David estava feliz com o “progresso” que teve com Eloá, era a primeira vez que ele estava com uma pessoa depois de mais ou menos 3 anos, quando ele estava ficando com uma menina, escondido de seu irmão, por ela ser muito mais velha do que ele na época. Então, sabia que teria um grande problema se soubesse disso, por isso manteve em segredo e teve curtas experiências como a da noite passada.
Turpin convidou Eloá para almoçar em um restaurante tailandês no meio da semana, iria passar mais alguns dias na casa de seu irmão por causa da investigação e queria curtir mais um tempo com ela, que concordou e aceitou o convite. Ela queria jogar com ele, fazer parecer que ela estava realmente caindo no seu charme e se apaixonando, isso faria com que ele confiasse cegamente nela e era tudo que ela precisava no momento.
Ele era braço direito de Ryan nas investigações, sabia que conseguiria qualquer coisa dela, se parecesse apaixonada de fato, sabia que ele era ingênuo na parte de se relacionar com alguém, era a sua oportunidade de abusar dos privilégios que seriam entregues a ela, a partir daqueles encontros.
David sempre estava mandando mensagem para Eloá, com um sorriso bobo no rosto, era difícil concentrar no que precisava para ajudar seu irmão. Até mesmo levou alguns esporros, por isso, tentou diminuir o ritmo das conversas, mas não conseguia passar muito tempo longe do celular.
- Você pode largar esse celular e me ajudar aqui David Turpin, ou está difícil? - Ryan reclamou com o irmão, que não estava focado no trabalho
- Desculpa, eu vou focar agora. Passa isso para cá. - o mais novo pegou a ficha com o nome de Justin Kallen para analisar melhor
Estavam tentando encontrar uma ligação entre as vítimas, que não fossem homens, homossexuais, já se relacionaram entre si, faixa etária entre 22 a 24 anos. Nenhum deles tinha histórico de brigas, nem mesmo co-relação com uso de drogas ilícitas.
- Seria muito mais fácil se ele fizesse como o cara lá da Alemanha. - o mais novo comentou
- Por que? Acha que seria mais fácil se pudéssemos tentar imaginar quem seria a próxima vítima? - Ryan perguntou curioso, lendo a ficha de Daniel Collins
- Pelo menos saberíamos um padrão e como ele escolhe as suas vítimas, porque isso pode ser uma grande coincidência ou tudo planejado, não tem como saber assim, sem uma linha do tempo ou perfil para seguir… -o mais novo reclamou
- Para de resmungar e tenta me ajudar nisso. - o mais velho disse, abrindo mais uma pasta
David estava concentrado no seu trabalho, quando recebeu uma mensagem de Eloá, dizendo que estaria saindo naquela noite, para beber com "amigas", mas era mentira, não tinha amigas, era mais um rolo dela, que naquela noite se tornaria vítima.
Nardoni tinha ganhado uma faca feita sob encomenda para ela, quando tinha 17 anos. Seu tio tinha mandado fazer em um fabricante de armas brancas e ela tinha características únicas, aquela seria a sua arma naquela noite.
Não teria preferência de vítima, quem desse oportunidade, seria o próximo a conhecer o fio da sua faca. 3 jovens, entre 18 e 21 anos foram as vítimas daquela noite, sem nenhum porquê, apenas por terem elogiado e demonstrado interesse por ela naquela noite, mas quem tinha demonstrado o interesse inicial era a garota, mais jovem entre o trio.
Seu elogio inocente e uma proposta de ficarem naquela noite, foi o que levou ela à morte. Eloá topou, todos os 4 se pegaram entre si, enquanto bebiam e se pegavam de forma "inconsequente". Eloá propôs que eles se pegassem de forma individual, chamando-os para um galpão que não ficava longe dali. O primeiro foi o garoto mais velho, ruivo, olhos claros, algumas tatuagens pelo corpo e galanteador.
Nardoni entrou com ele, a música estava tocando em um radinho que um deles estava levando. Por ser um local vazio, pouco barulho dava eco e por isso, a morena sugeriu que aumentassem mais o som, assim ninguém ouviria os gritos abafados de Ed, que foi morto com o mesmo forte que os anteriores, seu sangue foi limpo em sua própria camisa. Nardoni ainda reclamou da sujeira que "ele" fez. Depois de alguns minutos, ela apareceu e chamou Marina, dizendo que Ed queria algo diferente.
Prontamente a moça foi, acreditando que teria algo entre os três, já que eles estavam completamente bêbados e o desejo estava subindo.
