Suspeito?

1743 Palavras
Definitivamente naquele momento Ryan Turpin estava completamente perdido naquela investigação. Parte dele dizia que ele já tinha visto o rosto do culpado, mas ele não sabia como levar aquela informação adiante, poderia ser só paranoia de sua cabeça e ao mesmo tempo ele achava que era uma grande coincidência Natalie Riddle estar no local de mais uma morte, com o mesmo perfil de crime. Seu consciente estava tentando lhe pregar uma peça por ciúmes de ter visto Natalie com outra pessoa ou se ela poderia ter alguma ligação ou não com aquilo, mas ele só teria como confirmar interrogando-a novamente.  - Vocês podem esperar aqui por favor, preciso falar com a Srta. Riddle. - Ryan disse indicando algumas cadeiras para que as outras três se sentasse, fazendo sinal para que Nat o seguisse - Pois não detetive, no que posso ajudar? - Nat perguntou chegando em uma sala reservada com Ryan - Me diz você Srta. Riddle, pediu para me chamar, para um crime parecido com o de seus amigos. Um tanto estranho você estar próxima de mais uma morte, não? - Turpin deixou a desconfiança falar mais alto naquele momento, ele estava magoado por não ter tido um retorno de Natalie sobre o seu interesse e querendo ou não, estava deixando aquilo atrapalhar naquela investigação - Sim, eu estava com Jessie Bunmi no carro dela, distante do local. Fomos para lá quando as amigas ligaram, posso confirmar com o senhor que não tenho envolvimento com nenhum dos crimes, detetive Turpin. - Riddle notou que ele estava incomodado com o fato de ter a visto com Bunmi - Me diz o porque eu deveria confiar em você. - ele indagou, olhando para ela com os braços cruzados - Eu pediria para te ligar se eu tivesse feito aquilo? E outra, estava muito ocupada no momento que recebemos a notícia da morte do rapaz. Pode confirmar com a Srta. Jess, senhor Turpin. - ela estava começando a ficar irritada com aquilo Porr*, ele era um profissional sério que deveria estar focado em descobrir quem era o desgraçado que estava fazendo aquilo e não ficar enciumado com quem ela estava beijando ou deixando de beijar. Eles não tinham nada, nunca tiveram e ele criou expectativas sozinho, ela não tinha que suprir o que ele estava criando. Natalie estava irritada porque mais uma vida se foi nas mãos de um filho da put4 que não ligava para o que estava fazendo.  - Estarei de olho em você, srta. Riddle. - Turpin disse soltando um suspiro profundo - Vai colocar alguém para seguir as pessoas com quem eu tenho relações sexuais, detetive? Por que se sim, pode remover Eloá Nardoni dela, por que é passado. Tem alguma coisa a mais que eu possa fazer para ajudar? - Riddle deixou raiva sair em suas palavras, estava já sem paciência - Pode sair, chame Jessie Bunmi aqui. - sua voz saiu ríspida, ele notou que ela estava irritada com ele Natalie saiu, chamou Bunmi e disse para ela entrar na sala, logo após foi até a cadeira que estava ocupada por ela e se sentou. Pegou o celular e foi olhar algumas redes sociais, queria distrair um pouco a cabeça de todo o caos que estava acontecendo na sua vida e tinha algumas notificações de atualização de Eloá. Mesmo sabendo que aquilo a machucaria, abriu os stories para ver se tinha algo ali.  Eram pequenos vídeos de Eloá bebendo e beijando algumas bocas, da mesma forma que beijava Natalie e ela se sentiu m*l, sentiu um nó na garganta e uma imensa vontade de chorar naquele momento. Por mais que ela tinha prometido não chorar por causa de Eloá, doía saber que aquele beijo que ela pensou ser apenas com ela, é só uma arma de sedução que ela usa com qualquer um.  Natalie se sentiu suja, como se fosse um brinquedo jogado fora, uma vontade de quebrar tudo e depois chorar por ter sido boba o bastante e ter criado sentimentos por uma pessoa que só se aproveitou por todos aqueles momentos. Ela sabia que o s**o que teve com Jess era bom, tinha uma pegada completamente diferente do que ela tinha com Eloá, não era a mesma forma “bruta” que ela conduzia a relação e tudo que ela fazia. Ambos eram muito bom, ela não poderia dizer qual era melhor, mesmo com a experiência apenas dentro do carro, não tão confortável assim, mas se fosse para falar em questão de se sentir desejada, de se sentir completa e como se nada estivesse faltando ali, naquele momento, ela tinha sentido aquilo apenas com Eloá. Enquanto olhava a foto da maldita no celular, lembrou do dia que se conheceram, do olhar vidrado de Eloá ouvindo-a falar sobre como gostava da lua e como aquilo a fazia se sentir bem. Era uma conexão sobrenatural, algo que ela sabia que não sentiria novamente por ninguém. As lembranças da viagem para a cabana, as noites que nadavam no lago, o passeio de barco, as trilhas e tudo mais, era perfeito demais para ter acabado de uma forma tão sem explicação, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse lembranças, sentimentos, vontades, desejos e tudo mais que uma relação deveria ter.  