Chapter 3 - The Academy

2579 Palavras
KAI ABRIU UM PORTAL USANDO PALAVRAS QUE RAVEN NÃO ENTENDEU E QUANDO ELES PULARAM, e quando seus pés atingiram o solo, ela se viu em um lugar rodeado por árvores e lagos. Ela conhecia aquele lugar. – Central Park? Esse é o lugar seguro que você falou? – ela desdenhou, olhando em volta – Por que não solta fogos de artifício e coloca uma placa bem aqui dizendo: localização da Raven? – Relaxa, cabeça de fogo. – ele a provocou, virando de costas para ela e de frente para um enorme carvalho. – Não me chama assim! – ela chiou, indignada. Ouviu isso tantas vezes enquanto crescia que ficava ouriçada apenas de ouvir. – Foi m*l. – ele ergueu as mãos no ar, na frente do carvalho e falou em um tom alto e claro: – Lux Ordo ad te revelare. Por alguns instantes, nada aconteceu, mas logo em seguida, o carvalho começou a tremer e então se partiu em dois carvalhos, se afastando cada vez mais e entre eles, fora revelado um palacete antigo e branco que se estendia até onde a vista alcançava. Os carvalhos seguiram se afastando até as extremidades do parque, marcando o território do esconderijo. – c*****o, isso é demais! – ela exclamou, extasiada com a visão que teve. Kai riu da expressão dela. – Você tem uma boca bem suja, não tem? – ele parou na frente dela, com aquele sorriso pretencioso. – Tenho, por quê? Tá r**m pra você? – ela o desafiou – Porque se estiver eu continuo. – Eu não tenho nenhum problema com isso. Mas talvez seja melhor você segurar um pouco os xingamentos na frente da Feiticeira Celestial. – ele advertiu e Raven franziu o cenho. – Quem é essa? – ela quis saber, curiosa. – É algo difícil de explicar, mas pense na Celestial como uma rainha. – ele explicou e Raven sabia que isso não ia dar certo – Os Celestiais são seres de um poder imensurável. Ela conhece todos os feitiços, todas as técnicas, tudo. Ela é muito sábia e poderosa. Todos a respeitam muito. – Por que ela é uma rainha? – Raven fez careta. – Porque ela é uma de nós.. – ele afirmou e Raven desfez a careta, aceitando. – Tá, eu vou tentar ser respeitosa, mas ela também precisa me tratar com respeito. – Raven disse suas condições e Kai sorriu, parando ao seu lado. – Está pronta? – ele perguntou e Raven assentiu, tremendo dos pés à cabeça. Eles andaram até à porta de entrada e ele a abriu. Raven adentrou aquele lugar incrível e sua mandíbula despencou no chão quando ela viu o interior do palacete. – Bem vinda à academia de Nova York, Raven. Adultos e adolescentes vestidos em cinco cores, livros voando por aí, alunos testando feitiços, belíssimas esculturas em todo lugar. Ela sentiu como se estivesse em Hogwarts. – Kai voltou! – um homem que estava na porta de entrada gritou e correu para o grande salão. – Você por acaso é algum figurão aqui? – Raven perguntou com uma expressão engraçada enquanto os dois atravessavam os corredores. – Todos da Ordem da Luz são uma espécie de lenda, mas eu tenho certeza de que eles estão olhando pra você. – Kai apontou para as pessoas e Raven prestou atenção. Eles olhavam para ela curiosos e alguns com medo. – Eles sabem quem eu sou? – Mandei Ben e Killian avisarem da sua chegada. – Kai contou e ela o encarou, cruzando os braços – Eu sabia que ia convencê-la a vir. Ela revirou os olhos sorrindo e eles chegaram no grande salão, onde um homem mais velho, grisalho e vestindo um terno preto com uma gravata branca, acompanhado por uma mulher de longos cabelos pretos que vestia um vestido cinza de meia manga e um decote comportado. Ambos tinham os mesmos olhos azuis. Cornelius