- Detetive, acho que o senhor vai querer ver isso. - Benner, que tinha ido junto com o detetive, chamou ao ver algo incomum
- O que? Benner, precisamos conversar com a direção e não podemos ficar olhando coisa boba, temos que trabalhar. - Ryan o advertiu
- Por favor Ryan, venha aqui. - a voz de Benner parecia mais irritada, grave e assustada
Era um pedaço da roupa que Justin Kallan usava no dia que sumiu, estava enrolada em um animal, que estava preso nela, não conseguindo se soltar e até mesmo se machucando, deixando algumas manchinhas de sangue no chão
- Mas que porr… Essa é a
- Roupa do Justin Kallan, sim. - o oficial confirmou olhando para o pequeno animal
- Essa raposa não vive aqui, ela provavelmente veio atrás de ajuda por estar machucado. Temos que ir até o habitat mais próximo, por favor peça ajuda. - Ryan não pensou muito e simplesmente entrou no seu carro, dando meia volta e indo para a reserva natural que tinha próximo dali
Turpin torcia para que encontrasse Justin apenas desmaiado, bêbado ou apenas com vida, era tudo que ele pedia para todos os santos existentes naquele momento. Se ele estivesse vivo, poderia contar o que aconteceu, ou dizer quem tinha feito aquilo com ele, mas foi tarde demais quando souberam algo.
O carro de Ryan Turpin estava atravessado na entrada da reserva natural, ele saiu correndo por uma trilha e tentava achar a pedra e o lago que ele tinha visto na foto de Natalie Riddle. Pelo menos ele saberia que estava próximo de onde ele estava no momento da foto. O coração batia rápido, a esperança era vivida ainda, mesmo com a possibilidade praticamente nula.
Mais algumas peças foram encontradas pelo caminho, munições e animais mortos também eram visíveis. Tudo aquilo poderia ajudar ou atrapalhar no caso, mas o detetive tinha um único objetivo naquele momento, que era encontrar Justin Kallan.
Alguns carros de polícia estavam chegando para ajudar na investigação, ajudar a tentar encontrá-lo. Turpin continuou correndo, tentando encontrar mais algum rastro e achou mais uma parte da roupa de Justin, que provavelmente se rasgou com a força da raposa que tentava se soltar. Mais alguns passos e logo ele chegou no lago que tinha visto na foto.
Não tinha nada ali, mas tinha uma correnteza que descia floresta abaixo, então ele precisava checar para descargo de consciência, mas lá estava o corpo já sem vida de Justin Kallan. Seu corpo nu, preso em algumas pedras, marcas roxas em sua pele, causadas pelos machucados que as pedras tinham causado.
- EI RÁPIDO, ME AJUDEM AQUI. EU O ENCONTREI - Turpin gritou ao ouvir pessoas se aproximando, alguns policiais logo se jogaram na água, para que pudessem ajudar a remover o corpo de Kallan dali. Todos estavam de luvas, para que eles não pudessem contaminar ou mudar alguma coisa no corpo.
Um pano foi estendido no chão, o corpo frio, molhado e rígido de Justin foi colocado ali. Sua pele com uma coloração estranha, um ferimento na testa dele, o que causou a sua morte.
Quem seria doentio ao ponto de fazer aquilo? Não poderia ser auto extermínio, porque ele não teria o porque ficar nu e atirar em sua própria cabeça dentro de um lago. Tudo era muito maluco, sem sentido e sem uma pista concreta, porque o principal suspeito da morte de Joe Anton e Daniel Collins estava morto, seu corpo sem qualquer digital e ali, naquela água por horas e mais horas.
Ryan só queria gritar, socar tudo e amaldiçoar quem tinha feito aquilo, mas ele precisava manter a calma para conseguir identificar qualquer coisa ali que pudesse indicar um novo suspeito para aquele caso. Então, ele respirou fundo e saiu de perto do corpo, indo para fora da área de reserva natural. Ele sequer fumava, mas naquele momento ele pediu um cigarro para Benner e o acendeu, dando uma longa tragada e soltando a fumaça.
- Acha que alguém o matou por “vingança”? - Benner perguntou fumando seu cigarro
- Eu não sei, pode ser, mas pode ser o mesmo culpado dos crimes de Daniel e Joe. Não dá para saber, o corpo dele está sem digital e o corpo está cheio de água, não sei o que vão conseguir encontrar para nos ajudar. - o detetive disse dando mais um trago em seu cigarro
- E se for algum daqueles fãs malucos do assassino lá da Alemanha? - Benner perguntou
- De quem você está falando? - era notável a confusão na cabeça de Ryan
- Arthur, Arthur Voxel. O assassino de Smoorenburg. - Benner respondeu como se estivesse incrédulo por Ryan não saber de quem se trata
- O que esse cara fez? Por que ele teria fãs? - Turpin perguntou
- Ele matou dezenas de pessoas na cidade de Smoorenburg, na Alemanha. Ele matava pessoas que julgava culpada ou que mereciam morrer, por ter feito m*l para outra pessoa. Diversas pessoas começaram a cometer crimes ao redor do mundo, como uma forma de “continuar o legado de Voxel”, depois que ele foi preso. - Benner parecia bem inteirado sobre o caso
- Acha que podemos ter um assassino em série? - Turpin perguntou e Benner concordou com um olhar triste, sabia que se fosse um assassino em série, precisaria ter todo um cuidado para localizá-lo o quanto antes. - Preciso fazer uma ligação
Ryan jogou o cigarro no chão, pisando no mesmo para apagar e se afastou, seu corpo estava tenso, ele não saberia como lidar com aquilo se realmente estivessem lidando com um assassino em série. As mortes eram de forma brutal e parecia que as vítimas não esperavam por aquilo, era algo muito vago para que a polícia buscasse pistas. Duas mortes causadas por uma pessoa mascarada, completamente sem descrição ou voz para que pudessem tentar identificar o maldito, agora outra morte onde tinha sido em completo silêncio e longe de tudo e todos.
