“ E no momento que nossos olhos se cruzaram eu soube que algo mudaria”.
Tristan
Após deixar Mia em sua casa, volto para a taverna e começo beber ao lado dos guerreiros, o salão é tomado por uma música familiar e alguns deles fazem alguns passos. Bato palmas para acompanhar o ritmo da música. Cada vez vou bebendo mais, até acabar perdendo a consciência e dormir sobre a mesa, enquanto as pessoas dançam e cantam.
Abro os olhos atordoado, enquanto uma gritaria invade o espaço, ao me levantar me sinto meio tonto e caiu sentado novamente na cadeira, com muito esforço abro a porta da taverna e vejo que já amanheceu, vejo um aglomerado de pessoas e me aproximo as empurrando, Charles está no centro da confusão e um homem de meia-idade aponta uma faca para ele.
— Seu imundo, vai me pagar por ter se deitado com minha mulher — ele vai com a faca em direção a Charles.
— Não tenho culpa se não sabe a satisfazer — Ele desvia
— Parem — digo
O homem me fita com certa raiva.
— Quem você pensa que é?
Olho para Charles começamos a gargalhar.
— Deixará ele te desrespeitar assim Tristan?
— Tristan? — o homem repete e seus olhos se arregalam — Me perdoe vossa alteza.
O mesmo faz uma reverência desajeitada.
— Tudo bem, vamos Charles.
— Que d***a.
Afastamos da multidão e começamos a caminhar.
— Aonde vamos? — Charles pergunta
— Preciso de um banho, ontem vi que tem um rio um pouco distante daqui.
— Entendi, me chamou para te ver tomar banho?
— i****a, estou te levando para evitar que arranje confusão, muitas pessoas ainda não gostam de Cabrelet, não se esqueça disso.
— São uns hipócritas, as pessoas de Cabrelet são lindas, tudo de bom.
— Não direi nada — sorrio
— Nossa
Continuamos o caminho todo conversando e assim que chegamos quase perto do rio vejo o cavaleiro que me salvou.
— Olha só, o cavaleiro que me salvou
— É mesmo, agora saberemos quem é. Rápido se esconde nesse mato.
Ficamos agachados no meio do mato, até que ele começa a tirar a armadura, assim que termina eu e Charles nos encaramos incrédulos, é uma mulher.
Uma linda mulher, sua pele é branca, seus cabelos loiros e lisos, seus olhos são verdes.
Ela entra no rio e ficamos admirando seu corpo, enquanto ela se banha.
Sua expressão é serena e delicada.
— Que mulher — Charles diz sorrindo — Mais uma para minha coleção.
— Isso é patético — ele me dá um empurrãozinho de leve e acabo perdendo o equilíbrio e caindo.
Rapidamente ela me olha, tampando os s***s, nossos olhos se encontram e ela cora, mas rapidamente sua expressão muda, seus olhos estão num verde bem escuro e nesse momento eu soube estar plenamente encrencado, era o mesmo olhar que minha mãe lança ao meu pai quando está brava.