- Ontem a noite depois que você me deu o t**a e Zayn foi pegar as coisas que pedi, Igneell foi na ala medica e ficou la comigo, Kall, ele lambeu o meu rosto, na forma humana, ele simplesmente lambeu o lugar que você bateu, como se fosse a coisa mais normal do mundo, foi fofo o ato mais, eu me senti muito estranha serio - ela disse rindo - Ele lambeu o meu rosto, se eu deixasse ele iria lamber ate meus braços, fora que ele perguntou se eu queria acasalar com o tartys
Kalona riu com a fala dela e então se ajeitou no lado da cama, e ficou ouvindo ela falar sobre Igneell.
- Isso e já normal, quer dizer ao menos pra ele, afinal por mais que ele assuma a forma Humana, ele ainda e um Leão, e isso nos animais e comum, tanto pra ele quanto Órion e Taranis.
- Duvido Órion te puxar e te lamber, eu sei que e o jeito dele, mais e estranho, ele e um homem que me puxou e lambeu meu rosto - Ikaros puxou Kalona o abraçando e deitando a cabeça em seu peito enquanto bocejava - Kalona, se já beijou alguém ? E a mamãe não vale
- não quero falar sobre isso com minha irmã mais nova, e estranho e eu me recuso - Kalona disse enquanto passava a mão nos cabelos de Ikaros
- então vou ter que perguntar sobre isso e outras coisas a Tartys, ele parece saber muito, já ate se ofereceu pra me ensinar algumas coisas - a menina tentou conter o riso com a reação exagerada do irmão - o que ?
- me pergunta isso daqui uns quatro a cinco anos que te respondo, você ainda e uma criança, não precisa saber dessas coisas, agora dorme
- chato - a menina riu bocejando mais uma vez - eu ja deveria era ta casada
- Ikaros - kalona olhou sua irma deitada com a cabeça em seu peito - voce ainda e a espada do meu escudo?
- Sim meu irmão - ikaros disse com confiança em sua voz, deixando o cansaço de lado por alguns estantes - sou e sempre serei
- voce vai ficar nao e ? promete que vai ficar
- prometo, nao vou te abandonar
Ikaros riu abraçando Kalona e respirando fundo, deixando deixando o cansaço lhe carregar uma um longo e profundo sono
No Palacio de Possgrover, Acaz andava de um lado ao outro passando sua mão enrrugada no lado queimado de seu rosto, as vezes parava apenas para voltar a andar para o outro lado, de seus lábios sussurros quase inaudíveis era proferidos.
- Para, para, para - Acaz gritou apontando para a árvore de Kalista - Para de ri de mim, você fica ai me olhando dia após dia, para de ri para de ri para de ri
Em um momento de raiva Acaz socou a árvore fazendo seus galhos balaçarem e suas flores caírem ao chão, flores brancas em forma de pombos que caiam lentamente, Acaz pôs a mão em sua boca a cobrindo ao ver sangue escorrer no lugar que havia acertar árvore
- Perdão querida, perdão eu não queria, me perdoa - Acaz se abaixou no chão abraçando a árvore sem ao menos perceber que o sangue que escorria nela era seu, ele apenas passava seus dedos por ela como se as flores que caiam fossem lágrimas da propria Kalista - Nunca mais vou te ferir meu amor, eu juro
- Meu rei...
- não não eu juro, não vou te ferir mais ta, agora para de chorar por favor, eu vou limpar, eu limpo - Acaz se pôs de joelhos e começou a esfregar o sangue com seus braços, mas apenas o espalhava mais - não não não, não fala isso, não fala, não fala.
- Meu rei - o chamaram novamente
- Para ou eu te mato de novo Kalista, para ou eu te mato, eu te mato Kalista, cala a boca, eu sou o rei eu mando.... eu.. eu mando
- Meu rei - Reguesi gritou chamando a atenção de Acaz
Que finalmente pareceu Despertar do seu devaneio e se recompôs encarando Raguesi, que estava com um olhar intrigado.
