O sol tocou no rosto de Kalona o chamando para acordar, o rapaz passou a mão no rosto se recusando a abrir os olhos, virousse de um lado para o outro tentando fugir da luz que atingia seus olhos, era clara de mais, e ele estava cansado de mais para tentar mudar isso, algumas horas de sono, era o que ele precisava. um sono para esquecer tudo e a todos, todos os problemas que ele tinha sentido. ele queria dormir e senhar com com chord, ou sonhar com um mundo que nao precisaria lutar, um mundo livre, porem, a consciência tentava se aproximar, tentava a trazer de volta, de volta a uma maldita realidade cheia de dor luta e tragedia, dormir era tão mas gratificante
O colchão macio parecia o abraçar impedindo de levantar, um abraço reconfortante e cheio de paz, ele pegou o travesseiro pronto para cobrir seu rosto com ele, pronto para esuecer de tudo e dormir pela eternidade, mas algo o impediu , mais uma voz familiar lhe chamou a atenção o fazendo se sentar de uma só vez, uma voz que o rapaz achara que nunca mais a ouviria, a voz mas doce que ja havia ouvido alguma vz na vida
"e apenas um sonho, somente um sonho, nada mas que isso, quando voce deitar e fechar seus olhos, a voz vai sumir, ela vai sumir e voce vai acordar desse sonho"
ele deitou-se pondo o travesseiro sobre sua cabeça e fechou seus olhos, contando ate 20, e então abriu seus olhos novamente esperando que tudo acabasse e voltasse ao normal, mas nao aconteceu, nada voltou a ser como era antes, a voz soou novamente, mas alta e forte que antes
"Acorde" disse a voz feminina vindo de não muito longe "O sol já raiou, mais Kalona insistia em esperar a volta de seu amor. Acorde, o povo rogou por infinitas luas, porem, seus olhos permaneceram fechados.
O céu se abriu e agora chora, não deixe mais o teu povo sozinho no frio"
Kalona tirou o travesseiro de seu rosto e se sentou olhou em volta, estava em um quarto de madeira com telhas de barro, o cheiro de bolinhos da lua espalhava-se por seu quarto, ao andar ate a janela o brilho da cidade dourada quase o cegou, Kalona estava em Possgrover, em sua antiga casa, ele correu rápido a um espelho, não era uma lembrança de quando era mais novo, o rapaz se beliscou varias vezes, não estava dormindo, não era um sonho, era real. ele estava em casa, com sua aparencia atual. então o mundo de antes era um sonho? ele era um bruxo que sonhou ser humano, ou um humano que sonhou ser um bruxo?
- Acorde, o sol já vai se por.
Não deixe teu coração quebrado.
Tua alma de lado.
Por causa de um amor.
Acorde, o povo todo gritou.
Kalona e nosso rei, nossa guia nosso imperador.
Enquanto a lua brilhar, nos sabemos.
Ele ira voltar para buscar seu grande amor, mesmo que o ceu caisse
e s terra desabasse, kaloona a encontraria
Kalona andou lentamente pelo quarto, de forma cautelosa enquanto pode ver uma grande cortina Branca que dividia o quarto ao meio, do outro lado uma silhueta residia, parecia estar sentada com algo não mãos. tinha uma postura elegante, combinava com sua voz, mesmo através do tecido, era possível ver que ela era linda, uma beleza digna de uma rainha
ele malmente conseguia lembrar do rosto da mae, ja se faziam oito anos de de sua morte, suas lembranças eram muito vagas, e sempre que tinha sonhos com ela, seu rosto era uma borrão sem expressão, apenas longos cabelos loiros claros, e uma pele alva como a de kalona, a única coisa ue ele sabia, era que sua mãe era o ser mais lindo que ja havia andado sobre a terra, e mais rigida também, uma verdadeira rainha do gelo
Enquanto o rapaz se aproximava, mais seu coração batia, o nervosismo parecia fazer sua cabeça girar, ele conhecia aquela voz, ele a ouvira por anos em sua mente, em seus sonhos, todas as noites enquanto dormia e todas as manhãs quando acordava.
