Mesmo temeroso e sem saber o que fazer naquele momento, David se levantou e deu a volta na mesa, parando em frente a Eloá que olhava para ele com os malditos olhos de luxúria e desejo, aquilo só despertou ainda mais vontade nele. Turpin nem percebeu quando estava beijando Nardoni, com os dedos arranhando sua nuca de forma provocante.
- Me leva para o seu quarto, agora. - a morena ordenou e assim ele fez, arrumou o corpo dela ao redor do seu e caminhou com ela para o quarto.
Quando entrou, bateu a porta e caminhou com ela beijando seu pescoço até a cama, onde se sentou com ela em seu colo. O beijo iniciou novamente com ela sentada com uma perna de cada lado de sua cintura, respiração começando a alterar e a excitação se mostrar cada vez mais presente.
Turpin estava usando uma calça de moletom, então logo pôde ser visto o volume em sua virilha, que pulsava dentro da roupa, querendo mais daquele contato. Suas mãos logo suspendem a blusa da morena, deixando-a apenas de sutiã, o qual ele rapidamente também o tirou também, podendo tocar a sua pele macia e que logo se arrepiou ao toque de suas mãos.
Mesmo não tendo tanta habilidade e tanta prática, ele parecia fazer o que ela gostava. Beijos molhados do pescoço até o vale de seus s***s, deixando marcas e alguns chupões no caminho. Queria deixar marcado quem tinha feito o melhor sex0 da vida dela, então percebeu que estavam fazendo certo quando ela arqueou a cabeça para trás e deixou um gemido alto escapar quando a ponta de sua língua tocou as auréolas sensíveis.
- Maldito. - ela praguejou, segurando seus cabelos e mantendo sua cabeça ali
Alternando entre sugar com mais força e apenas passar a língua rodeando a auréola esquerda, seus dedos se preocupavam em manter o outro estimulado durante todo o tempo. Quando percebeu que o esquerdo estava completamente sensível, fez um caminho de beijos até o outro, começou da mesma forma e logo se deliciou com os gemidos e suspiros que Nardoni deixava escapar enquanto se mexia em seu colo, sentindo uma er3ção ali.
Ao notar a sensibilidade ali, inverteu as posições e então “jogou” o corpo de Eloá sob sua cama, puxando para perto novamente, tirando sua calça rapidamente, deixando apenas de calcinha.
- Sobe. - a voz rouca de excitação saiu, Turpin ordenou e Eloá sorriu antes de obedecer, ficando onde ele tinha mandado
Rapidamente a camisa e a calça de David já não estavam mais em seu corpo, mostrando seu corpo definido e bem trabalhado em músculos. Uma única tatuagem no pescoço e sua er3ção visível, ele então se ajoelhou na cama, olhando brevemente nos olhos de Nardoni antes de se abaixar e beijar sua barriga.
Novamente beijos molhados até a barra de sua calcinha, ele não a tirou como as outras pessoas, apenas colocou seu pano de lado e passou a língua por toda extensão, fazendo um gemido sair como um grito. Rapidamente uma das mãos foi para os cabelos de David, guiando onde ele deveria passar sua língua, mas ele parecia exatamente o que fazer ali. O lençol era apertado com força por Nardoni, que segurava para não fazer mais barulho do que estava fazendo. Estava realmente incrédula com a maestria que ele tinha com sua língua e seus dedos, que apertavam o interior de sua coxa e vez ou outra eram introduzidos uma ponta, fazendo com que ela sentisse seu corpo se arrepiando com cada toque.
Quando sentiu o interior de Nardoni se contorcer, sabia que era hora de parar e deixar com que ela fizesse sua parte do trabalho. Turpin pegou uma c*******a na mesa de cabeceira e um pequeno vidro de lubrificante, estendendo para Eloá.
- Não acho que precisamos disso. - ela respondeu ao ver do que se tratava o pequeno vidrinho
- Acho que vamos precisar sim. - David respondeu com a sua voz completamente alterada. - Agora é sua vez. - ele respondeu se ajeitando na cama, deixando com que ela ficasse livre para tirar sua cueca
Nardoni se impressionou quando viu o volume saindo da cueca, sorriu pervertidamente e acariciou a base, movimentando sua mão de cima para baixo, passando o dedo pela glande e logo voltando ao movimento de sobe e desce com a sua mão, até que se encurvou e passou a língua por toda a glande, arrancando um suspiro seguido de um gemido rouco.
