Eloá tinha conseguido o que ela queria, o pagamento de 6 dígitos para s**o. Aquilo faria com que ela não precisasse procurar por vítimas assim por um bom tempo. Ela estava com dinheiro na conta que alguns trabalhadores demoram de 2 a 3 anos guardando.
Com a manipulação, foto e ameaça de sempre, ela conseguiu calar a boca de Thomas Miller. Nardoni conseguiu arrancar uma boa quantia dele, devido à ameaça de expor para todos, que ele tinha fetiche em t*****r vestido de urso.
Aquilo era completamente ridículo e humilhante para ele, que se dizia o maioral e dominador na cama. Ter aquele fetiche vazado, seria o fim do respeito que os amigos tinham por ele. Então, preferia ter um rombo de mais de 100 mil dólares em sua conta, do que expor seu fetiche.
Depois de conseguir o que queria, Eloá se vestiu e foi para casa, ainda não era tarde o bastante, então ligou para Natalie que atendeu prontamente.
- Posso ir te ver? Levo pizza e doces. - Nardoni pediu com uma voz meiga ao telefone
- Pode, vou te mandar o endereço por mensagem. - a voz embargada de choro de Natalie saiu na ligação
Em 40 minutos Eloá estava em sua porta, com o que tinha prometido levar e com um sorriso no rosto. Tudo fazia parte de um plano que ela estava traçando naquela noite, usando Natalie como seu álibi, mas a loira ainda nem sabia o que estava prestes a acontecer, não sabia que seria usada para “esconder” um crime dentro da república.
Riddle puxou Nardoni para dentro, levando-a até seu quarto para ficarem a sós sem que outras pessoas soubessem que ela estava por lá, para evitar conflitos com os outros estudantes que viviam ali também. Já no quarto Nardoni vestiu um short de Riddle, uma de suas camisas que usava para dormir e ficou ali, vendo filme, comendo e bebendo um pouco de vinho. Natalie estava triste em saber que seu amigo tinha falecido e aquilo a abalou muito, porque os policiais não falaram a causa da morte, mas pelo que falaram, ela interpretou que teria sido autoextermínio e aquilo acabou com ela.
Depois de uma garrafa e meia de vinho, uma pizza e alguns doces, Natalie acabou adormecendo no colo de Eloá, que precisava sair dali e voltar sem que ela notasse a sua falta. Já que ela tinha dito que dormiria ali com ela, para que ela se sentisse melhor. Com Nat apagada, a chance dela acordar ou se lembrar que Nardoni saiu da cama, era mínima, já que ela estava parcialmente bêbada e cansada de todo o choro que teve durante a tarde.
Pé a pé Nardoni saiu do quarto, foi até o banheiro e vasculhou as gavetas com um pano, para que não deixasse digital nas maçanetas ou puxadores das mesmas. Encontrou uma caixa de luvas cirúrgicas e propé, rapidamente, pegou um par de cada e saiu dali. Conferiu se todos estavam dormindo ainda e caminhou até o andar de baixo da república, procurando por uma das outras pessoas que estava com Natalie no dia da festa de Halloween, especialmente a pessoa que riu quando Daniel Collins deu um t**a na cabeça de Eloá.
Em passos silenciosos, ela procurou pela porta onde estava o nome de George Clifton, estudante de direito que dormia naquele andar. Ela sabia que ele estaria ali, e onde ele ficava por causa da conversa que teve com Natalie naquela noite, enquanto a loira estava bêbada e confidenciou o nome e onde ele dormia. Achando que estava apenas contando algo para uma ficante, sem nenhum risco para ninguém ali, mas ela fez a pior confissão da vida.
Tinha que levar em consideração que ela estava bêbada, seus amigos de andar estavam em festas até o meio da madrugada, ela estava vulnerável e triste, então acabou se abrindo para uma pessoa que ela achava que poderia confiar, já que elas estavam tão próximas em tão poucos dias.
Quebrando a confiança de Natalie Riddle, Eloá colocou o propé e desceu as escadas para o andar inferior. Lá não tinha câmeras porque se tratava de quartos e pequenas cozinhas, então para manter a privacidade de todos, foi acordado que não precisaria de ter elas no local, porque todos confiavam um nos outros.
Nardoni chegou até a porta do quarto, abriu e viu que George estava acordado, virado de costas para a porta jogando algo no computador. Os barulhos de tiros vindos pelo jogo, abafou o andar de Eloá pelo cômodo. Aquilo não acordou os outros colegas, porque eles já estavam acostumados com aquele barulho, então sabiam que quando tinha barulho de tiro e jogos, Clifton estava acordado no quarto.
A morena se aproveitou disso, pegou uma faca da cozinha e se colocou atrás de George, que nem notou sua presença ali por estar focado na tela. Eloá com um corte apenas, degolou Clifton. Cortando sua jugular como ela tinha feito com Dan e com Joe. Ele não conseguiu gritar, porque ela abafou seus gritos e viu a vida esvaindo de seu corpo.