- Acorde, Kalona
Escolhido da lua
Filho da terra
Filho do mar
Venha logo
Venha correndo
O seu povo esta a aguardar
aqueel era o poema que havia dado inicio ao seu nome
Kalona puxou a cortina de uma vez se deparando com uma bela mulher, seus cabelos trançados batiam no meio de sua cintura e parecia brilhar junto ao sol, em um loiro claro e gracioso, apesar de alguns fios brancos, ainda eram os mais belos cabelos que já havia visto, ele lembrava que amava passar as mãos por eles enquanto caia no sono quando era pequeno, ele enrolava as mechas em seu dedo, so dormia com a mão nos cabelos de sua mãe, eram os cabelos mais sedosos que ele ja havia visto ou sentido. ela ergueu seus grandes olhos azuis e sorriu para o rapaz de forma acolhedora, um sorriso surgiu automaticamente enquanto lágrima escorriam de seu rosto, kalona parou a sua frente caindo de joelhos enquanto a escutava ler o resto do livro de forma calma e passifica, o livro que lia para ele sempre que o rapaz se via doente, ela sentava perto da cama e lia varias e varias avezes, ate ele se curar, era quase uma preses, ele conhecia aquele livro de tras para frente, estava mapeado em sua mente, marcado a ferro e fogo
- E enquanto a lua surgia e brilhava e os céus choravam
Por seu filho mais amado não ter acordado
Kalona permaneceu a dormir
E dormiu ate que o choro de seu povo o acordasse
E Kalona em fim levantasse, para ser o que sempre foi
Um vingador, um salvador
O filho da lua, dono de seu amor
Durma em paz
O seu povo estar a esperar
E a lua
Doma de teu amor
Para sempre te esperara
Kalona terminou a ultima parte do verso e caiu de joelhos na frente da mulher a sua frente, sua mãe, abraçando suas pernas e deixando as lagrimas escorrerem por seu rosto, ele nao a queria soltar, queria poder ficar abraçado a ela sentindo seu cheiro tão acolhedor, ele apenas queria voltar a ser criança e ser ninado por ela. se aquele fosse um sonho, kalona nao queria acordar nunca mais
- Mamãe - a voz do rapaz parecia instalada na garganta, seus olhos queimavam com a vontade de chorar, mesmo que derramasse todas as lagrimas do mundo seria o suficiente para espressar sua dor e alivio naquele momento - E você. .. e você, você esta viva? e um sonho... Só pode ser um sonho... mamae
Kalona levantou-se passando a mão na cabeça de forma apavorada, ele se aproximou de sua mãe e passou a mão em seu rosto, tentando confirmar, era sua mae, ele podia ver e sentir ela, sua mae estava ali, viva e bem, um pouco mais velha e ainda assim, linda como a primeira neve do inverno
- claro minha flor da geada, mamãe esta aqui, venha, vamos ver se esta com febre ainda - ela moveu sua mão para a testa do rapaz vendo sua temperatura - ainda com um pouco de febre, mas nao e preocupante, voce vai ficar bem melhor, precisa apenas descansar um pouco
-febre ? - ele perguntou ainda a encarando com seus olhos cheios de lágrimas
- uma pneumonia se estalou por Possgrover, você e sua irmã pegaram, passara um mês com febre alta delirando sobre sereias e lobos gigantes e leões alados, mais Kalista fez um remédio para vocês, Ikaros ainda esta de cama, mais meu pequeno lobinho esta acordado, um pouco desorientado mais bem, foi um sonho difícil nao foi meu amor, um pesadelo, voce parecia tão angustiado, deve ter sofrido tanto
ela sorriu passando a mao no rosto do mais jovem de forma carinhosa
- você estava morta - ele gritou afastando a mão da mae de seu rosto e segurando a cabeça e respirando fundo tentando da passos para tras, Kalona puxava seus cabelos tentando acordar mais nada adiantava, quanto mais tentava lembrar da morte de sua mãe, mais distante a imagem parecia, sua mente estava ficando nublada... como ela havia morrido? uando? sera que foi apenas um acidente ou realmete morte? o que estava acontecendo? sua mente estava ficando confusa
- tem algo de errado comigo, minha cabeça doi - ele se curvou para
