-Nunca imaginei que começaria o ano f0dendo, ainda mais com você Kiss. - Bunny confidenciou sentindo seu corpo pesado e ao mesmo tempo leve
- Não se acostume, eu não vou ser sua parceira de f0da. Somos parceiros de crimes, não confunda. - Eloá disse a levantando e indo para o banheiro, tomou banho, sai enrolada na toalha e se vestiu, como se Bunny não estivesse ainda nu ali próximo dela.
- E aí, posso continuar com meu p*u? - ele perguntou em tom de brincadeira, por causa da ameaça dela
- Por enquanto sim, vai me servir até achar um melhor. -ela comentou subindo o zíper de sua calça - Vou voltar lá pra baixo para beber, isso nunca aconteceu, estamos entendidos? - Nardoni afirmou olhando para Bunny antes de sair
Queria confirmar, pois sabia que ele iria querer contar para todos que tinha conseguido ficar com ela, mesmo que o mérito não fosse dele e sim porque Nardoni estava Ele sabia do que ela era capaz e concordou, não queria tentar a sorte de ter ela fazendo algo para ele.
Eloá voltou para a festa, B2 estava procurando por ela para beberem juntas e ela foi, só pararam quando sentiram seu corpo já não respondendo mais aos seus comandos. Mask e B1 foram os únicos que ficaram mais sóbrios, para cuidar das outras pessoas e por não serem muito de beber mesmo.
Estava aberta a caça às bruxas, Eloá estaria fazendo o que bem entendesse naquele ano, seu foco era se tornar notícia no jornal como Arthur Voxel na Alemanha, mas diferente dele que fazia por justiça, ela faria tudo por pura diversão e prazer.
Ryan e David Turpin ainda estavam estudando o caso dos estudantes de Cambridge, como tinham intitulado. Não sabiam se era caso de um serial killer ou do tal traficante que tinham levantado hipótese. O suspeito estava sendo monitorado por todo o momento, tinham colocado escutas em sua casa e em seu telefone para conseguir alguma pista ou algo que pudesse culpá-lo pelas mortes, mas ainda não tinham nada.
Nenhuma conversa e nada relacionado a uma suposta traição e sobre os alunos, então a polícia começou a achar que poderia ter sido algum dos alunos que viviam com eles. Talvez alguém tenha alguma desavença com as vítimas, se já tiveram alguma briga ou algo do tipo. Tudo precisava ser analisado, mas eles não tinham o que procurar, pois estavam em completa escuridão em questão de andamento, mas esperavam descobrir logo quem era o culpado daquilo e encerrar o caso, mas não seria tão fácil como eles esperavam, pois no meio da madrugada de ano novo, Eloá iria aprontar novamente, não queria começar o ano sem mostrar o que viria por ali.
Ela se afastou do grupo, disse que iria procurar alguma boca para beijar e sumiu, sem dizer onde iria e quando voltaria, apenas se desvencilhou, deixando as outras pessoas bebendo e curtindo. As ruas ao invés de estarem se esvaziando depois dos fogos, estava se enchendo de pessoas que estavam indo para curtir mais um pouco antes de voltarem para casa para curtir a ressaca que viria dali.
Nardoni, afastada um pouco, com uma garrafa de vidro em sua mão, notou que tinha um cara apagado no chão. Ele provavelmente estava bêbado e por isso estava ali, não tinha ninguém por perto e logo veio o pensamento de “por que não?”. Com a música alta, ela bateu a garrafa no chão e a quebrou, ficando com uma parte em sua mão que poderia facilmente m***r alguém e era o que ela planejava.
O som alto com Everything Black - Unlike Pluto foi a trilha sonora que Eloá Nardoni usou para cortar o pescoço do rapaz que estava apagado por ali. Um corte discreto, fazendo com que o sangue escorresse pelo meio fio e se misturasse com os lixos encontrados ali. Ela sorriu para o que fez e jogou o pedaço da garrafa quebrada dentro de um pequeno lago próximo dali. Seria seu aliado para tirar suas digitais e manchas de sangue do vidro. Ela se virou e saiu dali, como se nada tivesse acontecido, voltando para beber com seus colegas de expurgação.
Depois de alguns minutos, gritos surgiram e todos olharam, queriam entender o que diabos estava acontecendo. Um grupo de pessoas se aproximou de onde vinha os grupos e tinha duas meninas aos prantos, com a mão no pescoço do jovem quase sem vida, tentando parar o sangramento, mas não sabendo como fazer.
- Alguém por favor ajuda. CHAMEM A AMBULÂNCIA. - uma delas gritou tentando parar o sangramento com uma blusa que ela estava vestindo
Logo mais pessoas se aproximavam, algumas chamavam a polícia, outras estavam em choque, outras apenas observava, poucos tentavam ajudar e logo Jess e Natalie aparecem. Jess parecia atordoada, não sabia o que estava acontecendo e foi “empurrando” diversas pessoas até chegar a raiz de toda aquela aglomeração. Seu melhor amigo estava sem vida naquela calçada, Bunmi tentou parecer forte, mas logo caiu de joelhos no chão chorando intensamente. Mesmo sem muito conhecer, Natalie correu para abraçá-la e tentar consolar naquele momento, ela sabia como era descobrir que seu amigo estava morto, sendo que ele estava bem momentos atrás.
