Confiança

1706 Palavras
Como combinado, David conseguiu a casa livre para ele no fim de semana, já que Ryan viajaria para a cidade vizinha para passar alguns dias com Louise e visitar os tios e alguns amigos que ele não via há muito tempo. Casa limpa, jantar praticamente encaminhado, banho tomado, roupa leve e perfumado. O médico estava pronto para a chegada de Eloá, não sabia como seria a noite, se aquilo terminaria em algo a mais ou terminaria no jantar.  Fez uma revisão mental de assuntos que não deveria tocar, assuntos que poderia citar para ver se tinha algum interesse dos dois, potenciais livros que ela poderia estar lendo ou que tinha lido. Não queria deixar o assunto morrer ou ficar chato e monótono. O vinho já estava na temperatura boa, nem gelado demais e nem quente, estava na temperatura certa. O jantar não seria nada pesado, não queria passar m*l se fizessem algo depois que comerem, então apenas optou por algo simples, bonito e gostoso. Risoto de camarão foi o prato que David decidiu preparar para os dois, queria surpreendê-la de alguma forma, não ser um completo b****a como outros caras poderiam ter sido com ela. Queria fazer diferente, mesmo sem saber o que fazer naquele momento, por não ter referências anteriores.  Mesmo que parecia um rapaz confiante e certo no que iria fazer, David estava completamente inseguro e temeroso, pois nunca teve um encontro antes, nunca preparou o jantar para alguém ou trouxe em sua casa. Sua vida tinha sido estudar e se dedicar para algo melhor, principalmente depois da morte de seus pais, que não conseguiram atravessar a ponte a tempo, porque ele estava doente e não conseguia andar. Aquilo ainda era um grande pesadelo para ele, porque mesmo não lembrando de tudo daquela noite, ele sentia que a culpa era dele, então precisava se expressar e ocupar ela com outra coisa.  David Turpin sempre teve QI de garoto prodígio, sua família não tinha condições de pagar aulas especiais e mais avançadas para ele, já que tinham uma vida sofrida por não ter uma boa condição de vida. Muita coisa mudou depois daquela noite pavorosa de 15 de outubro, porque eles foram para a delegacia no dia seguinte à expurgação. De lá foram encaminhados para um lar adotivo, onde prometeram só sair de lá juntos, sem deixar que um fosse e deixasse o outro para trás.  Quando Ryan ficou mais velho, correu atrás para conseguir a guarda dos dois irmãos, já que que começou a trabalhar em uma empresa de sapatos e conseguia manter eles de alguma forma. O mais velho sempre se esforçou para que David e Louise pudessem ter uma vida diferente da vida que eles tinham, então se matou de estudar nos horários que podia e se tornou policial. Um salário maior, mais respeito e logo tiveram uma casa maior para viverem. Por não precisarem se preocupar em trabalhar para sobreviver, Louise e David tiveram todo tempo do mundo para estudar e tentar ser alguém melhor na vida.  Como se sabe, David ingressou rapidamente na faculdade de medicina, para se formar um psiquiatra e tentar entender o que se passava na cabeça de pessoas como as que mataram seus pais. A caçula estava tentando seguir os passos do irmão mais velho, não conseguia estudar, mas era ótima como uma “caçadora de recomenpesas”. Nada mais era que uma informante da polícia, que sempre estava de olho em tudo e todos, quando tinha o que a polícia queria, ela entregava de bandeja e era recompensada financeiramente por isso.  Mesmo com tudo que tinha acontecido na vida de Turpin, ele tinha usado como motivação para ser o melhor, para ser o mais esperto e o mais inteligente. Queria ser motivo de orgulho para os seus pais e para os seus irmãos, que ainda o apoiaram muito em tudo que ele queria fazer.  No horário combinado, Eloá parou a moto na porta da casa de Ryan Turpin, apertou a campainha e naquele momento David percebeu que estaria sozinho com Eloá Nardoni, que naquele momento ele teria que dar o seu melhor, mesmo sem saber com o que comparar anteriormente.  Tentando não demonstrar nervosismo, ele abriu a porta e sorriu ao ver a mulher em sua frente. Se advertiu mentalmente por aquilo, mas deixou seguir e disse que não seria tão t**o daquela forma mais.  - Olha, me surpreendi com a casa e a arrumação. - Eloá disse olhando tudo ao redor quando entrou na sala Era um cômodo grande, de um lado tinha uma lareira em pedras simétricas, torras muito bem organizadas ao lado e uma grande televisão acima. Dois sofás grandes em tons claros, algumas almofadas mais escuras, para dar destaque no sofá. Um tapete grande e listrado estava no chão, no centro dele tinha uma mesa quadrada, que parecia uma maleta grande, na cor prateada com um vaso em cima, alguns livros milimetricamente colocados. Uma luminária em estilo nordico em espiral nos cantos dos sofás, alguns puff em alguns cantos que não tinha decoração. Na prateleira acima da lareira, tinha alguns porta-retratos com fotos de toda a família e dos três irmãos, que parecia mais recente.  - Essa é a casa do meu irmão, o Ryan. Você o conheceu, mas como ele viajou para ver a nossa irmão, eu fiquei com a casa esses dias. - David estava nervoso, por isso não parava de falar Ele a direcionou até a cozinha, que tinha a sala de jantar integrada. Era um espaço em tamanho médio, com uma mesa pequena de quatro lugares na cor branca, com uma luminária de teto instalada em cima dela. Uma pequena decoração sob a mesa, tudo limpo e ambiente aconchegante. A cozinha tinha um espaço consideravelmente pequeno, mas por estar e ser bem organizada, não dava para perceber o quão pequena era.  Os armários em um tom cinza, combinando com a parede principal da sala de jantar. Eletrodomésticos todos embutidos, não ocupando tanto espaço no local. Uma prateleira que ficava próximo a dispensa da casa, tinha uma cor amarela, com algumas plantinhas pequenas e algumas decorações.  Algumas coisas que já estavam prontas e limpas, estavam no pequeno balcão/ilha da cozinha, para ser colocado sob a mesa. Poucos minutos antes de Eloá chegar, Turpin deixou tudo pronto para que pudesse dar atenção para ela e não negligenciar sua presença. Se ele queria fazer aquilo dar certo de alguma forma, precisava fazer as coisas da forma certa e não de qualquer jeito.  - Não vai me oferecer nada para beber? - Eloá indagou encostada no balcão, olhando com o maldito olhar de águia para David, que estava um tanto desconcertado com aquilo - Me desculpe, você quer água, suco, vinho, refrigerante? - David só foi dizendo tudo que sabia que tinha, já que tinha esquecido de oferecer alguma coisa - Vinho, por favor. - Eloá disse colocando sua bolsa na cadeira Turpin serviu os dois, puxou uma cadeira para que Nardoni pudesse se sentar e logo depois sentou próximo a ela.  - Eu procurei um milhão de temas diferentes para manter uma conversa com você, mas você chega e a sua presença é intimidadora, não sei como prosseguir. - Turpin fala mais do que deveria - Por que a minha presença te intimida, David? - a morena perguntou olhando dentro de seus olhos, indo no seu mais íntimo medo - Para ser sincero, eu não faço ideia. Só sei que quando eu estou perto de você, alguma coisa é diferente e eu só quero saber o que se passa na sua cabeça naquele momento, no que você está pensando enquanto me olha. - o homem estava visivelmente nervoso Eloá puxou um pouco mais a cadeira para próxima de David, molhou os lábios com a ponta de língua e sorriu maliciosamente.  - Você sabe o que eu quero com você, isso é claro e objetivo. Você e eu, nada mais do que isso e a tensão s****l que paira sobre nós, Turpin. - ela diz se aproximando cada vez mais, chegando com seus lábios próximos aos dele, tocando suavemente, logo depois se afastando. - Você vai ter o que quer de mim, mas antes você vai me servir o jantar, vamos conversar sobre todos os temas que você ensaiou e depois, se você ainda quiser fazer alguma coisa, estarei disponível pelo tempo que você aguentar. Acha que dá conta, Sr. Turpin?  - Eu sei do que eu sou capaz, Srta. Nardoni. E você, está pronta? - David segurou o rosto de Eloá, se aproximou de sua boca, molhou seus lábios e então os roçou nos dela Prontamente ele a soltou da cadeira, pegou a panela que estava sob o fogão e colocou sob a mesa de jantar. Colocou os dois pratos, levou as taças e as colocou respectivamente nos locais e esperou Eloá se sentar, para arrumar a cadeira e então ir até o outro lado, se sentar e então começarem o jantar.  Os assuntos foram fluindo, nem parecia que ambos estavam em uma enorme tensão s****l momentos antes. Estava tranquilo até um certo momento, quando Eloá decidiu pegar pesado para a provocação, queria fazer com que ele cedesse facilmente, então puxou sua cadeira um pouco mais para frente e com o pé, tocou por cima da calça o m****o de David, que estava se controlando de todas as formas possíveis para se manter estável, mas ela jogava sujo.  Nardoni tirou o caso que usava, ficando apenas com a blusa decotada que não aparecia muito dentro da jaqueta. Então propositalmente, ela toma um pouco de vinho e deixa escorrer, limpando-o e chupando seu dedo, enquanto ainda tocava com os pés, a virilha de David.  - Você vai apelar para esse tipo de provocação? - David perguntou tentando se manter estavel, mas estava sentindo a excitação tomando conta do seu corpo - Você não demonstra atitude e ainda me quer na sua cama. Me mostra agora do que é capaz David, ou eu passo pela porta de entrada da mesma forma que entrei. Você quem vai ter que se virar sozinho, para resolver isso. - ela diz apontando para o meio de suas pernas, onde já era possível notar um certo volume - Como quiser Eloá, você não perde por esperar.     
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