- filho, meu amor, venha, vamos comer algo, vai se sentir melhor, mamãe fez bolinhos da lua para vocês, e o seu favorito vem - ela sorriu puxando a mão de Kalona que nada fez para a impedir, apenas seguiu junto a mãe, a cada passo, sua mente ficava ainda mais enevoada
Ao descer as escadas Kalona e sua mãe foram direto para a cozinha onde Kalista cozinhava mais bolinhos, ao olhar seu neto, seus olhos se encheram de alegria, seus longos cabelos em uma longa trança acertaram o rosto do rapaz quando a velha senhora o agarrou e abraçou o jovem, ela lhe beijou o rosto e lhe deu um grande tapa
- sabe o surto que você nos deu Kalona? sabe quantas noites em claro eu e sua mãe passamos cuidando de você e de Ikaros ? porque você foi nadar no meio de pior nevasca do ano e durante uma epidemia na cidade rapaz, não dorme a uma semana, ikaros nem sabe nadar, vocês poderiam ter morrido, eu deveria ter te deixado de castigo sinceramente, e logo nessa época do ano, a sua sorte, e que sua mae e muito paciente e seu pai negligente
- onde esta Ikaros? - ele tentou sorri, sua avó estava ali, calista estava a sua frente... mas ao piscar os olhos, durante alguns segundos, a imagem da mulher com um buraco no peito, surgiu em sua mente, mas rapidamente mudou dando espaço para a boa senhora, a mulher que ele conheceu a vida toda... nao, nao foi a vida toda... ou tera sido ? o que estava acontecendo com sua mente? tera sido a febre ?
se sentindo tonto e meio perdido, porem nao querendo demonstrar, Kalona sorriu com bondade, ele precisava achar a irmã para conseguirem sair dali, isso se aquela for sua irmã verdadeira, se não ele estaria perdido e sozinho, em um sonho vivo, uma tortura que a cada segundo ele desistia mais e mais de fugir, se fosse um sonho, ele gostaria de ficar nele pelo resto de sua vida.
o rapaz estava perdido em pensamentos quando passos fora ouvido e Kalona se virou esperando ver ikaros, mas acabou por ver seu pai Haldis que descia as escadas lenta e preguiçosamente, um lado da cabeça raspada, com uma grande cicatriz.. cicatriz, ele não tinha cicatriz... ou tinha? que cicatriz era aquela, ele nao tinha, ele nao tinha cicatris, seu rosto bronzeado era perfeito... ou... mas como um passe de magica Kalona lembrou, a dois ano seu pai lutara na fronteira de Possgrover e se feriu gravemente, mais isso não tirou seu bom humor ou charme, seus cabelos vermelhos brilhantes a luz do sol, jogado para o outro lado, cortado de qualquer forma, mais que não tirava seu charme, seu rosto era levemente quadrado com o queixo forte e uma barba rala, um sorriso de quem apronta todos os dias e um cigarro ao lado da boca e os olhos mais verdes que a mata la fora. ikaros era muito parecida com ele, tinham o mesmo cabelo cor de maçã do amor, um vermelho sangue com as pontas mais puxados para o vermelho alaranjado, tinham a pele dourada como mel e um sorriso largo e brincalhão, um sorriso que todos que viam sabiam que eles iam aprontar, sabiam que nada ue prestava ia sair dali. fazer o que, ikaros puxou mais do que a aparência dele, o ar brincalhão e a língua acida também
Kalona não lembrava tão bem de seu pai, com tanta riqueza de detalhes assim, ele sempre fora mais próximo de sua mãe, mais ao ver o homem alto e forte descer as escadas e sorrir para ele, seu coração parou, aqueles olhos eram de seu pai não havia pintura ou lembrança que representasse aqueles olhos com toda a malícia evidente, nem em seus sonhos ele a via e era uma das coisas que mais sentia falta do pai os grandes olhos verdes calorosos e brincalhões
- Ikaros não quer mais ficar deitada, diz que não esta mais doente então não precisa ficar de cama, fora que.. - Haldis gritou quando uma Ikaros saltou do topo das escadas para as suas costas de surpresa o derrubando no chão, ela riu em cima do pai e olhou Kalona com um sorriso no rosto
- bom dia meu irmão - ela sorriu ainda sobre as costas do pai - scutum?
