqui os dois
— Calma gracinha — diz Charles, mas a moça ataca uma pedra em direção ao mesmo, que o acerta bem no meio da testa
— Saiam, vou me vestir e já falo com vocês
Nós afastamos um pouco do local e Charles tem um enorme sorriso.
— O que foi?
— Que mulher. Suponho que estou apaixonado
— Isso até levá-la para cama
— Com certeza. Tristan você tem que largar a mão de ser certinho, quando estamos no Castelo você é bem mais divertido
— Disse bem, quando estamos no Castelo e no momento estamos em guerra. Quando vai crescer?
— Nem vem com sermão
— Agora quero que me expliquem, porque estavam me espiando?
Ela estava encostada na árvore com as mãos na cintura, trajando um vestido verde que combina perfeitamente com seus olhos.
— Vimos a senhorita no campo de batalha e queríamos saber quem estava por trás da armadura, porque faz algo tão perigoso? — pergunto
— Se quer saber minha história vai ter que me pagar uma bebida
— Claro — Charles toma frente sorrindo- Qual seu nome?
— Izabel
— Sou Charles e esse...
Izabel o, corta.
— E por acaso perguntei algo?
Meu amigo arregala os olhos e coloca o sorriso mais cafajeste no rosto.
— Vamos — ela chama
A seguimos até a taverna e assim que entramos todos os olhares foram em nossa direção.
Sentamos e o dono da taverna já trouxe as bebidas.
— Quando pensam que essa guerra acaba? — Izabel pergunta
— Não sei, só espero que logo, quero voltar para casa — digo
— A vida é assim mesmo meu caro, enquanto os peões morrem pelo seu reino, o rei nem o príncipe se importam — ela diz
— Por acaso os conhece? — Charles pergunta
— Não e nem quero, esse príncipe deve ser um metido
Sorrio
— Deve mesmo. Agora sua história- falo impaciente
— Meu pai foi convocado pelo exército do rei, mas ele não está muito bem de saudade, tenho 4 irmãs mais novas e não queria que elas ficassem sem pai. Todo mundo acredita que o rei realmente aceitou o pedido de meu pai de não vir, mas foi negado, então com ajuda da minha madrinha venho fingindo ser um homem
— Não acha isto um peso muito grande? — pergunto
— Peso? Peso de verdade é casar com um completo desconhecido, que nem se ama, só para ter dinheiro e dar uma vida boa para sua família. A peste devastou a plantação do meu pai e agora essa é a única saída para mim
— A senhorita sabe que tem outros meios de se ganhar dinheiro — Charles pisca
— Charles- o olho sério
— Olha aqui seu moleque- Izabel aponta o dedo na cara do meu amigo, mas é interrompida por uma gritaria
Nós levantamos e saímos da taverna.
— Estamos sendo invadidos — gritou um rapaz
Puxo minha espada da bainha e começo a golpear os inimigos, logo Izabel aparece com sua armadura e a espada em mãos.
Não tem tantos homens assim, por isso vamos ganhar, tenho certeza.
— Retirada — o general deles gritou — Escutem bem, ganharam dessa vez, mas quando menos esperar voltaremos
— O senhor está muito seguro de si.
Corro em sua direção e decepou sua cabeça.
Meus soldados gritam, demonstrando felicidade enquanto o inimigo corre.
A guerra finalmente acabou após 10 meses.