+1 semana

1612 Palavras
A universidade da Pensilvânia e a universidade de Dextel tiveram mais uma semana de recesso devido às novas mortes. Eles queriam ter certeza que não era um estudante envolvido naqueles crimes. Dextel estava em luto absoluto por ter pedido 4 alunos em menos de 5 dias desde a primeira morte.  A polícia suspeitava que poderia ser um assassino em série, mas eles não tinham nenhuma prova ou suspeita de quem poderia ser o culpado por todos aqueles crimes. Conseguiram prender as pessoas que cometeram um latrocínio na república, porque um deles se entregou depois que a notícia foi parar no jornal. Ele confessou que entraram para roubar, já que tinha sido noticiado que lá estava ficando os alunos de intercâmbio e por achar que eles tinham muito dinheiro, decidiram que seria ali o local do furto, mas quando eles chegaram, George Clifton estava morto.  Um dos assaltantes, identificado apenas como Austin, disse que quando chegaram no andar onde estava o corpo, pensaram em prender a pessoa que estava lá e fugir para que não fossem reconhecidos, já que eles ouviram os barulhos altos de jogos que vinha dali, mas quando viram a poça de sangue e ele morto, correram rapidamente para longe dali. Mas Austin confidenciou que não conseguiu dormir com a cena em sua cabeça, com o pescoço de George cortado e ele com os olhos abertos, com as mãos cheias de sangue.  Enquanto a polícia tentava confirmar a versão de Austin, Eloá e Natalie foram tomar café onde Nardoni tinha recomendado. Elas foram de moto até lá, era uma cafeteria como as dos filmes, a morena pediu waffle com mel e um chocolate quente, Nardoni pediu panquecas de frutas vermelhas e um latte macchiato para acompanhar.  Era notável o quanto Riddle estava abalada com tudo que tinha acontecido, ela tentava parecer forte, mas sabia que desabaria caso ficasse a sós por muito tempo. Ela não sabia se ela poderia ser a próxima ou o que diabos seus amigos fizeram para ter aquele fim que todos tiveram. Três deles foram mortos por corte no pescoço, apenas Justin que morreu com um tiro na testa, mas da mesma forma era uma morte h******l e ela sequer sabia o que fazer naquele momento. Não sabia se pedia uma medida protetiva, por ter medo de ser a próxima ou se iria para outro lugar, ou até mesmo iria embora. Tudo era muito confuso naquele momento.  Mesmo com todo o desespero de todas as pessoas que estavam próximas ou envolvidas com o caso, Nardoni continua tranquila e calma, como se nada tivesse acontecendo e ela estivesse apenas relaxando enquanto tomava seu café da manhã.  - Acho que vou sair um pouco da Filadélfia. - Nat comenta após um longo suspiro - E para onde você vai? - Nardoni perguntou curiosa - Ainda não sei, só quero ir para qualquer sem acesso à internet, sem acesso a sinal de tv e qualquer coisa do gênero. Não quero saber de tragédia, mortes ou o que for.  - ela indagou - Meus tios tem uma casa de campo, fica próxima ao lago. Se quiser, podemos ir para lá. - Eloá disse tomando um pouco do seu chocolate quente - Eu não quero atrapalhar, não precisa. Vou ligar para os meus pais, consigo uma grana extra com eles e posso passar alguns dias fora. Não precisa parar sua vida, seu trabalho ou sabe-se lá o que, para me acompanhar. - Natalie tentou ser cordial, mas Nardoni foi insistente - Não é problema, eu também preciso sair um pouco da cidade. O clima está tenso e muita coisa está acontecendo. Se não se importar, podemos ficar na casa deles, tem vários quartos e você não precisa estar perto de mim a todo momento, não se preocupa. - lá estava o jeito bobo e convincente de Eloá, fazendo Riddle considerar a proposta e aceitar Elas tinham combinado em viajar em dois dias, precisava ter certeza que o detetive Turpin não teria problemas se ela saísse da cidade, já que em partes ele poderia a considerar como suspeita, já que foi a ultima a ver todos as vitimas.  Enquanto ela se organizava, arrumava suas malas, roupas, coisas que precisaria levar e tinha certeza que não teria problemas em sair da cidade, Eloá estava aproveitando um pouco do dinheiro que tinha conseguido. Deu mil dólares para Anna repor as coisas de casa e virou a noite em uma boate, bebendo, se divertindo e beijando o máximo de pessoas que ela poderia beijar. Até conseguiu algumas propostas para t*****r, mas recusou todas, porque estava cansada e precisava guardar energias para os dias que ficaria com Natalie.  Era incrível como elas tinham uma conexão s****l absurda, como se soubessem quando a outra está afim e só aproveitam o momento. Seria 1 semana a sós, apenas as duas e um lugar deserto. Onde a casa mais próxima seria atravessando o lago.  