- gladius - ele disse aliviado
- o que voces disseram ? - kalista perguntou pondo o avental sobre a mesa.
- bom dia na lingua de magmetron - kalona sorriu e se sentou em uma cadeira pondo um dos bolinhos da lua na boca de forma tranquila
- de onde você veio garota - hadis tentou se erguer mais o peso de ikaros nao deixou - ja ouviu falar em regime querida? esta ficando gordinha, seu marido não vai gostar
- meu pai, não me faça explicar todos os fatos de meu nascimento, não e algo agradável de se ouvir da filha, e creio que comer bolinhos de Lothos e melhor do que eu lhe explicar que o senhor fez pra mim esta aqui - a menina riu dando pulinhos nas costas do pai - e se me chamar de gosda de nov, ponho fogo na sua cama.
- ikaros, nao se fala esse tipo de coisa para o pai, cade o respeito ? - sua mae gritou a olhando de forma furiosa - vão dizer que nao lhe damos educação
- papai, mamae esta sendo malvada comigo de novo - ele disse choramingando - eu ainda to doentinha
- meu amor, nao brigue assim com nossa filha, ela e apenas um serzinho inocente, pura como as flores do verão - hadis disse sorrindo e apoiando o rosto na mão enquanto ikaros pulava em suas costas
- você mima de mais essa menina, dessa forma ela nao trara nada de bom para a família
- isso magoou mamãe, doeu de verdade - ikaros encarou Qetsiya com olhos magoados - e e por isso que papai sempre fica ao meu lado, voce simplesmente nao me suporta
- ikaros... - Qetsiya começou mas nao conseguiu terminar, ela apenas suspirou e foi para a pia lavar suas maos
kalona lembrava-se que ambas sempre estavam discutindo, elas sempre discutiam, era dificil rever cenas assim
- ei, nao fica assim, vamos comer varios doces escondidos depois, comprei uma cesta inteira para ti - hadis disse sorrindo
- mamae vai brigar - ela suspirou
- nao vou deixar, nao se preocupe meu bem, vamos nos divertir bastate mais tarde
Kalona ficou olhando Ikaros sem piscar, a garota parecia feliz de uma forma que ele não via dez de sua infância antes de... o que havia acontecido em sua infância mesmo? a lembrança parecia ter escorrido de sua mente como água em seus dedos, mas ao ver sua irmã sorri, ele também o fez, Ikaros estava linda, pele bronzeada e cabelos que batiam no meio de suas costas cacheados e volumosos, bem selvagens, sorriso inocente e nem um sinal de tristeza, ali a menina era uma criança de novo brincando com o pai que tanto amava. uma criança de 17 anos, quase 18 na verdade, o aniversario dela estava chegando.
- vovo, pode da bolinhos de lothos pra mim? to com fome
- sinto te decepcionar minha flor, mas fiz bolinhos da lua e não de lothus - disse Kalinata ainda abraçando Kalona pelas costas - hoje e o dia de seu irmão
- favoritismo por ele ser homem isso sim - a garota se levantou e ajudou o pai, ele bagunçou seus cabelos e a levou ate a mesa da cozinha se sentando ao lado da jovem, momento algum ele a soltou, ficou acariciando os cabelos da garota
- querido, já que todos estão em casa, não acha que temos uma conversa seria para termos... com toda a família ? - Qetsiya, mãe de kalona disse olhando Haldis de forma seria
- kalona acabou de acordar, Ikaros ainda esta febril, não devíamos esperar? ela ainda tem tem algumas semanas e ele também esta com febre, precisa descansar, o aniversario deles não chegou ainda.
- mais ele não - a mãe argumentou e suspirou se sentando e servindo bolinhos da lua para o filho - vamos conversar agora
- minhas palavras nao servem para nada contra a tua nao e kalista ?
