Foram dias de muitas alegrias, com o riso de Juh e Joyce ecoando pelo sítio, mas o que estava por vir nos tempos seguintes marcaria a vida daquela família para sempre.
O tempo passou, e as meninas cresceram. Juh estava com quatro anos, enquanto Joyce, a irmã mais velha, caminhava para completar seus dez anos. A vida no campo, com seus desafios e recompensas, seguia seu curso. A Tia Selena havia se mudado, e no lugar de sua casa, uma nova família chegou, trazendo uma nova dinâmica e, sem saber, alegria para a vida da família de Ana e José. Essa família era formada pelo casal, Ismael e Vera, e seus quatro filhos. O mais velho era Gustavo, seguido pela filha Marcela, depois Lucas e o caçula, Pedro.
A interação entre as famílias floresceu rapidamente. Joyce, com seu quase dez anos, era visivelmente encantada por Gustavo, o primogênito dos vizinhos. Juh, com sua curiosidade infantil, sempre ficava observando o pequeno Pedro, enquanto a alegre July brincava muito com Lucas, as risadas dos dois preenchendo o ar.
Uma vez, Dona Ana e as meninas precisaram viajar para a casa dos avós no Rio de Janeiro. O ônibus que as levaria passava de madrugada, e elas tiveram que esperar no ponto, quase em frente à casa da nova família. Enquanto esperavam, no silêncio da noite, July, com a espontaneidade de seus quatro anos, gritou:
"Lucas, Lucas! Não vai me responder, não? Essa é a última vez que falo com você. Eu queria me despedir!"
Dona Ana olhou assustada para a filha, o coração apertado por uma sensação estranha. "Não fala isso, July", ela pediu, a voz quase um sussurro. Logo em seguida, os faróis do ônibus surgiram na estrada, e elas embarcaram, rumo ao Rio de Janeiro.
Alguns dias na casa dos avós, tanto Juh quanto July começaram a passar m*l. Juh, para alívio de Dona Ana, melhorou rapidamente, mas July só piorava. Chegou um momento em que ela já não estava sequer comendo. Dona Ana, aflita, andava de hospital em hospital com a filha nos braços, mas ninguém parecia descobrir o que July tinha. Quando finalmente encontrou um hospital onde a causa da doença foi descoberta, já era tarde demais. Tentaram de tudo, mas a pequena July não resistiu e veio a falecer.
Foi um momento de profunda tristeza para aquela família. Dona Ana, Juh e Joyce voltaram para Iúna, e atrás delas, o carro fúnebre com o corpo da pequena July. A chegada na cidade foi marcada por uma tristeza imensa, um véu de luto que cobriu a pequena zona rural.
Um ano se passou, e a dor da perda ainda reinava naquela pequena propriedade. O silêncio da ausência de July pesava. No entanto, algumas novas aventuras que começaram a surgir no horizonte rural, lentamente, fizeram a tristeza daquela família começar a se transformar em alegria, pouco a pouco, um passo de cada vez.