Nardoni não cometeu mais nenhum crime até o dia da viagem, queria deixar com que o detetive tentasse encontrar alguma falha ou algo para ele começar a procurar. Essa pausa dos crimes, faria com que ele pensasse que o assassino estaria dando um tempo para cometer outro crime ou que já tinha acabado a sua vingança. Mas ele precisava descobrir se era uma vingança, por qual motivo os quatro foram punidos em momentos diferentes e em circunstâncias diferentes.  Ryan investigou e interrogou todos os outros alunos da república, tentando achar alguma pista ou algo que pudesse o ajudar com a investigação, mas nada foi conseguido. As únicas informações é que todas as vítimas, já tiveram relacionamentos entre eles mesmo e tiveram uma desavença com algumas pessoas em uma boate LGBTQIA+ que eles costumavam frequentar. Segundo um deles, Daniel e George tinham ficado com o namorado de um cara que comandava o tráfico da região, mas não era certeza, eram apenas boatos e conversas paralelas que eles tinham ouvido.  Como Joe e Justin sempre estavam junto deles, poderia ser que foram mortos como queima de arquivo, para que não pudessem contar sobre quem era o culpado. Aquilo tudo era uma teoria que tinham criado para tentar entender o porquê dos crimes. Tudo era muito novo e muito vago ainda para a polícia, para eles terem certeza que se tratava de um serial killer, eles precisavam esperar para ver se teria mais alguma morte semelhante ou se cessaria ali. Caso não tivesse mais nenhuma, eles procurariam pelo traficante que seria o suspeito, por ter cometido os crimes por ciúmes e depois o caso seria fechado, mas tudo naquele momento seria resolvido com o tempo.  Chegou o dia que Nardoni e Riddle iriam viajar, elas iriam em um carro alugado por Nardoni, assim poderiam levar as malas com tranquilidade e teriam espaço no carro caso uma delas precisasse dormir durante a viagem. Natalie mesmo chateada e triste com tudo que tinha acontecido, estava na esperança de que tudo daria certo naquela viagem, ela se sentia segura com Eloá e sentia que ela poderia ser a sua pessoa, já que estava ao seu lado em momentos difíceis como aquele. Mas mesmo tendo essa desconfiança, decidiu esperar para saber como elas ficariam com aquela viagem e com tudo que estava acontecendo.  Nardoni foi atenciosa como o esperado, tratou Natalie como se fosse sua namorada ou como a mulher que ela mais ama no universo, desconsiderando a parte do amor, já que ela era uma pessoa capaz de ter sentimentos por outra pessoa. Por ser tão “carinhosa” e “atenciosa”, aquilo estava conquistando Natalie, mais do que ela gostaria que estivesse, porque ela estava deixando se levar por um sentimento que seu corpo estava a levando e ela sequer conseguia controlar.  Após cerca de 6 horas de viagem, elas chegaram até o local onde ficariam. Já estava anoitecendo, então estacionaram o carro próxima a entrada da cabana, Nardoni saiu de lá e foi abrir a porta, acendendo as luzes para que pudesse ir até o carro buscar as malas e as coisas que tinham comprado para comer ali.  Seria necessário sair para comprar mais depois, mas aquilo era coisa para outro momento, pois estava começando a esfriar e as cobertas e roupas quentes ainda estava nas mochila dentro do carro.  Natalie se sentiu feliz e leve desde o dia 31 de outubro, se sentiu leve ao respirar ar puro e só ouvir o barulho de água ao fundo e o vento passando entre as árvores. Parecia uma viagem de um filme, onde ela descobriria ali o quanto ela é feliz ao lado de alguém, mas ela estava um tanto insegura com aquilo.  Depois de ter colocado todas as malas para dentro e arrumar as coisas um pouco, Nardoni foi até a cozinha e preparou algo para que elas comessem. Não foi nada muito grandioso, apenas uma tabua de frios e vinho, mas já era um grande banquete levando em consideração que no apartamento, ela deixa tudo para Anna fazer.  - Como se sente? - Eloá perguntou se sentando de frente para Natalie no sofá - Sinto que meu coração está pequenininho, como se eu não fosse aguentar tanta dor, mas estar aqui com você, já me faz melhor de uma forma que não consigo mensurar. - Natalie disse com um sorriso envergonhado, pois Eloá estava olhando para ela - Prometo te fazer se divertir esses dias, vamos fazer diversas coisas e você não vai precisar lembrar de momentos ruins, porque estará criando momentos bons. - aquilo fez com que o coração de Natalie acelerasse, principalmente porque Eloá se curvou um pouco para frente, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e selando os seus lábios
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