- alguma coisa você aprendeu nesses anos, finalmente - kalista debochou
- o que esta acontecendo ? - Ikaros perguntou, vovó ofereceu bolinhos para ela mesmo sabendo que ela odiava bolinhos da lua, achava o sabor abusivo de mais
- bem minha filha, ao chegar em uma certa idade, aqui em Possgrover, o homem e a mulher precisa encontrar um parceiro para... bem para se juntar - Qetsiya tentava explicar - como eu e o seu pai, sua avó e seu avô
- Ikaros e kalona, vocês vão casar em breve, alguns dias na verdade - o pai falou de uma vez e cruzou os braços se jogando contra o encosto da cadeira bufando, ele ignorou o olhar severo de sua mulher, parecia detestar tanto a ideia quanto os irmãos que agora olhavam a mãe. ele pegou a mão de ikaros e suspirou
- perdão, acho que ainda estou delirando, vocês falaram casar ? acho que não, porque meus pais nunca seguiriam uma regra i****a como essa - Ikaros gritou e bateu a mão na mesa - eu não vou casar com alguém que eu não conheço, não vou entrar nesse padrão i****a feito para dominar e inferiorizar as mulheres as rebaixando.
- Não levante a voz pra mim mocinha - Qetsiya se levantou furiosa olhando Ikaros - você vai casar sim, e a lei, toda mulher de 18 e homem de 21 anos deve casar, seu irmão não ta brigando, aja como ele, cresça ikaros.
- meu irmão ainda esta assimilando tudo, deixa ele processar, duvido ele querer casar com umazinha que ele não conhece, Kalona gosta e de..
- não se atreva, sabe que e proibido, e traição de gênero, quer que seu irmão morra? quer que nossa família seja linchada e destruída pelo seu egoísmo ?
- eu quero que a gente tenha direito de amar, você ama papai, porque eu e ele temos que seguir uma lei antiquada como essa ?
- nos não temos escolha, sabe que não temos - a mãe se sentou suspirando - você já esta noiva desde dos dos seus dois anos de idade, o rei ja aprovou, nao se pode fazer nada...
- shiii, sabe que ela não pode saber o nome do noivo ate o casamento ser firmado diante do rei - Kalista disse - Ikaros, estamos te preparando para isso a nos, perdão pequena, mais os casamentos são arranjados, e a lei
- Acaz que vá para o mais profundo e escura parte do inferno entalado com essa lei desgraçada e injusta - Ikaros gritou de uma vez só
- respeite seu avo mocinha - Kalista gritou
- ele nao e meu avô, ele e apenas alguem com quem voce trocou o vovo
- Ikaros - a mãe gritou olhando furiosa para a filha - não vai falar nada Haldis?
-se eu falar, vou dormir na na varando pelo resto da vida, então me deixe calado, sabe o que acho dessa lei
- isso e uma idiotice, brancos só podem casar com brancos e negros com negros para manter a pureza de cada raça - Ikaros disse de firma desdenhosa - somos mantidos castrados, acorrentados por leis que só nos reprimem e puxam para o buraco
- essa e minha filha - Haldis disse sorrindo
- Ikaros, o mundo precisa de regras e temos que seguir elas
- regras sao mudadas o tempo todo, antigamente os negros eram nossos escravos, eram considerados menos que nada, seres inferiores, e agora o nosso rei e um homem negro
- isso nao vem ao caso - kalista bufou
- vem sim, a duzentos anos, uma viuva branca se casar com um homem n***o era um ato abominavel, agora olha ai, a lei foi mudada para voce e o rei se casarem, com a promessa de nao terem filhos e claro,
- onde voce quer chegar ikaros ? - Qetsiya perguntou irritada
- as leis mudaram, então essa pode mudar tambem - ela disse quase suplicante - mamae, vovó, eu nao uero, nao me obriguem a entregar minha vida e juventude e um homem que eu nao amo, a uma pessoa que eu nao conheço
- lei e lei ikaros - Qetsiya suspirou cansada
- voce e papai ao seguiram a lei, se casaram ja se conhecendo, e estavam apaixonados, voce abandonou seu noivo para poder ficar com ele, e vive uma vida linda, vocês sao o motivo para mim acreditar no amor - os olhos de ikaros se encheram de lagrimas enquanto olhava sua mae - nao me obrigue a uma vida sem amor, nao obrigue a nos dois vivermos uma vida de infelicidade
- eu e seu avô nao nos conhecíamos, e nos casamos, como a lei ordena, e entao sua mae nasceu e..
