A lua de mel parte 1

1710 Palavras
Sofia -Drog@, drog@, Merd* Merd*! O que foi aquilo?-respira Sofia, respira, disse a mim mesmo enquanto andava de um lado para o outro naquele banheiro do quarto do hotel. Mirei no espelho percebi que as minhas bochechas estavam vermelho, respiração estava curta, acho que eu estava tendo um ataque de pânico. -Eu não que tive o meu primeiro beijo dessa forma, não tô dizendo que foi r**m, mas não posso sentir nada por ele, tenho que manter distância até o final do contrato.- disse em voz alta olhando o meu reflexo abatido no espelho. Não posso deixar que ele tenha esse gostinho. Mas eu também não posso mentir para mim mesma eu senti uma coisa diferente, todos esses anos trabalhando, enfrentando todos os perrengues que ninguém com a minha idade jamais passou , nunca tive tempo para pensar em romance, a última pessoa que eu me interessei, acabou namorando a minha amiga Isabela ,ela não sabia de nada ele também não sabia que eu sentia. E depois daí eu simplesmente esqueci que eu não servia apenas para trabalhar. Acabamos de sair da cerimônia, eu não sei como vai ser essa noite, ele pode tentar me seduzir, e me levar para cama. O pior, é que ele pode conseguir, ele é tão sexy, tão bonito, e eu… nunca beijei antes… Eu não sabia que poderia ser assim, caramba, caramba, a minha boca não serve só para comer… Respira… respira… está tudo sob controle. É só não ficar muito tempo sozinha com ele. Não vou pensar em nada disso. Ajeitei a minha maquiagem e o meu cabelo e sai do banheiro. -Ai. Dei de cara com o peitoral enorme do meu agora marido. Que estava coberto apenas por uma regata, e uma corrente de ouro. -Oi esposa, tudo bem? - respondeu Augusto me segurando para não cair para trás com o choque da batida. -Licença!- rosnei me desvencilhando dele, correndo em direção à porta do quarto. Sair e fui até o lobby do hotel, preciso ficar longe dele o mais rápido possível. No momento eu não confio nem nele muito menos em mim. Aqui existem muitos cassinos principalmente no hotel, mas eu não gosto de apostar, provavelmente por conta do trauma causado pelo meu pai. Passei uns 20 minutos sentado numa poltrona na entrada do hotel, pensando e me acalmando. Respirei fundo, e decidi que eu iria voltar para o quarto, e deixar bem claro para o Augusto que esse casamento aqui é apenas um contrato e nada mais. Não vou deixar que ele me hipnotize,eu sou forte, sei disso. Preciso arranjar uma forma de fazê-lo dormir em outra cama. Entrei naquele elevador determinada, a deixar bem claro para o meu marido de que não irá acontecer absolutamente nada nessa lua de mel. O elevador abriu e eu caminhei tranquilamente pelo corredor, passei o cartão na porta , entrei no quarto e fechei a porta. Respirei fundo mais uma vez, para ter mais coragem de falar tudo que eu preciso. -Augusto? -chamei -Augusto,onde você está?-será que ele me abandonou, bom eu sair do quarto primeiro então não seria tecnicamente abandono. Caminhando pelo quarto como era uma suíte incrivelmente gigantesca além da cozinha e da sala tem uma varanda linda e o closet enorme, continue procurando em todos os cantos mas ele não apareceu, tu já estava ficando muito brava, já estava até desesperada, como ele pode me abandonar em plena Lua de mel, não acredito que ele fez isso comigo deve estar atrás de alguma p*****a , só espera que ele não pense nisso digo que ele não pensa em me trair se não eu…. Continue caminhando pelo quarto e abrir a porta do banheiro, num impulso e… -Aaaaaah!-Gritei -Aaaaah - gritou Augusto completamente nu. -Quer me matar de susto Sofia? - Ai caramba , me desculpa, eu não sabia que estava pelado, digo aqui!- eu disse vidrada no m****o do meu marido. -Onde mais eu estaria? Você viu quando entrei.- ele respondeu secando o cabelo com uma toalha branca. -Você sempre seca o cabelo completo nu? -Eu perguntei tentando não parecer a virgem que nunca tinha visto assim tão de perto um homem completamente nú. -Sim, e se você pensa que eu vou me cobrir porque entrou no banheiro está completamente enganada. - ele sorriu se virando de frente e notei o “amigo dele” ficando mais rígido e ereto. -Ok, tudo bem, agora eu vou embora.- corri para fora do banheiro, completamente eufórica, e trêmula. Por essa eu realmente não estava esperando. Corri até o frigobar e bebi uma garrafinha inteira de vodca, eu não sou muito de beber, e a minha tolerância ao álcool não é muito alta. Mas eu estava precisando de um porre para me acalmar. *** Augusto Sai do banheiro, apenas de toalha e encontro a minha esposa jogada no sofá, dormindo profundamente. Me aproximei dela para levá-la até a cama, para ela poder descansar melhor, porque depois da nossa conversa no banheiro, ela com certeza ficou impressionada. Rsrsrs. Acabei percebendo que esse sono e cansaço repentino tinha um nome : vodca. Ela tá bêbada kkkk, e nem me para tomar um porre com ela. Peguei a minha esposa nos braços e levei até a cama. -Augusto- ela resmungou. - Oi Sofi, o que foi? -respondi achando ela muito fofa, com as suas bochechas rosadas. -Você me roubou! Me devolve!