Aqueles olhos

493 Palavras
“ E no momento que nossos olhos se cruzaram eu soube que algo mudaria”. Tristan Após deixar Mia em sua casa, volto para a taverna e começo beber ao lado dos guerreiros, o salão é tomado por uma música familiar e alguns deles fazem alguns passos. Bato palmas para acompanhar o ritmo da música. Cada vez vou bebendo mais, até acabar perdendo a consciência e dormir sobre a mesa, enquanto as pessoas dançam e cantam. Abro os olhos atordoado, enquanto uma gritaria invade o espaço, ao me levantar me sinto meio tonto e caiu sentado novamente na cadeira, com muito esforço abro a porta da taverna e vejo que já amanheceu, vejo um aglomerado de pessoas e me aproximo as empurrando, Charles está no centro da confusão e um homem de meia-idade aponta uma faca para ele. — Seu imundo, vai me pagar por ter se deitado com minha mulher — ele vai com a faca em direção a Charles. — Não tenho culpa se não sabe a satisfazer — Ele desvia — Parem — digo O homem me fita com certa raiva. — Quem você pensa que é? Olho para Charles começamos a gargalhar. — Deixará ele te desrespeitar assim Tristan? — Tristan? — o homem repete e seus olhos se arregalam — Me perdoe vossa alteza. O mesmo faz uma reverência desajeitada. — Tudo bem, vamos Charles. — Que d***a. Afastamos da multidão e começamos a caminhar. — Aonde vamos? — Charles pergunta — Preciso de um banho, ontem vi que tem um rio um pouco distante daqui. — Entendi, me chamou para te ver tomar banho? — i****a, estou te levando para evitar que arranje confusão, muitas pessoas ainda não gostam de Cabrelet, não se esqueça disso. — São uns hipócritas, as pessoas de Cabrelet são lindas, tudo de bom. — Não direi nada — sorrio — Nossa Continuamos o caminho todo conversando e assim que chegamos quase perto do rio vejo o cavaleiro que me salvou. — Olha só, o cavaleiro que me salvou — É mesmo, agora saberemos quem é. Rápido se esconde nesse mato. Ficamos agachados no meio do mato, até que ele começa a tirar a armadura, assim que termina eu e Charles nos encaramos incrédulos, é uma mulher. Uma linda mulher, sua pele é branca, seus cabelos loiros e lisos, seus olhos são verdes. Ela entra no rio e ficamos admirando seu corpo, enquanto ela se banha. Sua expressão é serena e delicada. — Que mulher — Charles diz sorrindo — Mais uma para minha coleção. — Isso é patético — ele me dá um empurrãozinho de leve e acabo perdendo o equilíbrio e caindo. Rapidamente ela me olha, tampando os s***s, nossos olhos se encontram e ela cora, mas rapidamente sua expressão muda, seus olhos estão num verde bem escuro e nesse momento eu soube estar plenamente encrencado, era o mesmo olhar que minha mãe lança ao meu pai quando está brava.
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