Natalie não estava m*l por ter acabado, ela sabia que ciclos se encerravam e novos iniciavam, ela estava triste por não saber o que aconteceu para ele ter se encerrado. Não sabia porque tinham ido viajar uma semana antes de todo o caos se instaurar, era aquilo que não fazia sentido em sua cabeça, que fazia com que ela pensasse no que tinha feito de errado para ter a decisão de partir.  Logo Bunmi saiu, com uma cara de choro e calada, se sentou ao lado de Natalie e ali ficou, sem falar nada por algum tempo. Quando sentiu que não iria mais chorar, chamou David Turpin que estava em uma mesa próxima dali e perguntou se poderia ir embora, não estava se sentindo bem para ficar ali, que precisava descansar.  David foi até seu irmão, confirmar se poderia liberar Bunmi e Riddle, já que elas tinham prestado depoimento, não sendo necessário ficar ali e foi autorizado.  - Estou indo embora, posso te deixar em algum lugar? - Bunmi perguntou para Natalie que estava com seus olhos levados para uma lâmpada que estava piscando - Ahn? Sim, pode. Por favor.  Naquela mesma madrugada, Eloá dormiu como um anjo, como se nada tivesse acontecido para que ela tivesse uma noite pesada. Ela sequer ligava para a vida que ela tinha tirado aquela noite. Apenas se trocou e caiu no colchão que estava separado para ela.  Depois de interrogar, pegar todas as informações possíveis e pedir para que as meninas não saíssem da cidade, Ryan liberou eles e enfim pode ir para casa com David. Queria conversar sobre a possibilidade de ser um assassino em série que estava cometendo aqueles crimes.  - Por que você acha que poderia ser um serial killer? - David perguntou colocando o cinto de segurança - O padrão nas mortes. Todos homens, quase todos com cortes no pescoço na jugular. A pessoa que cometeu os crimes sabia o que estava fazendo, porque sabia que se não fosse na mesma precisão, a pessoa poderia sobreviver e denunciar quem foi. - Ryan disse ligando o carro e ligando para o irmão. - O que você sabe sobre esse tipo de perfil? Quem poderia fazer isso de forma tão calculada e ao mesmo tempo tão desleixada? Quem mataria alguém em um local público sem medo de ser preso ou visto? - Seguindo esse pensamento, pode ser qualquer pessoa. Serial Killer ou assassino em série como você preferir chamar, podem se encaixar em quadro de pessoas que tem traumas ou transtornos que em momentos de surto podem acabar matando uma pessoa, mas temos um outro ponto que seria ainda mais difícil desvendar, ele poderia ser um psicopata. - David disse pegando seu caderno de anotações - E qual a diferença entre eles? Todos os dois podem m***r a sangue frio e sabem o que está fazendo. - Ryan indagou, mas seu irmão o repreendeu - Não Ryan, não é a mesma coisa. Uma pessoa que está tendo um surto, ela pode m***r e depois retomar a consciência, sem conseguir se lembrar do que fez e porque fez. Pessoas com traumas  são pessoas mais violentas, das que dão vários tiros, facadas ou qualquer outra coisa de forma “compulsiva”, se eles estiverem em momento de surto, eles perdem a consciência do que é certo e o que é errado, muitos se arrependem depois e tentam se redimir, mas já é tarde. -David explica para o seu irmão - E qual a diferença dele para um psicopata? Já que não são iguais? - o detetive estava atento a tudo que seria dito - Os psicopatas costumam ser espirituosos e muito bem articulados, com uma conversa agradável e muito divertida. Geralmente contam histórias inusitadas, mas de uma forma completamente convincentes em diversos aspectos, onde na maior parte das vezes eles são sempre os mocinhos. Eles não economizam charme nem recursos quando estão mentindo. Para algumas pessoas, eles são suaves e gentis como galãs de tv ou do cinema. Eles têm total ciência do que estão fazendo, tudo é feito de uma forma que ele consiga se livrar da culpa depois, com uma história tão convincente que você acredita sem pestanejar e é exatamente nisso que eles são bons, em manipular e em mentir. Diferente do que vemos por ai na tv e nos filmes, psicopata não é só aquele cara esquisito, que ta sempre calado, introvertido, que tem manias estranhas e levantaria suspeitas ao primeiro olhar, ele é gente como a gente Ryan, ele vive como nós. Estudam, trabalham, constroem família, conquistam objetivos, mas escalam e montam em outras pessoas, sugando toda a energia e todo o dinheiro, autoestima e tudo que podem. Na sua vida, você provavelmente já se cruzou com um psicopata por ai, mas sabe por que você não sabe? Por que eles sabem mentir e se encaixar em qualquer espaço. - David explicou para o seu irmão de forma breve - Eu sinto que eu já vi quem cometeu os crimes, mas olhando pelo ponto de vista que você está dizendo agora, realmente não tem ninguém que eu ache minimamente suspeito. - Ryan admitiu - Estamos trabalhando no escuro irmão, temos que tomar cuidado daqui para frente. 
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