Turpin acariciou as costas de Eloá, seguindo com seus dedos para os cabelos da nuca, onde segurou os mesmos, conduzindo os movimentos que ela fazia em seu p4u. Ele podia jurar ter visto estrelas quando ela rodou a língua por toda glande. Nardoni ficou naquilo por 10 minutos mais ou menos, tocando-o enquanto tocava a si mesma também. Os gemidos eram a trilha sonora de todo aquele prazer que ambos estavam sentindo.
Depois de provocar David com o máximo que podia, Eloá abriu o pacote com a c*******a e o ajudou a colocar, passando um pouco de lub por toda extensão antes de deixar com que ele escolhesse a melhor forma de terminar aquilo.
Naquela noite aquilo não acabou por ali, trans4ram em todas as posições possíveis, deixando com que o corpo cansado de Eloá caísse sob o seu, por volta das 3 horas da manhã. Precisavam tomar banho, mas estavam completamente exaustos para aquilo, mas ofegantes e suados demais para dormirem daquela forma.
- Me surpreendeu Turpin. - Eloá comentou rindo, com seu corpo anestesiado de tudo aquilo
- Eu disse que não era só um rosto simétrico e um corpinho bonito, Eloá. - David comentou acariciando as costas da morena que estava com seu corpo junto ao seu
David ainda conseguia sentir o corpo de Eloá pulsando ao redor do seu, então confirmou ter feito um bom trabalho. Com um pouco de trabalho, conseguiu se desencaixar dela e foi até o banheiro de seu quarto. Colocou a banheira para encher e colocou alguns sabonetes líquidos e sais na água. Quando o banho estava pronto, ele voltou até o quarto e pegou Eloá no colo novamente, levando-a para o banheiro e a colocando na banheira de água morna.
Delicadamente ele se sentou atrás dela, deixando que seu corpo se encostasse no seu. Foi um momento mais íntimo, até mais íntimo do que o sex0 que fizeram pouco tempo antes. Depois do banho, Eloá ainda estava com seu corpo bambo devido os orgasm0s anteriores. Aquilo tinha um efeito relaxante em seu corpo, deixando-a completamente sonolenta e sem muitas coisas para fazer.
David a ajudou a tomar banho e deu um par de roupa para que ela vestisse, a ajudou e a levou para a cama. Estava meio sem jeito para deitar ao seu lado com ela dormindo, mas tomou todo cuidado para não encostar sua genitália nela, para não ser acusado de ter tentado algo enquanto ela dormia.
Nardoni procurou pelo abraço de David e então dormiu tranquilamente, sem pensar em nada e como se naquele momento ela apenas precisasse descansar do que tinham feito. Já eram 4 horas da manhã quando Turpin enfim dormiu, estava feliz e completamente realizado com tudo que tinha acontecido. Ele não sabia como descrever aquele momento, estava feliz por ter conseguido a atenção de Eloá, estava empolgado porque iria dormir ao seu lado, mesmo que pudesse ser a primeira e a última vez que aquilo acontecesse. Pelo menos ele teria uma lembrança, tinha criado uma lembrança e um momento de i********e com ela, mesmo que aquilo não fosse para a frente.
No início da tarde seguinte ele se levantou, ela ainda dormia tranquilamente como um anjo. Turpin cuidadosamente saiu da cama, foi até a cozinha e preparou algo para que pudessem comer. Já passava das 13 horas quando ele enfim finalizou e colocou na mesa.
Eloá apareceu na soleira da porta, com um rosto de sono e olhando para David.
- Se precisar de uma escova de dente, tem escova descartável dentro da segunda gaveta do banheiro. Coloquei sua roupa na máquina, daqui a pouco está seca e você poderá vestir. - David informou, mesmo não sabendo se era aquilo que ela procurava saber, mas parecia ser, já que ela deu meia volta e caminhou até o banheiro do quarto
15 minutos depois ela apareceu, rosto lavado, cabelo preso no topo da cabeça e ainda com o blusão que pertencia a David. Se sentou na mesa como uma criança mimada de braços cruzados, sem dizer nada.