- e agora voce e casada com o homem que amava antes, voce viveu uma vida infeliz e sem amor ate que o vovo morreu e voce casou com o acaz, voces casaram com quem amavam e ainda assim estao tentando condenar a mim e a kalona a uma vida sem amor
- haldis, fale algo - Qetsiya implorou ao marido
- ja disse que nao posso, eu concordo com ela, fui criado com os mesmos valores com ao ual eu os criei, se kalona ama um homem, tudo bem, amor e amor, se ikaros quer se apaixonar antes de se casar, para mim esta perfeito, quero apenas ue meus filhos sejam felizes - haldis tinha uma expressão cansada de quem ja havia tido essa conversa diversas vezes antes
- enquanto voce for minha filha, vai fazer o que mando, e so vai parar quando se casar e nao for mais minha responsabilidade - Qetsiya gritou, estava furiosa
- esta basicamente me expulsando de casa então - ela deu de ombros e passou a mao na cabeça - eu devia ir morar com os pais do papai, talvez eles me deixem viver minha vida em paz
- haldi fale algo - kalista gritou furioso
- agora tenho o direito da palavra ? - ele sorriu e olhou ikaros - minha filha, nao grite com a sua avó, mas se insistir muito, irei pessoalmente te levar para conhecer meus pais
- imprestável - kalista rosnou - e é por issas e outras que temos regras
- você nao fala nada meu filho ? - Qetsiya perguntou a kalona
- parece que nao tenho direito a palavra, então nao adiando insistir
- pelo menos alguem entende seu lugar nesse mundo - ele disse suspirando - a outra ainda precisa aprender
- vem kalona, vamos sair daqui - Ikaros pegou a mão do irmão e saiu de casa correndo o puxando enquanto sua mãe gritava pela janela, injurias que fariam vovó sentir vergonha - eu nao vou casar
a garota gritou enquanto corria puxando o braço de seu irmão, só parou de correr quando chegou perto de um lago bem longe das casas, onde ninguém poderia os ouvir ou vigiar, ela apoiou-se nas pernas respirando fundo e recuperando o folego, era a primeira vez que kalona a via tão exasperada assim, ele se aproximou estendendo a mão para tocar seu ombro mas ikaros o parou com um movimento de seu braço, enquanto respirava fundo recuperando o folego, ele se afastou-se um pouco esperando.
- por favo, por favor me diz que e você? diz que e meu bruxinho favorito, o i****a do meu irmao que tem síndrome do heroi - ela olhou kalona implorando, o rapaz sorriu aliviado e a abraçou, era sua irmã, não algo produzido por essa prisão, era Ikaros a magista do fogo com alma tão feroz que um leão e a lingua afiada como a de uma raposa
- eu realmente achei que você fosse como eles, estava tão empenhada em seu papel, e com cabelos curtos, graças as estrelas e você mesmo - o rapaz disse abraçando a irmã mais forte e beijando o topo de sua cabeça - graças aos deuses, nunca fiquei tão feliz em te ver
- descobriu uma forma de sair daqui ? - ela perguntou com a voz falha, ele sabia que aquilo era uma tortura para ela também, Ikaros não conhecera os pais como kalona, não passou tanto tempo com eles quando ele, nao tinha tantas lembranças, e poder ficar ali, com eles vvos e bem, em um mundo sem magia, era tanto um presente quanto uma tortura, ela estava percebendo o que perdeu todos esses anos, uma vida normal e cheia de... bem, com a familia
- não, nem sei como paramos aqui, qual e a ultima coisa que você se lembra - ele perguntou
- você foi ao meu quarto e a gente conversou e dormimos, mais as lembranças estão confusas em minha mente, estou esquecendo de tudo... muita coisa nao faz sentido, e a outras que sei que não são reais mais que... parecem tão familiar... também lembro de olhar pra uma.. panela grande ? bacia ? cuia tamanho família ? nao sei, minha mente esta enevoada, e eu sinto minhas memorias mudando, eu sei que esta la, então somem e reaparecem diferente, sei disso, sei que estão diferente, sinto... deuses, faz isso parar, nao aguento, faz parar