Redsteel  – Bem-vindo de volta, Kai. – o homem cumprimentou o guia de Raven, que colocou os braços para trás e assentiu com a cabeça – Seja bem-vinda, srta. Maxim. – Richards. – Raven rapidamente corrigiu e o homem ergueu as sobrancelhas, confuso. – Como? – Maxim é o nome do homem que me fez. Richards é o nome do homem que me deu a vida. – Raven ergueu a cabeça para falar sobre seu pai – Eu vou ser chamada pelo nome dele. Kai sorriu com o posicionamento dela e percebeu que a mulher e o homem ficaram levemente desconfortáveis, mas concordaram. – Como quiser. Seja bem-vinda, o meu nome é Cornelius Redsteel e esta é minha irmã, Ilyana Moonglider. – o homem os apresentou e Raven olhou de canto para Kai ao perceber que eles tinham o mesmo sotaque que ele e eram o pai e a tia do garoto. Ilyana Moonglider  – Somos dois dos cinco líderes da Ordem da Luz. – Ilyana contou com um leve sorriso no rosto – Nós vamos lhe mostrar a academia. Kai, assumimos daqui. – Com todo o respeito, tia, eu vou ficar. Até que Raven decida que eu devo sair, eu ficarei ao lado dela. – Raven sorriu e olhou para a tia de Kai. – Ele pode ficar. – Raven concordou e eles começaram a caminhar em volta do grande salão – Então, o que é esse lugar? – Uma instituição de refúgio e aprendizado. – Cornelius revelou, apontando para alguns adolescentes vestidos de azul, praticando magias com água – Aqui, ensinamos nossos jovens a usar magia. – Então, é como uma Hogwarts? – Raven brincou baixinho, fazendo Kai rir. – Nossos jovens Feiticeiros começam a mostrar seus poderes normalmente aos 14 anos, que é quando eles ingressam na academia como Aprendizes. – Ilyana explicou enquanto eles andavam pelos corredores da academia – Eles estudam por seis meses pra aprender a controlar seus poderes até estarem prontos para o segundo estágio: Magos. Um ano inteiro de estudo, onde os jovens aprendem alguns feitiços simples para estimularem seus poderes e descobrirem seus elementos e é aí que vamos para o último estágio do treinamento: Mago Primário, que dura por três anos, os mais longos anos da vida de um Feiticeiro, e quando esse período acaba, está finalmente pronto pra ingressar na sociedade mágica como um Feiticeiro completo e formado. – Os Feiticeiros das Trevas não vão nos seguir aqui? – ela quis saber. – Todas as academias ao redor do mundo são protegidas por magia Celestial. Eles provavelmente já sabem que você está aqui, mas não podem entrar nem invadir. – Cornelius explicou. – Te disse que estaria segurando aqui. – Kai sussurrou no ouvido dela e Raven lhe deu uma cotovelada. – Precisamente, srta. Richards. Não há lugar mais seguro que uma academia. Como eu dizia, você vai precisar estudar também, senhorita. – Ilyana contemplou – Mas sinto informá-la que deverá começar como todos os jovens: como Aprendiz. Raven ergueu as sobrancelhas, indignada. – Você tá querendo me dizer que eu vou ter que estudar mais quatro anos? – ela indagou, olhando para Kai, pedindo por ajuda – Você não me chamou diversas vezes de Maga Primária do Fogo? – Sim, você é uma Maga Primária. – Kai protestou em nome de Raven – Pai, o senhor não tem ideia do que ela é capaz. – Eu gostaria de saber. Se importa se a testarmos? – Cornelius olhou para Raven que assentiu relutante – Ótimo. Vamos em frente. – Tem certeza de que ela é Maga Primária do Fogo, Kai? – Ilyana perguntou e Raven sentiu um pouco de veneno no tom dela, e não gostou. – Absoluta. Ela realizou feitiços como o reparo. Eu e meus colegas ainda nem começamos a aprender sobre esse. – Kai começou a contar os feitos