Narrado por Julian:
Amaya estava virada de frente pro rio, quando abri meus olhos, ela acordou cedo, o sereno a tocou muito antes do que eu... Se não fosse por ela ontem eu teria morrido de hipotermia ontem, e ela também.
— Como você está? — Perguntei me aproximando dela, coloquei as mãos do seu ombros.
— Eu queria estar morta, é como eu me sinto. — Ela jogou uma pedra no rio. — Sabe quando você fica em choque, seu corpo fica todo dormente e você consegue até nos mexemos e sentimos que tá tudo meio adormecido, é como se meu corpo não me pertencesse mais.
— É eu sei sim, mas vai ficar tudo bem, sua vida não pode girar em torno disso. Você tem que lutar, você é forte para isso.
Sua tristeza me deixava triste, ela coçou o nariz como se estivesse prevenindo um espirro, o céu
Ela enxugou as lágrimas, baixando a cabeça. — Me perdoe por está despejando tudo em você, é que é demais para mim, isso tudo é meio que muita coisa para assimilar.
— Você não precisa pedir desculpas, pode conversar o que quiser comigo. — Eu peguei na mão dela. — Eu me importo com você.
Ela encostou a cabeça no meu ombros quando pensei em sugerir para voltarmos ouvi uma barulho entre os arbusto, levantei os ombros em guarda olhando de lado. Entre as árvores, Freya, Zion e Aron saíram entre as árvores.
— Amaya, nó procuramos você por toda a floresta. — Freya disse se aproximamos dela, a abraçando por trás, ela se levantou e a abraçou parecia assustada. — Estamos aqui vai ficar tudo bem.
Dalila e Arabela saíram de trás dos pinheiros, quando Amaya as viu ficou furiosa e andou até elas.
— O que vocês duas fazem aqui?
— Querida, nós sentimos muito não era para você descobrir dessa forma. — Arabela colocou as mãos na longa tranças em seus cabelos escuros, mas Amaya o interrompeu.
— Eu não preciso do sentimento de vocês, preciso de verdades. — Eu parei olhando para ela revoltada. — Chega de mentiras, e toda essa omissão, se me acham tão fortes como dizem então, me contem as coisas.
— Não temos muito tempo, o terceiro reino já mandou um pequeno grupo até você. Eu prometo que eu explico tudo, mas precisamos ir embora.
Amaya recuou para trás, tinha um olhar tão frágil que me deixava completamente destruído saber que eu não podia fazer nada, não acreditava que aquele era o seu destino, na verdade não acredito em destino. Você é capaz de faze-lo, de escolhe-lo apesar do que a vida lhe der.
Zion a abraçou, minha raiva dele não havia passado apesar de Freya não ter me contado, eu sabia que ele tinha feito algo para ela, ninguém chora a noite por nada. Quando voltamos a o acampamento. Todos olhavam para Amaya, alguns com pena, alguns com desprezo, e só queria fazer aqueles olhares sobre ela pararem, todos arrumávamos para fugir.
Mais uma vez tudo estava um caos, o coração batendo forte, a razão mandando nos afastar. Mais uma vez eu estava em conflito. Uma nova batalha havia sido travada, e nós estávamos fugindo e o medo...
Ah o medo, esse era enorme que nem em mim cabia mais, embora eu finge-se para mim mesmo que nunca o sentia. Mas, já chega de fugir.
A isso não, não dessa vez, não eram só meus sentimentos que estavam em jogo, era o medo de perder ela, perder meu mundo, minha vida... Haviam muitas coisas pra se considerar. Eu não poderia simplesmente falar sobre ficarmos e enfrentamos, ou podia? Entregar o jogo, deixar tudo para trás.
— Isso não está certo.— Eu joguei as roupas que ajudava a Freya a por na caixa, Zion me olhou segurando a lacuna de madeira desmontando nossa tende, inflando o peito. — Não deveríamos fugir, vamos passar a vida toda assim? Freya disse que eles não são muitos, e de qualquer forma eles já estão vindo, deveríamos enfrenta-los.
— Mas, são muitos para nós. Eu o vi, o vi o rei nos subestima, ele quer ela a todo custo. — Freya olhou para Amaya que ajudava Dalila com os cavalos. — Eu pode sentir a sua obstinação e teimosia, ele não vai parar até encontra-la.
— Escutem, eu conheço o meus homens, nós estamos prontos.
— Eu concordo. — Freya abraçou o travesseiro, pálida. — Mas, Abigail e Ester acham que...
— E o que importa o que eles acham? — Zion interrompeu a voz de Freya, indo até onde o povo estava em alvoroço, ele largou a tora de madeira do chão, e gritou no meu de todos. — Escutem todos!
Todos pararam olhando para ele, ouve um silêncio nos aproximamos todos juntos, ele tinha olheiras vermelhas por debaixo das sardas e olhar cansado,
— Os anciões nos esconderam a verdade durante anos, se calaram. Preferindo tapar os olhos dele sobre a realidade... E até os compreendo, a ilusão é fantástica.— Ele juntou a mão, e levantou ainda mais a voz que falhava. — Eu mesmo vivi na ilusão de que tudo isso era o mundo, e que seria fácil as coisas voltarem a ser como eram, mas na verdade elas não podem. Talvez eu nunca sente no trono.
Todos olhavam um para os outros, esperavam um discussão mais reconfortante, ele continuou falando, cruzei meus olhos e olhei fixo para Amaya que observava de canto, onde eu estivesse eu sempre a olhava, observa-la me acalmava.
— E eu aceito isso, por que tem uma guerra muito maior que Florença. Nós não podemos fugir mais, infelizmente é a verdade.
A multidão resmungava, podia a raiva de alguns, sem entender. Eu entendia em partes, e também não podia ficar ali e simplesmente calado.
— Vocês não vem? Não brigamos por poder aqui, nem por ouro ou trono, todos os nossos inimigos lutam para ter de volta o amor que perderam, seja ele de um filho, ou de esposa, todos lutam contra a dor da perda.
Eu levantei a voz pela primeira vez não me sentindo constrangido a ficar calado quando muitas pessoas prestavam atenção em mim, eles arregalavam os olhos e alguns balançavam as cabeças concordando com o que eu dizia.
— Por que para eles é mais fácil lutar para ter de volta aqueles que se foram do que aceitar a dor da perda. Viver é para os fortes e nós sabemos disso, se eles conseguirem o que querem, se aquela deusa for encontrada, tudo virará escuridão e nós seremos escravos. Se não nos unimos agora, e aceitarmos que não podemos mais correr, por que se continuarmos fugindo, futuro talvez não exista, e então seremos o passado, e todos sabem que o passado está morto.
Meus olhos se abriram de repente, e percebi que não posso ficar ralando meus joelhos sem propósito. Eu tinha um propósito, não acreditava em destino, mas acreditava em justiça e meu povo não merecia ser perseguido sem revidar, nós não seriamos mais subestimados.
— Eu acredito que estamos prontos, foi para isso que nosso país morreram, é para isso que estamos sendo treinados. — Zion completou, levantando as mãos para cima. — Minha guerra é a sua guerra.
Todos falaram em coro, Zion respirou fundo e foi até Amaya me certifiquei que ela estava bem e que Abigail estava bem longe dela, então todo o povo se despeço indo se preparar, Dayones controladores de terra faziam pequenos esconderijos no chão, para escondermos as crianças e todos que tinha que se esconder.
De suma, todo o acampamento estava se preparando, eu me virei indo me reunir com todo o nosso exercito para nos prepararmos para batalha eminente.