- Diga de uma vez o que queres Raguesi, tenho muitos assuntos a pensar.
- E que a última carga com prisioneiros chegou, e conseguimos mais algumas sirens, ninfas e também um anão, como o senhor ordenou, apenas vim lhe informar. E também que continuamos treinando os soldados com maior intensidade, para a investida em Magmetron.
- Ótimo! Prepare o anão na sala do calabouço, preciso ter algumas respostas, irei terminar aqui e seguirei até lá.
- Como desejar Majestade - Raguesi disse fazendo uma reverência e se retirando da sala do trono.
Acaz voltou sua Atenção para árvore, e então soltou uma risada curta, e caminhou até o seu trono, foi até a parte de trás e pegou uma caixinha de madeira e abriu. Dentro estava o Coração de Kalista, por dentro, a caixa de madeira estava suja de sangue fresco, ele pegou o coração ainda pingando sangue e que emitia um pequeno brilho avermelhado e olhando pra árvore disse.
-você já perdeu, logo terei tudo que preciso pra trazer o poder supremo a mim, essa é a prova da minha vitória.
O vento soprou as folhas chamando a atenção do velho rei, ele riu e concordou com a cabeça
- Eu sei meu amor! Quem diria não é, eu sempre lhe disse que um dia teria seu coração, mas nunca pensei que seria assim, pelo menos agora, eu sei que não me trairá novamente, você não dará seu coração a mais ninguém e será apenas minha por toda a eternidade, Kalista, a única bruxa a sobreviver ao expurgo a séculos atrás, você é apenas minha!!
Com um sorriso em seus finos lábios, ele colocou o coração novamente dentro da caixa a fechando e guardando-a em seu lugar.
Acaz saiu da sala do trono e caminhou pelos corredores se dirigindo ao calabouço do castelo. Ele chegou no fim do corredor e apertou o desnível da parede revelando a porta, assim que ele atravessou ela se fechou atrás de si. Acaz desceu algumas escadas e logo chegou a primeira cela, que era a que ele usava como sua câmara de tortura e onde Raguesi já estava com o anão carrancudo desacordado e acorrentando na parede.
Ele parecia uma criança de 10 anos com longos cabelos cheios de tranças e um olho branco, seu rosto estava ferido e seus lábios inchados.
O anão tentava olhar em volta, mas tudo o que via era escuridão e Acaz se aproximando e se sentando a sua frente, Raguesi pôs uma mesa entre eles e prendeu as mãos do anão sobre elas.
- Eu me considero um homem bem paciente e culto, mas à coisas que me fazem perder essa paciência, como meu castelo ser invadido, meus acampamentos e minhas selas serem destruidas, a paz do meu reino esta acabando e isso é culpa de quem? De duas criança que um dia descidiram lutar contra o governo, desfazer a paz que demorei décadas, séculos estabilizando
- Você chama de paz, nós chamamos de crueldade, você é desprezível - o anão cuspiu no rosto de Acaz
O rei apenas passou a mão em seu rosto e olhou o anão de forma cansada, sem avisar Acaz avançou na direção do anão segurando sua cabeça perto da dele, com uma de suas mãos ele apertou as bochechas do pequeno homem o forçando a abrir a boca, de dentro da boca de Acaz uma gosma n***a saiu e adentrou na do anão, seus olhos ficaram vidrados, pouco a pouco os olhos que uma vez foram castanhos tornaram-se completamente negros.
A gosma parecia queimar o anão de dentro para fora, seus órgãos pareciam se contorcer e seus pulmões se comprimir. Quando Acaz finalmente se sentou, o anão parecia paralisado olhando o nada
- O... o que é você?