Após constatar que George Clifton, estudante de direito, estava morto, Eloá saiu do local pé por pé, para não acordar ninguém e também para não sujar sua roupa de sangue, pois se aquilo acontecesse, todos saberiam que ela era a culpada pela morte. Por sorte ou azar de Eloá, no meio da madrugada houve uma invasão e furtos dentro da república, onde eles só foram até o andar onde George estava por ouvir os barulhos do computador, querem apagá-lo para que não tivessem testemunhas, mas chegou lá e já o encontrou morto. Pelo desespero, um deles pisou na poça de sangue formada no chão e saiu marcando várias partes da casa.
Por ter sido feito de uma forma “silenciosa”, os outros alunos do andar e dos andares acima não acordaram. Os dos andares de baixo também não, porque os ladrões fizeram o mínimo de barulho possível, dificultando que alguém pudesse ouvir alguma coisa.
Com o furto, o local do crime foi marcado pela marca do solado de sapato dos criminosos, fazendo parecer que a morte de Clifton teria sido por um latrocínio, mas Eloá só soube disso na manhã seguinte. Porque após matá-lo, ela subiu e se deitou com Natalie, juntando seu corpo com o dela, para que pudessem dormir como se nada tivesse acontecido.
Para Eloá, todas aquelas mortes não passavam de uma diversão e uma forma de se aprimorar para conseguir cometer outros crimes futuramente, mas tudo aquilo estava se tornando um grande inferno na vida de Natalie, pois 4 de seus colegas estavam mortos.
Aquilo era traumatizante, porque todos estavam próximos a ela antes de morrer. Daniel estava com ela antes de ir ao banheiro na noite de Halloween, Joe tinha saído a pouco com Justin para ficarem juntos em um local reservado, Justin tinha despedido dela, dizendo que iria embora e George tinha passado a tarde com ela, jogando e conversando para distraí-la e não deixar com que ela chorasse toda a tarde.
Na manhã seguinte, a polícia estava no local, inclusive o detetive Ryan Turpin, com seu irmão David Turpin, e outros oficiais. David estava ali para tentar encontrar um padrão entre todas as mortes, não podia ser coincidência 4 alunos da mesma faculdade, colegas e que moravam no mesmo lugar, morrer de forma tão misteriosa como aquela. David era um psiquiatra, conseguia perceber padrões que a polícia às vezes não conseguia notar ou deixava passar despercebido.
David e Ryan conversavam com todos que estavam na república durante aquela noite, até os que chegaram bêbados no meio da madrugada. Queria saber se eles não notaram nada diferente ou se poderia ter sido “apenas” um latrocínio, sem ligação com as mortes anteriores.
- Srta. Riddle, como se sente? - Ryan perguntou calorosamente ao ver Natalie ali, ela estava agarrada ao corpo de Eloá, chorando baixinho
- Me sinto péssima, não acredito que perdi 4 amigos em menos de uma semana. - o choro veio com soluço
- Prometo que vamos encontrar o culpado por isso e iremos dar o que ele merece. - a voz de Ryan foi mais firme, dura e ele parecia abalado como choro da loira
- Posso saber quem são vocês? - Nardoni perguntou olhando para os dois homens em sua frente
Ryan era um homem forte, cabelos loiros, mandíbula bem marcada e sem qualquer tatuagem aparente pelo corpo. Tinha 1,85 como seu irmão David, usava roupas sociais e tinha os olhos claros. David já era bastante diferente do irmão, parecia ser mais forte, cabelos pretos e com corte baixo, mandíbula marcada como o irmão, olhos escuros e usava roupas mais “descoladas”.
Naquele momento David Turpin usava uma calça preta, tênis branco com alguns detalhes pretos, uma camisa cinza e uma jaqueta de couro por cima, os cabelos arrumados e um olhar curioso para Eloá, que o retornava o olhar com a mesma intensidade.
- Sou o detetive Ryan Turpin, do Departamento de Polícia da Filadélfia. Este é meu irmão David Turpin, é psiquiatra e estará à disposição de vocês caso precisem. - Ryan disse estendendo a mão para Eloá, que segurou firme ao cumprimentar
David beijou a mão de Eloá, enquanto a encarava com certa curiosidade, como se ele tentasse desvendar o que o olhar dela estava transmitindo naquele momento, mas desviou o olhar quando ela sorriu e olhou para outro canto. Ela tinha conseguido perceber que ele estava tentando flertar com ela, já que ele provavelmente achou que ela e Natalie fossem amigas e não estivesse tendo nenhum envolvimento.
Rapidamente ele cumprimentou Natalie e voltou a olhar para Eloá, tinha algo que prendia seus olhos na morena e nem ele sabia explicar o que seria. Enquanto isso, Ryan, seu irmão olhava incansáveis vezes para Natalie, tentando ter um retorno de seu olhar, mas ela estava muito abalada e grudada em Nardoni naquela manhã.
- O detetive está afim de você. - Nardoni disse quando os Turpin se afastaram
- Eu percebi, ele está me olhando assim desde que nos conhecemos ontem. Não sei como me sentir com isso, acho que estou levemente incomodada com as investidas dele, principalmente porque eu estou muito m*l pela perda dos meus amigos. - Natalie desabafou, saindo do abraço de Eloá e se sentando em sua cama
- Se arruma e vamos tomar café, não podemos mexer em nada aquilo, pode ser que seja útil para eles. - Nardoni sugeriu, queria sair dali para procurar melhor quem era David Turpin, mas se surpreendeu quando viu que ele tinha seguido ela em uma rede social - David, David, você não sabe onde está se metendo.