Augusto
-Então você está me dizendo que a partir do momento em que a gente se casar eu não posso sequer olhar para outro homem? -Sofia perguntou indignada.
- Eu não quero nenhum outro homem colocando os olhos no que é meu.- sussurrei no ouvido dela, me aproximando ainda mais da minha futura esposa, o sofá não era grande. Então a prendi colocando o meu corpo sobre ela,e tomei os seus lábios com os meus, as minhas mãos subiam e desciam dançando pelo seu corpo, quente e delicado
Foi um beijo tão intenso, tão cheio de tesã* , essa menina me deixa louco… eu adoro como ela chama pelo meu nome.
“-Augusto, Augusto, ….”
-Augusto, você ouviu o que eu falei? - Sofia perguntou me tirando do meu pequeno devaneio pervertido.
-Oi, claro, é…diga. -respondi hipnotizado pelos seus lábios.
-Não gostei desse contrato, vamos refazer. - ela olhou com cara de injustiçada.
-Beleza então faz assim, você escreve o que quer mudar no contrato e eu analiso ,o que me diz? -respondi para o seu alívio
-Tá bom.- concordou.Passado alguns minutos e já estávamos discutindo novamente as cláusulas que ela havia adicionado.
- Discordo totalmente, aqui diz que eu não posso te tocar ou te beijar. Quem vai acreditar que nós estamos apaixonados,se eu nem sequer posso tocar a minha esposa?- isso é um absurdo total.
- Então o que sugere senhor Augusto? - perguntou fazendo cara de santa.
- Vamos mudar essa cláusula, primeiro tocar e beijar em público é necessário, e você sabe disso. Segundo em outras ocasiões, eu evito te tocar e beijar, a menos que você me peça.
-Rá, rá, engraçadinho, não se iluda meu filho, não sou tão fácil quanto pensa.- desdenhou, com um sorriso sem emoção.
- Aqui, outra cláusula impossível.Quando diz que não podemos dormir na mesma cama.
-E eu posso saber porque é impossível?- perguntou parecendo ainda mais curiosa do que o normal.
- Porque precisam acreditar que estamos casados e apaixonados e assim que a cerimônia for concluída nós iremos morar na mansão que era do meu pai. A casa está cheia de , mordomos,faxineira, governanta, temos milhares de olhos nos observando o tempo inteiro ,não acha que eles vão suspeitar de algo se éa minha esposa apaixonada, simplesmente decidir não dormir no mesmo quarto que eu?
- Isso faz sentido, mas nem pense em encostar um dedo em mim. - ela disse levantando do sofá, e cobrindo o decote com uma almofada.
- Eu não vou encostar em você, a menos que você me peça. Já deixei isso bem claro. -respondi com um sorriso descarado.
-Não se preocupe, isso não vai acontecer. -respondeu de forma ríspida se sentando na cama. Então continuei
-Cláusula número 5, diz que eu não posso me apaixonar por você. Mas não diz nada sobre você se apaixonar por mim. Porque? - indaguei.
-Porque eu sei que nunca me apaixonaria por um conquistador barato como você.- ela respondeu com uma certeza que dá dó.
-Tem certeza?- perguntei.
-É óbvio!
Me levantei e fui em direção a ela, me aproximei, olhando nos olhos dela.
-O que está fazendo?-Ela perguntou e apenas continuei chegando mais perto, lentamente,até que deitasse o seu corpo por inteiro na cama. Prendi os seus braços com a minha mão acima da cabeça dela, coloquei as minhas pernas uma de cada lado do seu corpo continuei encarando,os olhos dela são hipnotizantes. O seu peito subia e descia por causa da sua respiração ofegante.
-O que você quer? -ela continuou perguntando, eu apenas fiz um movimento de beijo, e ela fechou os olhos, me permitindo que a beijasse, eu cheguei ainda mais perto da sua boca e desviei dos seus lábios e sussurrei em seu ouvido.
-Eu posso ter você se eu quiser.
-O que?-ela perguntou e eu não consegui segurar o riso. Sai de cima dela e joguei ao lado dela na cama.
-Hahaha, e eu que tenho que ter cuidado para não me apaixonar é? Rsrr você não resistiu nem 2 minutos comigo em cima de você.-Ela se levantou revirando os olhos.
-Para de palhaçada Augusto! Ela gritou arremessando um travesseiro em mim.
-Olha ,isso vai ter troco, ein! Se prepare!
****
1 mês depois
A Sofia e eu estamos prestes a nos casar. Vai ser um casamento apenas no civil, decidimos bancar o casal apaixonado que fugiu para se casar escondido da alta sociedade, da família e da mídia.
Decidimos ir viajar para Las Vegas e fazer o casamento lá, sem ninguém para interromper ou me reconhecer, estou planejando uma forma de vazar isso para a mídia, sem que pareça que eu dei a notícia, porque assim sairemos em todas as revistas e tabloides de fofoca como o casal apaixonado que acabaram de se conhecer mas se amam intensamente.
Eu preciso pintar esse cenário, antes que a notícia de que os meus bens foram congelados vaze para imprensa eu não sou muito conhecido, mas o meu pai era. E com razão ele foi um dos homens mais ricos do mundo com a sua fortuna de mais de 800 Bilhões de Dólares.
Eu nunca precisei trabalhar mas quando fiz 25 anos o meu pai me obrigou a sair de casa e arranjar um emprego, ele me deu uma mixaria de um milhão de reais e disse que era para eu montar uma empresa, e eu quase perdi tudo em apostas, e foi aí que eu tive a brilhante ideia de abrir o meu próprio estabelecimento, descobri como funcionava o negócio e abrir a minha própria empresa.