- vocês ja deveriam saber
Acaz olhou suas mãos, suas unhas estavam negras como a escuridão, ele se arrumou na cadeira e olhou o anão que tremia
- agora diga, onde estão aqueles bruxinhos? A avó eles está com saudades
- Bem longe de você - O anão falou com fúria em sua voz e riu da cara do rei, sangue escorria por sua boca
- Errado - Com um pequeno movimento de sua mão, espinhos negros começaram a sair da pele do anão rasgando a carne e espirrando sangue, ele tentou puxar seu braço mais não conseguia, o mesmo arranhava a mesa e gritava enquanto os espinhos negros subiam sem parar
- Faz parar.... - Ele gritou, o sangue escorria por seus braços caindo na mesa e pingando ao chão, uma risada foi ouvida no meio da escuridão mais ele m*l se importou, a dor de sentir sua carne se rasgando era pior que ser esfaqueado, os espinhos parecia o queimar - Por favor
- Se é o que deseja - Acaz olhou Raguesi confirmando com a cabeça e sorriu de leve, em um movimento só Raguesi cortou um dos braços do anão na altura do cotovelo o fazendo gritar e chorar de dor - Onde eles estão? Ainda há muitos espinhos a crescer e membros à ser cortados
- Eu não sei - gritou o homem enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto, por um momento pareceu que ele iria desmaiar, mas Raguesi acertou suas costas com seu chicote elétrico o impedindo de desmaiar
- Se os espinhos chegarem aos pulmões você para se respirar, vai se afogar no seu próprio sangue. Se chegar ao coração, eles vão o espremer e o penetrar lentamente e você para de viver. Dou cinco segundos... dois... quatro
- Berk.... disseram que... nave nas montanhas... escondida... pare por favor... eu
- Shiiii preciso pensar - Acaz passou a mão em seu pescoço queimado até que ouviu um baque na mesa, ao olhar viu que o anão tinha desmaiado - Inútil
- Ele nos ajudou muito, agora podemos agir meu senhor - Aracnis desceu do teto, em suas mãos uma pequena caixa de madeira com desenhos por ela toda - E a melhor hora para a usarmos....
- Tens razão Aracnis, o período de poder está próximo. Logo teremos outra Lua de Sangue, e um Eclipse Total, faremos todos os preparativos para após a cheia. Prepare meu banho especial, mas antes acrescente esse anão que não tem mais serventia. E aí estaremos prontos pra começar.
Aracnis prontamente atendeu as ordens, enrolando o pobre anão em sua teia e saiu arrastando o corpo mais para fundo do calabouço, um lugar que ninguém ia, apenas se sentia o cheiro fedido de podridão e morte vindo de lá, até chegar em uma espécie de cratera onde tinha vários corpos de seres místicos espalhados, lançou o homenzinho ali dentro no meio dos corpos. Ao acordar e ver onde estava, em uma espécie de banheira de sangue e mortos o homem se desesperou tentando sair dali, fazendo o sangue transbordar e cair no chão.
Quanto mais ele tentava sair mais afundava, foi quando ouviu alguns gritos e gemidos de dor e desespero, olhando em volta ele pode ver que muito dos corpos ali ainda estavam vivos.
Ainda mais desesperado para sair, o som da porta sendo aberta ecoou pela grande sala sendo seguido por passos, ao se erguer um pouco ele pode ver o velho rei se aproximar, a mulher aracnoide retirou seu manto real o deixando de peito nu, surpreendentemente o rei era musculoso, apesar de velho, seu corpo era coberto de cicatrizes. Ao se despir ele andou e adentrou a banheira dando pouca importância ao desespero e tremedeira do anão.
Acaz andou até o centro e respirou fundo abrindo os braços, uma espécie de fumaça vermelha flutuou dos corpos para Acaz. O anão tentou fugir mas novamente espinhos negros subiram por sua pele o fazendo agonizar, porém o pior foi a sensação que teve de sua alma estar sendo arrancada de seu corpo deixando apenas um vazio para trás. Ele não tinha forças nem para gritar, apenas se deixou cair em meio a todos os corpos enquanto seu corpo tremia.
Aracnis se aproximou e passou um dedo pelo rosto paralisado do anão
- Não se preocupe criança, você não morrerá hoje. Vai viver um bom tempo, pra alimentar meu mestre, mas vai desejar estar morto!