de Raven – Ela realizou o feitiço de transporte de objeto após uma demonstração. Eu levei meses para performar esse feitiço. E lá no museu, ela nos salvou com alguma magia do Fogo. Era tão única que eu nunca ouvi falar. – Hmm... – Cornelius apertou os olhos e olhou para Raven, pensativo – Está certo, ela irá estudar como Maga Primaria, mas, estará em desvantagem em r*****o aos seus colegas, portanto, será designado a você um Bruxo particular para reforçar suas lições diárias. – Um Bruxo? – Raven perguntou. Estava começando a se sentir um zero à esquerda no meio daquelas pessoas. – Um Feiticeiro que estudou mais para poder lecionar. Pense em um Bruxo apenas como um professor. – Kai murmurou e ela entendeu. Enquanto caminhavam pelo primeiro andar, Raven olhava em volta curiosa com a academia. Ela olhou para as sacadas do andar acima e observou cada detalhe, até fixar seus olhos em uma garota de cabelos longos e pretos com um arco e flecha apontados diretamente para ela. Raven parou de caminhar imediatamente e encarou a garota, a desafiando. Os Redsteel e Ilyana viram que ela parou de andar e olharam para ela, em seguida para a garota, que disparou a flecha. Raven estava pronta. Enquanto o objeto se aproximava com velocidade ela erguia a mão e esperava pelo momento certo para que pudesse dizer: – Gesturum! – ela falou em voz alta e a flecha desapareceu. Cornelius e Ilyana franziram o cenho quando ela ergueu a mão de novo para entoar outro feitiço – Gesturum persona! E então, Raven desapareceu também, deixando todos boquiabertos. – Você não disse que ela conhecia esse. – Cornelius questionou seu filho. – Eu nem sabia! – Kai exclamou, observando que a flecha reapareceu atrás da arqueira que a derrubou com um t**a e o virar-se novamente, encontrou Raven parada na frente dela. A garota sorriu e largou seu arco no chão, erguendo as mãos. – Aeris impetum. – a garota falou e seus olhos brilharam na cor cinza, assim como raios de energia começaram a ser lançados das mãos dela. Raven desviou da maioria, mas viu que a garota ia continuar atacando. Ela tentou pensar em alguma magia que conhecia, mas nada lhe vinha na cabeça além do feitiço que ela usou no museu, até que... Ela ficou de joelhos e na mão ergueu dois dedos e o indicador, apontando para a garota. – Exupero! – ao entoar aquela palavra, uma força invisível agarrou a garota e a ergueu no ar sem poder controlar seu corpo – Gesturum persona. As duas evaporaram e reapareceram na frente de Kai, Cornelius e Ilyana. – Será que dá pra vocês mandarem essa Neandertal me soltar? – a garota falou, olhando para os três e Raven olhou para eles indignada. – Ela era a m***a do teste?! – Raven perguntou, irritada. – Inrita. – uma voz feminina falou atrás dela e imediatamente a garota pousou no chão, livre de Raven. Ela se ergueu e olhou torto para a ruiva, andando até Ilyana, que foi quando Raven notou a semelhança entre as duas. Eram mãe e filha. Mas, algo chamou a atenção dela. Raven virou-se em direção da voz que cancelou sua magia e se encantou com o que viu. Uma mulher na faixa dos 40 anos, de cabelos tão loiros que quase eram brancos. Seus olhos eram tão azuis quanto o céu de verão e ela usava um vestido longo e branco. Parecia que uma luz emanava dela. A Feiticeira Celestial  – Você deve ser a Celestial. – Raven comentou, se aproximando da mulher, que sorriu cordialmente para ela. – E você deve ser a Raven. É um prazer conhecê-la. – a Celestial a cumprimentou – Vejo que já conheceu Diamond. – Quem? – Raven olhou para trás e viu que a garota que a atacou