Três vitimas

1460 Palavras
O jantar foi tranquilo, por parte de Eloá e David, que estavam "grudados", como se fossem um casal extremamente feliz e aqui incomodava Natalie de alguma forma. Ela sabia que tinha toda a atenção e vontade de estar juntas, por parte de Jess, mas ela ainda se sentia triste em ver que não foi importante para Eloá, que ela a trocou com tanta facilidade e destreza.  -Amor, sua ex está aqui, tem certeza que quer ficar? - David perguntou próximo a Eloá, que tomava um gole de vinho - Por que eu iria? Estamos jantando, está sendo agradável e eu não me incomodando com ela aqui. - Nardoni disse pegando um pouco de comida do seu prato - Ela não para de te encarar, você realmente não quer ir embora? - David estava incomodado com os olhares de Natalie para eles, que estavam apenas jantando  - David, se você quiser ir, pode ir. Eu não vou embora, estou pagando para estar aqui, vim comer e vou comer. Se quiser jantar comigo, ignora e apenas come, mas se isso realmente te incomodar, por favor vai embora. - Nardoni já estava sem paciência, Turpin percebeu que ela não iria sair dali e apenas comeu sua comida - Ei, tem algo errado? - Jess perguntou quando notou que Nat estava diferente - Não é nada meu bem. A comida está maravilhosa, quero elogiar cada um que foi responsável por isso. - Natalie mudou de assunto, olhando para Jess que estava olhando para ela naquele momento. Bunmi sabia que tinha algo estranho, então olhou ao redor e notou um rosto que já tinha visto. Notou que a mulher que estava ali, acompanhada do irmão do detetive Ryan Turpin, era ninguém mais e ninguém menos que Eloá, “ex” de Natalie. A mulher respirou fundo e tomou um pouco de água, porque agora ela sabia onde a sua “namorada” estava olhando e aquilo a incomodou um pouco, mas disse mentalmente que não deixaria aquilo te afetar, já que elas estavam mesas de distância, não tinha criado nenhuma confusão e era cliente como todos os outros. Expulsá-la dali pelo simples fato dela ser ex da pessoa com quem ela estava se relacionando, não seria bom para ela, para sua relação com Natalie e para a imagem do restaurante de sua família.  Ela simplesmente ignorou aquele sentimento de insegurança e seguiu com o jantar. Riddle não olhou mais para Eloá e David, que comeram tranquilamente, pediram sobremesa e depois foram embora.  Nardoni foi completamente educada ao pagar e elogiar as pessoas que atenderam ela, até parecia uma pessoa completamente dedicada, focada e agradecida por tudo. Não podia negar que o nível de atuação e mentira dela, era absurdo e todas as pessoas confiavam, de olhos fechados.  David seguiu abraçando sua cintura para fora do restaurante, foram até seu carro e ficaram conversando um pouco sobre como tinha sido o jantar, mas foram interrompidos por uma ligação de Ryan, completamente desesperado, mandando David ir para casa naquele momento, porque eles tinham que ir para um lugar. Mesmo sem poder fazer isso, o mais novo pediu o endereço e disse que o encontraria no local, pois estava ocupado e que de lá iria, assim sendo mais fácil do que passar em casa antes. Perguntou se Eloá queria ser deixada em casa, mas ela insistiu em ir com ele, já que ele estava nervoso e poderia causar um acidente de dirigisse sem precauções pela rua.  No rádio do carro tocava Unlike Pluto - Riptide, David estava focado na letra da música enquanto Eloá estava olhando o caminho por fora da janela. Ela não ligava tanto para o significado da música, apenas ouvia e era isso, sem querer entender o contexto por trás de tudo aquilo.  - Nossa, espero nunca ficar numa bad f0dida assim. - Turpin comentou quando a música estava pela metade - O que? - perguntou Nardoni saindo do transe - A letra da música. O cara está ferrad0 por causa de uma amor que destruiu ele, como se fosse uma correnteza. Não quero estar em uma situação assim nunca, e sei que não vou ficar, né amor? - ele riu, se virando um pouco para o lado, pedindo por um selinho Eloá deu uma risada sem graça e concordou, selando seus lábios e voltando a focar na paisagem. Outras músicas tocaram e algumas Turpin sabia cantar, então ele o fez para aliviar o silêncio que estava no carro. Quando ele chegou no local indicado por Ryan, pediu que Eloá ficasse dentro do carro e saiu para encontrar seu irmão. Que estava fumando um cigarro, mas apagou quando viu que ele estava se aproximando, soltando a fumaça e jogando um chiclete na boca.  - O que aconteceu? Você me tirou no meio de um jantar. - David falou com seu irmão, ao se aproximar - Você não trouxe ela né? David, estamos a trabalho e ela é uma civil. - Ryan advertiu o irmão quando notou que Eloá estava no carro - Não venha brigar comigo, ok? Eu estava no meio de um encontro, iriamos sair e você empatou minha f**a irmão, o que você quer que eu faça? - o mais novo perguntou - Esquece, só espero que ela fique no carro. - Ryan disse seguindo para dentro do galpão, sendo seguido pelo irmão. - Recebi uma ligação anônima, se identificou apenas como morador de rua e disse que usava o galpão para dormir em tempos de frio, mas quando ele chegou aqui, encontrou um corpo. - o detetive disse acendendo uma lanterna, iluminando o chão para que não pisasse nos locais onde a perícia marcou como uma possível prova.  O galpão era enorme, o rádio ainda estava tocando quando Ryan chegou ao local, mas logo acabou a bateria e o silêncio ficou no local. Os peritos estavam olhando todo o galpão, querendo descobrir se tinha mais marcas ou outro local que eles passaram para fazer algo, ou tenha deixado alguma coisa.  - Por que ligaram para você? - David estava confuso ainda, pois não tinha visto o corpo - Olha para isso e terá a sua resposta. - foi o que o detetive disse apontando a lanterna para o corpo de Albert, com a calça arriada, genitália suja de sangue, junto de sua camisa e uma poça no chão.  A garganta completamente deg0lada, sem sinais vitais e apenas demonstrava que ele estava “se divertindo” quando morreu. Era estranho ver aquela cena, porque era um homem seminu, sem vida, sentado em um caixote de madeira, forrado com um pano que parecia uma jaqueta e algumas garrafas de bebida no chão.  - Mas que p0rra aconteceu aqui? Quem é o doente que fez isso? - David estava completamente chocado com o que estava vendo  - Detetive, venha aqui por favor. - um legista gritou para Ryan, que olhou rapidamente, procurando de onde vinha a voz e identificou quando viu a lanterna piscando, fazendo sinal para que ele fosse Quando se aproximou e entrou no cômodo pequeno que tinha ali, encontrou dois corpos. Um sob o outro, sem vida e parecia ter perdido a vida a poucas horas também. Com cuidado, um perito e o legista retiraram o corpo de uma mulher de cima, colocando-a em uma pequena maca, para ser envolvida em um saco preto. O mesmo c0rte no pescoço, a roupa sua de sangu3 e os olhos arregalados.  Com cuidado, foi retirado do bolso de seu casaco, uma carteira, com documentos, dinheiro e cartões. Não era um latrocínio, aquela hipótese tinha acabado de ser descartada, visando que dinheiro e cartões ainda estavam ali. Junto com celulares, relógios e outros pertences pessoais que poderiam ter sido roubados.  - Parece que o assassin0 conhecia as vítimas, porque as mortes foram em momentos diferentes. Pareciam ter confiança, já que estavam aqui, nesse cômodo e o outro corpo estava aproveitando do auto prazer. - um legista respondeu, virando o corpo de um outro homem, que a carteira já identificou de que se tratava de Ed Rhodes.  Todos tinham a mesma descrição de m0rte, sabiam que não poderia ser coincidência com as mortes anteriores. Novamente eles teriam que encontrar alguma conexão entre aquelas vítimas e as anteriores, isso se elas tivessem alguma. O corpo de Albert McKay, Marina Henderson e Ed Rhodes foram removidos do local, mandados para o IML para as devidas investigações e tentar encontrar qualquer prova que fosse do possível do assassin0. Eles sabiam que não era um crime de auto extermínio, porque foram m0rtes em momentos diferentes, circunstâncias diferentes e sabia que havia uma quarta pessoa no local.  Mas quem era aquela quarta pessoa? Aquilo que estava deixando o detetive e seu irmão maluco. Estavam lidando com o desconhecido e aquilo o assustava. 
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