- O que p***a aconteceu? Alguém me diz o que diabos aconteceu aqui, por favor. - ela suplicava por ajuda, uma outra amiga que também viu o corpo se aproximou dela para tentar dizer o que sabia
A polícia e a ambulância logo chegaram também, cercando o perímetro onde estava o corpo do jovem já sem vida. Jess, Natalie e as amigas ficaram no perímetro com a polícia e os socorristas. Nat estava ali apenas para apoiar, afinal ela tinha conhecido a garota horas antes e não sabia nada mais do que seu nome.
- O Mike estava bêbado, pediu água e eu sai para buscar. A Taylor estava aqui com ele, mas ela perguntou se ele poderia ficar sozinho só por alguns minutos que ela iria ao banheiro e ele concordou. Quando voltamos, ele estava assim. - uma garota de mais ou menos 1.55 de altura, pele clara, cabelos ruivos e completamente em choque disse para o policial e para Jessie, que era chamada de Jess.
- Vocês viram alguém suspeito por aqui? Acha que ele pode ter criado alguma briga ou feito algo enquanto vocês não estavam? - o policial perguntou e a garota negou
- Eu não vi ninguém que poderia ser suspeito e também porque foi algo muito rápido, quem fez não pode estar tão longe. - a ruiva voltou a chorar intensamente
Ela continuou dizendo tudo que podia para a polícia, outras pessoas foram indo embora por não estarem mais para clima de festa. Os socorristas infelizmente não conseguiram salvar a vida do rapaz, lamentaram a morte dele e chamaram as pessoas que poderiam levar o corpo dele para o iml. A polícia dispensou os socorristas e disseram que estariam ali para vigiar o local até que os peritos e o detetive Turpin chegassem ao local.
- Eu não sei se vocês vão ficar ai velando morto desconhecido, eu vou subir para dormir. Estou exausta e vejo vocês outra hora, não tenho paciência para isso. - Eloá disse para seus colegas depois de seu olhar cruzar com o de Natalie que ainda estava amparando Jess que estava inconsolável
- Você não vai esperar nem o detetive chegar? Não quer saber o que aconteceu? - B1 perguntou abraçando a cintura de sua namorada
- E o que isso vai mudar na minha vida? Amanhã isso vai passar em todos os jornais mesmo. - Nardoni disse colocando os fones de ouvido, aumentando no máximo e dando play em Everybody Gets High - Missio.
Todos os colegas comentaram a frieza dela quanto a morte de uma pessoa, principalmente no primeiro dia do ano de uma forma tão trágica e premeditada. Não tinha como ser uma morte por oportunidade, pelo menos era o que eles acreditavam.
Logo Turpin chegou ao local, se dirigiu até os policiais para entender o que estava acontecendo e logo após foi ver o corpo da vítima, que estava coberto na calçada. Ryan viu que era o mesmo corte característico no pescoço e logo entendeu que poderia ter ligação com os outros crimes. Naquele momento ele entrou em alerta, sentia que estava perto do culpado de alguma forma, mas não sabia o que fazer, não sabia como proceder com mais um jovem que tinha perdido a sua vida pelas mãos de uma pessoa sem qualquer remorso do que estava fazendo. Aquilo não era normal, não poderia ser nunca e ele acreditava que a pessoa que cometia aqueles crimes era um monstro.
- Onde está a primeira pessoa que encontrou o corpo? - Ryan perguntou acompanhado de seu irmão que usava um casaco grosso e preto naquela noite
- Estão ali detetive, creio que uma delas o senhor conhece. Ela mesma disse que era para ligar para você. - o policial disse mostrando o carro da polícia que estava servindo de carro de apoio naquele momento para as meninas que estavam desamparadas
- Obrigado, oficial Martin. - Ryan deu um tapinha em seu ombro e saiu, deixando o homem no local e indo onde estava as quatro pessoas. - Boa noite, eu sou o detetive Ryan Turpin, esse é meu irmão David Turpin. Que surpresa vê-la de novo Srta. Riddle. - Ryan disse com a voz um pouco mais ríspida ao ver que Jessie estava com o rosto em volta de seu pescoço, abraçando sua cintura
- Boa noite detetive Turpin, perdão atrapalhar a noite do senhor, mas era a única pessoa que eu confio para poder ligar nesse caso. Acha que pode ser a mesma pessoa? - Riddle perguntou um tanto temerosa, pois ela sabia o que acontecia depois da primeira morte, ela soube da pior forma possível.
- Infelizmente creio que sim Riddle, mas não posso confirmar isso. - Ryan disse desviando o olhar dela para as meninas que estavam com o rosto vermelho e inchado de tanto chorar. - Eu sei que já falaram isso com o policial, mas preciso encaminhá-las para o Departamento de Polícia da Pensilvânia. Você também, Natalie. - ele completou olhando nos seus olhos
- Nós podemos apenas despedir do Mike antes de ir? - Taylor perguntou com as mãos trêmulas e ainda sujas de sangue
- Não, srta. Isso agora é uma cena de crime, podendo despedir do seu amigo depois. Por favor, me acompanhe.