- Fiz algo errado? - Turpin perguntou colocando os pratos sob a mesa
- Você acabou comigo noite passada, estou com ódio de você. - ela respondeu e uma pitada de ironia saiu de sua voz
- Pensei que quisesse ser surpreendida. Posso durar menos tempo da próxima vez ou ser mais “baunilha” se você quiser. - David respondeu rindo
- Você é um grande piadista, haha. - debochou ela
- Agora sério, se precisar tem pomada e um creme de amêndoas na gaveta ao lado da minha cama. - logo estava o Turpin preocupado ali novamente
- O que tem para comer? - Nardoni mudou de assunto
- Risoto de camarão de ontem, mas eu fiz uma lasanha, caso não queira comer o risoto. - respondeu ele colocando a travessa sob a mesa
- Você por acaso está tentando me conquistar pela cama e pelo estômago, Sr. Turpin? - a voz da morena parecia mais animada
- Depende, está funcionando? - ele soltou uma risada com a língua entre os dentes e logo se sentou para que pudessem comer
O almoço foi tranquilo, conversaram sobre coisas banais da vida, sem focar em nada referente a noite anterior, até que David sem querer tocou no assunto “família”, deixando a morena desconfortável naquele momento. Como ela diria que sempre foi uma pessoa fria, que matava e torturava pequenos animais, que todos a odiavam por ela ser um pequeno monstrinho. Ela respirou fundo e pensou no que iria responder para ele.
- Sou apenas eu sozinha, sem irmãos, sem pais, sem família. - ela comentou com um longo suspiro, tudo fazia parte de sua encenação, porque ela não sentia falta de nenhum deles, sentia falta da cobertura que eles davam para seus atos delinquentes.
- Como assim? Não tem nenhuma família? Não precisa falar disso se não for confortável para você. - David se preveniu, para não se sentir culpado depois
- Eu perdi meus pais quando era muito nova, então fui para a adoção com meu irmão mais velho e fomos adotados pouco tempo depois. Os dias que eu passei naquele inferno de orfanato, foram os piores da minha vida, eu só queria fugir de lá, ir para um lugar muito distante e nunca mais aparecer. Quando os meus pais adotivos apareceram, queria levar apenas eu e deixar meu irmão lá, mas eu disse que só iria se fosse com ele. Sempre foi meu porto seguro e era por ele que eu sempre tentava ficar bem, mas aí ele faleceu anos depois. Teve uma doença que eu não sei explicar direito e morreu muito novo. - Eloá estava chorando, comprometida em parecer uma historia verídica - Minha mãe também faleceu de câncer, meu pai não sabia onde foi parar e eu ia voltar para o abrigo, mas a minha tia me adotou. Sempre tive uma adolescência e infância muito difícil, já que todos me zoavam por ter sido adotada, sempre preferiam meu irmão do que eu, nunca era convidada para as festinhas de escola e eu cresci me sentindo completamente inútil, tentei auto-extermínio com 16 anos, mas meu tio me deu um novo propósito na vida. Ele me levou para algumas operações com ele, me ensinou a atirar e disse que queria me ver dentro da polícia, mesmo que não fosse segurando uma arma na frente da missão, mas dentro de um laboratório, dando orgulho para ele e para minha família. - Nardoni estava em lágrimas, falsas lágrimas, mas ainda sim, chorando muito
David não sabia o que dizer, o que fazer ou se tinha algo que poderia ser feito, então apenas a abraçou, dizendo que tudo tinha passado e agora ela o teria ali, para ajudar no que pudesse. Turpin, um cara tão inteligente, estudando para se tornar um psiquiatra especializado em diagnosticar psicopatas em ascensão, estava caindo no papo de uma, em suas falsas lágrimas e nos soluços que ela estava tendo.
Enquanto abraçava ele, o sorriso malicioso de estar conseguindo o que queria, estava no rosto da morena. Era aquilo ali que ela queria, ter compaixão de sua parte, porque assim ela poderia fazer o que quisesse, sempre usando a desculpa do trauma de sua vida (que nunca teve), para justificar seus erros.
Todo o caos iniciaria ali, depois daquele abraço e aquelas palavras de apoio. Aquele era o primeiro passo para os planos que Eloá traçava dentro de sua cabeça doentia.