- também estou com isso, temos que ser rápidos, estamos nos perdendo - kalona tentou usar seus poderes mais não conseguiu, mais ele teve poderes... algum dia? as memorias de suas supostas habilidades estavam evaporando - consegue usar magia? eu nao consigo... sei que ja consegui, mas deuse
- que magia? irmão.. eu .. nunca tivemos magia.. ou tivemos - Ikaros pós a mão na cabeça e se jogou no chão em pânico, a menina pegou uma pedra e começou a riscar no chão as coisas que se lembrava - não posso esquece eles... igne... igne... não lembro o nome, eram dois, uma raposa e um leão... como eles eram... kalona eu não lembro, não lembro deles... mas lembro de gab, lembro de gab em minha infancia
- as memorias de nossa infancia não estão mudando, apenas as de... todos apartir da morte de nossos pais, saoas unicas que estao mudando, por isso voce ainda lembra de gab e nao lembra do... , o nome dele me lembra fogo
- fogo... ignell... e o igneelll, eu estou esquecendo ele, mas nao posso, nao devia esta o esquecendo assim, nao ele e nem o tartys, nao posso os esquecer - ela apertou as laterais de sua cabeça e olhou kalona - sentiu isso? tem algo em mim, senti algo se mover dentro de mim
a menina passou a mao no pescoço, tateando com as pontas dos dedos ate que gritou de horror
- o que sentiu - kalona puxou os cabelos da menina para o lado e olhou o local em que estava sua mao, havia um pequeno calombo, e quato ele tocou, a coisa se moveu
- tira isso, tira de mim - ela gritou desesperada
- olha em mim tambem - ele se virou e se abaixou nervoso e aflito pela expectativa
- sim, vou tantar tirar com uma faca
- voce nao vai meter uma faca no meu pescoço - ele se afastou rapido - tem nem perido
- e melhor eu com uma faca do que voce - ela disse pegando uma pequena lamina de seu decote, kalona a olhou horrorizado - o que ? a primeira coisa que fiz quando acordei foi pegar uma faca, voce nao ?
- nao... so toma cuidado, gosto de mover meus braços e pernas
kalona se ajoelhou e puxou seus cabelos para frente. cuidadosamente ela pegou a lamina e fez uma pequena incisao no pescoço de kalona e usando os dedos a abriu. mesmo sentindo muita dor, o rapaz nao se moveu
- acho? pode ser rapida? esta doendo
- eu sinto ele, mas nao o vejo ou consigo pegar, e como se fosse um fantasmas nao sei... - ela se calou e pensou um pouco - m***a, esse nao e o nosso corpo verdadeiro
- e a projeção do nosso corpo de nossa mente, então...
- a criatura nao esta aqui de verdade, nao da pra fazer nada para mudar isso, ele esta la fora e a gente aqui dentro
- pois e, estamos muito fodidos, muito mesmo, completamente ferrados - o rapaz passou a mao no pescoço e suspirou - so podemos esperar
- nao, eu quero sair daqui agora, me tira daqui, me tira desse inferno - ikaros começou a gritar desesperadamente, sem saber o que fazer - ele vai vim me salvar nao vai? ele prometeu que me salvaria, que me levaria se eu pedisse
- sim, vamos ser salvos, eu sei disso, ficaremos bem minha irma
- odeio esse lugar, odeio com todas as minhas forças, e eu sei, sei que se ficar mas um pouco aqui, nao vou querer sair
- eu sei, vamos da um jeito, iremos fugir desse lugar, juntos ok, iremos embora e vamos superar isso, juntos
kalona abraçou Ikaros forte enquanto as lágrimas da irmã molhava sua camisa branca, ele também não lembrava...não conseguia lembrar do que devia lembrar, era alguém importante de verdade