-Eu vou ficar aqui sozinho, na mão? - Albert reclamou, tomando um gole de sua bebida
- Já vai se preparando, daqui a pouco te chamo para participar da nossa "brincadeira". - Eloá disse dando um t**a e apertando a b***a de Marina, fazendo ele levar aquilo como algo sexual
Dez minutos depois, Nardoni voltou, com as mãos para trás e percebeu que Albert de tocava, tentava de manter focado, mas o álcool estava o deixando sonolento
-Pensei que fosse precisar de ajuda, mas acho que está se virando bem sozinho. - Nardoni disse indo para trás dele, sem deixar com que ele visse o sangue e a faca em suas mãos
- Cadê a Marina e o Ed? Por que não me chamou? - Albert indagou completamente sonolento, enquanto ainda tocava seu órgão genital
- Eles estão ocupados juntos, vim me divertir com você. Será que eu posso? - a maldita voz sensual, que conseguia qualquer favor sexual
- Tá perdendo tempo me olhando ainda por que? Vem cá e me ajuda com isso, quero ter ele dentro de você a noite toda. - a risada perversa de Albert saiu
Eloá se posicionou atrás dele, passando as luvas repletas de sangue em sua camisa branca, manchando-a instantâneamente.
-Mas que porr4 você tá arrumando? É a minha camisa favorita. - Albert gritou ao ver a camisa suja de sangue
- Você fala demais, sabia? Ninguém gosta de gente faladeira. - Nardoni posicionou a faca em seu pescoço, mas do lado que faria um estrago ainda maior
- SOCORRO! MARI, ED ME AJUDEM. SOCORRO! - Albert começou a gritar, o que fez com Eloá gargalhasse - Cadê os meus amigos, sua maluca?
- Você vai reencontrar eles agora mesmo, bye bye. - o corte foi feito, o sangue espirrou e a mão que estava em sua genitália, subiu automaticamente no pescoço, tentando estancar o sangue que jorrava em uma longa distância
Eloá saiu dali, caminhou até uma fonte de água corrente que tinha próximo, lavou sua mão e a faca que usou, guardou novamente na bolsa que tinha levado e foi para casa. Quando chegou em seu apartamento, tomou um banho e ligou para David, que naquele momento estava deixado em sua cama, criando coragem para tomar banho e fazer alguma coisa. Estava sentindo falta de falar com Eloá, mesmo que fosse duas semanas apenas desde a primeira vez que ficaram, ele estava desenvolvendo uma dependência de estar todo o momento falando com ela. Então, deu um salto de felicidade quando viu que ela estava ligando para ele, mesmo dizendo que iria sair com suas amigas.
-Oi meu bem, pensei que estivesse curtindo com as suas amigas. - David confessou sentando na cama
- Eu estava, mas estava chato lá sem você e eu voltei pra casa. Ainda estou com fome, quer sair para jantar? - Eloá propôs
Enquanto ela conversava com David sobre como tinha sido o seu "rolê com amigas", Natalie estava pensando em qual roupa usaria naquela noite. Ela estava conversando e flertando com Jessie Bunmi. Mesmo que elas tivessem trans4do na primeira vez que se viram, queria ter um encontro de verdade, para se conhecerem melhor, mas quase nunca tinham tempo, devido a faculdade de Riddle e o trabalho de Bunmi. Até que elas marcaram em cima da hora de irem jantar em um restaurante tailandês.
Pertencia a família de Bunmi, como ela tinha conseguido uma folga extra naquele dia, queria levar Natalie para comer e aproveitar para apresentá-la a sua família, mesmo que fosse muito cedo para terem algo firme.
Duas pessoas que tiveram um vínculo estavam indo jantar naquela noite, Eloá acabara de chamar David para jantar e Natalie tinha sido convidada por Bunmi.
Tudo parecia perfeito, Jess foi buscar Nat de moto, estava usando uma jaqueta de couro preta, cabelos lavados e penteados, uma blusa em cor neutra por baixo, um sorriso feliz no rosto. Ela assim que Bunmi estava, encostada em sua moto, em frente ao prédio da república onde Natalie estava morando.
Quando chegou, Bunmi fez o favor de levar Natalie dentro da cozinha, queria apresentá-la aos seus pais, tios, primos e outros parentes que trabalhavam naquela enorme cozinha.
Foi a primeira vez que Natalie se sentiu tão abraçada dentro de uma família de desconhecidos, primeira vez que ela sentiu vontade de abraçar e conversar durante horas com aquelas pessoas que ela sequer sabia o nome ainda. Depois de cumprimentar e receber elogio de todos, Jess e Nat foram para o salão, tinha uma mesa reservada para elas, que servia o que elas quisessem, durante toda a noite, como "cortesia dos "sogros"". Tudo estava indo muito bem quando de repente, um rosto familiar, sua presença marcante e a sua voz reconhecida entre milhares, atraiu a atenção de Natalie.
Eloá Nardoni estava ali.