- David, preciso de você na Pensilvânia o quanto antes. Por favor irmão, eu preciso da sua ajuda. - a voz de desespero e despreparo de Ryan naquele momento era notável
Enquanto ele tentava convencer seu irmão a ir para a Pensilvânia, Eloá estava se arrumando para sair naquela noite. Tinha bastante dinheiro em sua conta, mas precisava de mais para sair com Natalie, queria parecer uma pessoa atenciosa e carinhosa, assim conseguiria ter a mulher em suas mãos.
Teria mais uma festa às escondidas naquela noite, que ela ficou sabendo pelo seu colega segurança que sempre lhe dizia onde estariam os homens mais ricos e podres daquela cidade. Ela precisava ir em um casado, milionário e disposto a gastar muito para ter uma noite de s**o.
Eloá poderia ser considerada como uma ninfomaníaca por alguns, mas ela fazia aquilo tudo para conseguir dinheiro, então sempre tomava algum estimulante antes de encontrar sua vítima, assim ela parecia mais “sedenta” por ele, fazendo com que ele caísse no conto de que tinha uma boa pegada. Enquanto para eles aquilo era uma noite de prazer, onde eles estariam pagando caro para t*****r com uma mulher muito bonita, eles estavam apenas sendo usados como uma forma de conseguir dinheiro rápido.
A vítima da noite era um dos empresários que estava fazendo acordo com James, o juiz corrupto que Nardoni tinha conseguido uma boa grana anteriormente. Era o que disse para James, que se ele não aguentasse dar conta de Eloá, era para ligar porque ele terminaria o trabalho.
Aquele homem egocêntrico e cheio de si, era Thomas Miller, um empresário no ramo de alimentação e sempre teve problemas com clientes que tinham algum problema de saúde ou de intoxicação alimentar com seus produtos. Ele sonegava impostos e não fazia as vistorias necessárias para que tivesse produtos de qualidade, ele só queria o lucro e aumentar o dinheiro em sua conta bancária.
Miller era casado há 6 anos, com uma mulher mais nova do que ele, na qual ele proibiu de estudar, se formar, fazer algum curso ou até mesmo trabalhar. Ela estaria com ele para ser a mulher que todos os homens desejam dentro de casa, enquanto ele iria para rua procurar a que os homens pagariam mais caro para poder ter. Ele era pai de 3 filhos, sendo um de 5, outro de 4 e um de 2 anos. Thomas é de longe o pai mais ausente em questão de cuidar de seus filhos, não dava atenção e achava que tudo poderia ser pago com dinheiro e viagens quando ele queria.
Não deixava sua mulher tomar remédios anticoncepcionais, porque dizia que ela teria que ser como as mulheres de dezenas e centenas de anos antes, onde ela estava ali apenas para servir e obedecer a ele. A família da jovem nunca falou nada, pois eles recebiam uma ajuda de custo do Thomas todos os meses, assim não precisando trabalhar e mantendo a filha naquelas condições com apenas 25 anos.
Mesmo não deixando com que a mulher vivesse sua vida, ele sempre estava na academia, cuidando de seu corpo, pele, cabelos e tudo mais que tinha direito. Dizia que era um homem de 35 anos livre e que poderia fazer o que bem quisesse, pois ele tinha dinheiro para aquilo.
Com a aliança no dedo, ele fazia o favor de demonstrar para todos que traía sua esposa, que era infiel e que gostava dos comentários que aquelas atitudes traziam. Então, ele seria o alvo aquela noite, Nardoni abusaria da forma que ele gosta de gastar dinheiro em troca de s**o para colocar uma boa quantia em sua conta bancária.
Dentro da festa, ela sabia onde ele ficaria e rondou um pouco, sabia que os outros amigos dele não estariam ali, que não teria risco de alguém a reconhecer da ultima vez, queria que apenas ele notasse que era a mesma pessoa.
- Olha só quem eu encontrei por aqui. Ouvi falar muito bem de você. - Miller disse se aproximando, colando seu corpo atrás de Eloá e colocando seus cabelos para o lado
- Que ótimo que tenha ouvido falar bem, mas eu não transo por caridade. - Nardoni jogou a isca, esperando que ele pegasse
Thomas pareceu irritado, puxou o corpo de Nardoni para mais próximo do seu, beijando seu ombro e dizendo para ela, próximo ao ouvido
- Me diz quantos dígitos você quer na sua conta e eu pago. - ele queria demonstrar poder e era aquilo que ela queria, jogar para ver o quanto ele estava disposto a pagar
- 6 dígitos e eu faço o que você quiser, o tempo que você aguentar. - lá estava ela jogando novamente
- 6 dígitos? Você está maluca? - dessa vez ele ficou irritado, afastou seu corpo e a olhou com indignação
- Me desculpe se te ofendeu não ter como pagar por isso, vou procurar outro que provavelmente pagaria tranquilamente, sem reclamar. - Eloá disse se virando com um olhar perverso para ele, se aproximou um pouco mais e pegou sua mão, colocando-a por baixo do vestido, sob a peça de sua lingerie. - Seu amigo não reclamou de pagar caro para ter isso aqui, mas como você não tem dinheiro para isso, foi um prazer conversar com você.