a olhava f**o. Diamond Moonglider  – Eu sou Diamond Moonglider. – ela falou, cruzando os braços – Agora que o teste acabou, vou voltar pras minhas tarefas. A garota virou às costas e saiu. – Raven, será que posso conversar em particular com você? – a Celestial perguntou e Raven assentiu. As duas se afastaram dos três membros da Ordem da Luz e seguiram conversando. – Posso perguntar uma coisa? – Raven olhou para o rosto da Feiticeira Celestial, observando cada traço seu, impressionada com sua beleza – Que feitiço foi aquele? – Inrita. – a Celestial explicou com um sorriso orgulhoso no rosto – Neutraliza temporariamente os poderes dos Feiticeiros que eu quiser. – Legal! Em que parte do treinamento aprendemos isso? – Raven perguntou, animadíssima com a ideia de aprender um feitiço tão legal, mas a Celestial cortou sua onda. – Esse feitiço só pode ser usado pela Feiticeira Celestial. – ela disse, e Raven murchou – Escute, Raven, a razão para qual a chamei aqui para que entenda a gravidade da nossa situação. Ela parou para ouvir bem a Celestial. – A Grande Sombra é um Feiticeiro das Trevas cujo poder se iguala ao meu. – ela contou e a atmosfera ao lado delas ficou fria e sombria – Magia das Trevas é uma magia banida. Ela entra no seu coração e corrompe a sua alma. Jamais deve ser praticada. No entanto, ele não é um praticante. Sebastian Maxim nasceu com poderes das Trevas. Raven franziu o cenho, confusa. – Como assim? – ela não entendeu. – Cada Feiticeiro nasce com um dos cinco poderes dentro de si. – a Celestial ergueu uma mão aberta – Fogo, Água, Terra, Ar e Luz. E a Grande Sombra nasceu com poderes das Trevas, o que o torna incrivelmente poderoso e isso pode explicar o porquê você é incrivelmente poderosa. – Pra ser honesta com você, na maioria das vezes eu nem sei o que estou fazendo. É como se algo dentro de mim estivesse me guiando. – Raven confessou e então franziu o cenho, pensando em algo – Você não acha que isso que me guia pode ser as Trevas, acha? A Celestial fez um olhar incerto, deixando aquilo aberto a debates. – Tudo o que sei é que você faz coisas em uma facilidade extrema. – a Celestial revelou com um tom de preocupação e também de admiração – Você faz alguma ideia de que feitiço foi aquele no museu? Raven deu de ombros. Sabia tanto sobre aquele feitiço quanto sobre os outros. – Nem eu. – a Celestial revelou, com um olhar de impressionada – Esse feitiço não existe. – Como assim? Isso quer dizer o quê? Que ele é falso? – Raven perguntou, preocupada. A Celestial sorriu. – Quer dizer que você o inventou, Raven. – ela sorriu e Raven ergueu as sobrancelhas – Não quero que se preocupe com o que pode ou não poder, até porque, não sabemos a extensão dos seus poderes ou como eles foram afetados pelas Trevas de Sebastian. Quero que se concentre em aprender o máximo que puder, pois acredite, Raven: conhecimento é poder. Raven sorriu, se sentindo encorajada pelas palavras da Celestial. – Valeu pela força, Celestial. – ela se sentiu tão estranha falando isso – A propósito, qual é o seu nome? A Celestial pareceu confusa. – Como? – Seu nome. O nome o qual você nasceu. – Raven perguntou e ela ficou pensativa, como se tivesse esquecido – Ou vai me dizer que seu nome é Feiticeira e seu sobrenome é Celestial? A mulher parou por uns segundos, tentando decidir se dizia ou não seu nome. Já fazia anos que ninguém a chamava assim. Mas então, ela sentiu que seria bom ouvir alguém a chamando pelo nome uma vez ou outra. Abriu a boca e disse: – Celeste.
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