CAPÍTULO 4

1102 Palavras
WILLIAM KELLER Eu sou um fodido para mulher, porque toda a vez que eu acho uma mulher por acaso eu me fodo bonito, e não é s**o que eu falo, quem me dera s**o com a doce e inabalável colunista que me chamou de machista. Tão diferente da doce e inocente de dois dias atrás, mas, diante mim temos um anjo, mas um anjo do inferno que veio para terminar de acabar comigo. Logo eu, Lucifer em pessoa. Ela se afasta rápido de mim e eu fico parado, levando a mão para o bolso da calça, mas antes, fazendo sinal para o motorista aproximar o carro, hora de dar um passeio pela cidade. - O que está fazendo aqui? - Vi sua b***a e logo vi seu reflexo, então peguei você, como você me pegou com aquilo - Eu fico parado, olhando para o rosto agora livre dos óculos e o cabelo preso, o casaco, a blusa branca e logo a saia lápis preta, e as pernas. - A vida te devolve tudo. - Você já me entregou o carro ontem, pode me deixar em paz? Já conversamos o que tínhamos que conversar - Eu me irrito com a dissimulação dela. Tão doce e tão falsa. - Foi você, eu já sei, me acha mesmo machista e altruísta? Sério? Hum - Faço uma pausa e me inclino, então sinto um cheiro diferente e conhecido. A velha fragrância de algodão doce, doce como o açúcar do inferno. - Você não podia ter feito aquilo, cara Ellen Colin, devo te chamar assim ou... - Para - Ela me corta. - Infelizmente - O carro para e logo vejo o motorista dar a volta no carro. - Sua carruagem chegou, princesa. Mesmo comigo na frente dela, ela ataca f**o minha pessoa com apenas um olhar. - Isso não tem graça - Ela fala quando vê o homem de preto se aproximando. - Coloque ela dentro do carro, M, por favor - Suspiro fundo e caminho, enquanto vejo o jogo virar, seu rosto ficar contraído E logo ela ser puxada para dentro do carro, enquanto dou a volta e esculto a cartilha de xingamentos e noto o gritinho dela. Entro e vejo ela parada, sem se mexer. - Pra onde vai me levar? - Espero que meu motorista não tenha machucada você - O carro parte e logo vejo ela puxar o celular. - Não acho uma boa ideia, vai querer que todas aquelas pessoas saibam quem é você? Os seus seguidores fanáticos e logo os internautas de todos os lugares, você jogou sujo garota, muito sujo. - Pra onde está me levando, e à segunda e a última vez que vou fazer essa maldita pergunta para você. - Você fodeu comigo, você colocou coisas sobre mim naquele portal fajuto, você vai tirar aquela p***a! - Você não manda em mim é eu não vou tirar nada, você é uma figura pública. - Está me achando com cara de i****a? - Encarei ela. - William Keller, não tenho medo de você querido, não adianta me ameaçar ou fazer esse drama todo, ninguém mandou ser um cuzão comigo. Eu vejo ela pacifica demais dentro do meu próprio carro, tenho vontade de apertar seu pescoço, mas tenho vontade de pegar ela com força e f***r com ela, até que ela esqueça o próprio nome e faça aquilo que eu mando. Quero amarrar ela. Quero morder, quero amordaçar ela é fazer ela levar umas palmadas minhas para aprender bons modos que a mãe e o pai não deu. - O que você quer para retirar aquilo? Dinheiro? - Eu não retiro e nunca vou retirar uma matéria minha, entendeu ou quer que eu soletre? - Pensei em tudo que aquela matéria envolvia, pensei no meu nome comprometido. - O que você ganha com tudo isso? - Meu salário no fim do mês e logo cumpro o que eu jurei fazer na faculdade, eu sou jornalista, eu não faço fatos - Ela me encara por alguns segundos. - Eu não inventei que você era machista, eu passei uma informação para frente. - Eu posso f***r com a sua vida - Suspirei fundo e logo fiz sinal para o motorista rodar pela redondeza. - Posso transformar você em **, porque ninguém vai ler mais nada seu, posso tirar aquilo do ar ou qualquer coisa nessa cidade. - Apenas faça - Sem medo nenhum, ela se abaixa e vejo tirar o sapato e ficar descalça, colocar o copo no banco e logo soltar o cabelo. - Você não sabe com quem está mexendo. - Não, na verdade sei William, sei sua vida desse que saiu da barriga da sua mãe, embora não sei muito sobre seus negócios porque isso não me importa, mas eu sei da filha mimada do senador e o seu caso falido e logo abortado. - Para o carro M - Peço de repente, sentindo as coisas ficarem complicadas demais para mim e para ela. - Foi isso que fez você estar naquele cruzamento, foi tudo armação? - Falo rápido. - Você cometeu um erro. - Anda senhor M, pare o carro que estou tremendo com as ameaças do seu patrão - Minha respiração fica acelerada, sinto a raiva fluir de um lado para o outro. - Vou te dar até o fim da semana para tirar aquela m***a do ar, se não fazer isso vou atrás de você é vou fazer você tirar ela a força, porque se não quer fazer por bem, vai fazer por mau. O carro parou. - Liga quando for voltar, assim me preparo melhor. - Isso não e brincadeira, senhorita Ellen. - Estou com cara de brincadeira, senhor William? Olha pra mim, olha bem pra minha cara e vê se estou brincando. - Eu estou olhando Ellen, atentamente. - Ótimo - Ela abre a porta e antes de fecha-la olha pra mim. - Se livre do copo e dos sapatos. - Você está brincando com fogo. - Tenho água e extintor. - Eu vou ser seu pior pesadelo. - E eu vou ser a pedra no seu sapato. Ela termina com um sorriso, que deixa os dentes a mostra e logo vejo as bochechas, sem nenhum vestígio de mudança de humor, medo ou nada do tipo. Ela bate a porta e se afasta, me dando as costas e eu fico parado, encarando o reflexo dela, até que ela some. - Senhor? - Você não viu ou escutou nada M, você entendeu? - Falo, encarando o homem de cavanhaque pelo retrovisor. - Sim, eu entendi - Arrumo a gravata. - Vamos para o escritório.
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