-Começou a ficar agressiva. -me devolve, não era seu, você não tinha o direito de roubá-lo de mim. - ela resmungava arrastado. - Não estou entendendo Sofia roubei o que de você?- perguntei passando a mão sobre o seu cabelo, a Sofia estava muito sonolenta, mas isso não impediu de acertar a minha cara com um soco tão forte que me fez cair da cama. -Você roubou o meu primeiro beijo! Seu idio*a ! -Tudo culpa sua! - ela caiu em um sono profundo novamente. Me levantei e fui tomar um pouco de whisky, que talvez assim, eu consigo suportar essa lua de mel sem trans*r Bebi umas duas doses de whisky, eu não entendo como uma mulher linda como a Sofia nunca tinha beijado antes, esse casamento está ficando cada vez mais interessante. “Toc , toc ,toc” Ouvi bater na porta, coloquei o roupão e foi abrir. -Pois não? -Gu! Oi delícia! Como está?- uma mulher alta, de cabelos negros e longos ,com s***s fartos, me deu um selinho e invadiu o quarto. Ela usava um vestido preto extremamente colado e curto, com um decote que deixava bem evidente os seus “atributos” -Quando eu soube que você estava aqui, fui correndo descobri qual era o seu quarto.-ela começou a falar, mas eu não fazia ideia de quem ela era, pelo menos eu não lembro de quem se trata. -Porque não me ligou? - ela perguntou , se servindo de whisky, e se sentando no sofá grande de couro preto. -Eu..é… -fiquei sem palavras, não sabia quem era essa mulher, é onde a gente se conhecia e, isso acontece com bastante sequência para falar a verdade. -Augusto? Quem tá aí? - a Sofia perguntou vindo em minha direção,também usando o roupão azul do hotel e ao perceber uma presença feminina, ela me beijou. Na verdade ela me agarrou, foi um beijo quente, e gostoso, bem diferente do beijo da cerimônia, foi um beijo urgente e possessivo. -Eu ainda estou aqui, sabia? - a mulher falou interrompendo o nosso beijo , se levantando e cruzando os braços. A Sofia encerrou o nosso beijo com uma mordida nos lábios e um sussurro no meu ouvido. “-Eu falei que iria te fazer pagar” -Ah, oi, desculpe querida!-Disse a Sofia, se posicionando na minha frente e se enrolando nos meus braços. -É que eu não consigo resistir ao meu maridinho… - ela debochou da mulher à nossa frente. -Me chamo Sofia, esposa do Augusto, e você é? -continuou. -Me chamo Angela, uma amiga antiga do seu marido. -aaah Angela peitões! Agora me lembro dela, verão passado, noite do cassino no iate club. -Angela, tudo bem? Como está? - estendi a mão mas a Sofia segurou a minha mão e a puxou de volta colocando em sua cintura. -Bem, obrigada Gu, não sabia que tinha se casado, já faz muito tempo? -Estamos em lua de mel! - A Sofia respondeu, antes mesmo de eu poder abrir a boca. -Espero não está interrompendo. -Na verdade está sim, e se não tem mais nada a dizer, eu posso te acompanhar até a saída. - Sofia falou como se não fosse grosseria., e apontou para a porta. -Claro, me desculpe, com licença! -Que isso fofa, relaxa, a senhora não fez nada de mais! Angela seguiu a Sofia, soltando fogo pelas ventas. Eu não sabia que a minha esposa era tão atrevida e ciumenta. Fui em direção ao quarto sentei na cama e esperei a Sofia. -Quem é essazinha ein? Porque ela veio aqui? De onde voces se conhecem? Ela é sua amante? - ela começou um interrogatório. -Isso não é da sua conta! - respondi calmamente, apenas porque sei que vai ficar irritada. Me levantei da cama e andei em direção ao frigobar na sala. E a Sofia me seguiu até lá -Como é que é? Não é da minha conta? Eu sou sua esposa, e mereço o devido respeito, Augusto! Pouco me importa com quem você dormiu antes da gente se casar, mas assinamos um contrato, não pode me trair! Não pode! -Você não acha que está exagerando demais? Perguntei me deitando no sofá espaçoso. -Exagerando? Exagerando? Você acha que vai me tratar como suas putinh@s você está muito enganado meu filho. - ela berrou e subiu em cima de mim para me ameaçar, a Sofia é muito impulsiva. Ela age sem pensar, fala muita merda* sem filtro quando está com raiva. -Eu sou sua esposa e você vai me tratar como tal! - ela cuspiu as palavras, jogando todo o seu corpo por cima de mim. Coloquei a minha mão em sua cintura e a prendi sob o meu corpo. -Tem certeza que quer ser tratada como tal? - eu perguntei, acariciando as suas pernas nuas, com a outra mão, e subindo bem devagar até a sua nádega. Ela congelou, me olhando com os olhos arregalados.
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