Depois que meu pai faleceu há alguns meses, e o testamento foi lido eu descobri que ele havia congelado toda a sua fortuna , vulgo agora minha herança, que só poderá ser descongelada parte no dia em que me casar, e a outra metade quando tiver um herdeiro.
No Testamento ele disse que fez isso para o meu próprio bem, também disse que eu era um homem irresponsável, só porque eu aparecia nos tabloides de fofoca como o herdeiro festeiro, foi assim que me nomearam durante muitos anos, sempre aparecia nas capas das revistas mais importantes do Brasil.
Eu sei que eu gosto de farra mas eu acho que meu pai exagerou ,eu saí com muitas mulheres durante toda a minha adolescência e Juventude, e agora os 35 anos eu estou no meu auge, mas graças ao meu pai eu preciso me casar e me aquietar porque senão toda sua herança será doada para instituições de caridade.
No começo eu não queria aceitar me casar por dinheiro, mas quando o pai da Sofia apareceu, e me ofereceu a própria filha como pagamento, eu achei uma loucura,até o momento em que vi aquela foto, aquele cabelo loiro, aqueles olhos, aqueles lábios, instantaneamente eu mudei de ideia.
eu nunca havia me sentido daquela forma antes.
Uma jovem mulher, tão linda,tão atraente que não merece o pai que tem, eu não podia desperdiçar uma chance dessa.
-Amendoim senhor?- perguntou a aeromoça.
-Não obrigado! -Respondi sorrindo pela gentileza.
-E a sua amiga aí? Ela vai querer alguma coisa? -perguntou apontando para Sofia.
Eu já saquei o que a aeromoça estava querendo, ela não parou de me encarar desde que entramos no avião, desabotoando o decote, se esfregando em mim na passagem para o banheiro.
-Deixa eu perguntar.- me virei para o assento da janela e cutuquei Sofia que estava com fones de ouvidos com seus olhos vidrados na tela, assistindo um filme de terror.
-Sim?-ela respondeu após retirar os fones do seu ouvido me encarando.
-vai querer amendoim minha vida? esta com fome?- ela me olhou confusa. Arregalei os olhos e ela entendeu rapidamente que estava acontecendo.
-Não meu amor, obrigada.- ela respondeu pegando em minha mão.
-Não, a minha noiva, não vai querer nada. -respondi sorrindo e mostrando a aeromoça que já tenho dona.
Não posso nem sequer pensar em quebrar uma cláusula desse contrato, a multa é de 250 Bilhões de dólares, isso é toda a minha herança, pelo menos enquanto eu não descobrir como descongelar a outra parte.
-O que que houve? Sofia sussurrou.
-A aeromoça está querendo pegar seu marido. -sussurrei de volta. E ela levantou uma das sobrancelhas, fechando a cara.
***
Descendo do avião Sofia parecia ser a pessoa mais amável do mundo, o que cá entre nós, sabemos que não é a verdade.
Me elogiou, passou a mão pelo meu corpo, não estou dizendo que não gostei, sorriu e até me deu um beijo no rosto, caminhando dentro do aeroporto ela segurou a minha mão, e eu apenas me deixei levar.
Mas quando entramos no carro para ir ao hotel, ela simplesmente mudou de faceta. E ficou emburrada.
-Ue? Que foi? A dois segundos atrás você era a noiva perfeita, e agora tá com essa cara de quem comeu e não gostou.- perguntei confuso e até um pouco surpreso.
- Ai Augusto, você não entende nada mesmo. - ela respirou fundo e colocou os óculos escuros e virando o rosto para a janela do banco do passageiro.
- Será que dá para me explicar, o porquê você está brava comigo. Eu não fiz nada ,pelo menos eu acho que não. Você estava toda amável comigo gentil e simpática e agora parece uma pessoa completamente diferente, você é bipolar?
- Não é isso Augusto, eu não sou bipolar, eu só fiz isso, para aquela aeromoça se tocar, que eu não sou apenas uma amiga para você.- Agora eu entendi tudo, minha futura esposa é ciumenta, é uma ótima informação para mim.
- Então você fez tudo isso, porque estava com ciúmes.
- É claro que não larga de ser palhaço.- Ela respondeu mas ainda ficou emburrada.
Então segui dirigindo até o hotel, chegando na recepção descobrimos que havia apenas um quarto disponível, isso não me incomoda mas já a Sofia ficou pilhada com isso, eu puxei ela de canto e falei que ela precisava se acalmar porque ela é muito impulsiva ,todo mundo quer atacar.
Como sempre a Sofia não gostou do que eu falei com ela e tentou brigar comigo também, mas eu apenas disse que estava cansada demais para isso, e falei com ela que a gente precisava adiantar porque o nosso casamento estava marcado para as 7:00 da noite, então era melhor a gente se apressar.
***
-Eu Sofia Gomes, aceito Augusto Carvalho. Sofia estava linda, um vestido simples de noiva e uma maquiagem que ressaltava a sua beleza.
Assinamos os papéis e estamos oficialmente casados. Casamos com separação total de bens, mas com direito a pensão.
-Vice pode beijar a noiva- disse o juiz de paz.
-Mas não precisa- disse Sofia entre os dentes.
-Que isso amor, é claro que precisa. Vem cá. - me aproximei, a puxando pela cintura, e mesmo usando salto alto, ela continua pequena na minha frente.
Os nossos rostos se aproximaram,a sua respiração ficou mais rápida, e mais curta, segurei o seu rosto e a beijei.
Ela estava resistente a ponto de sequer mexer os lábios, mas à medida em que eu insistia ela foi cedendo, e pude sentir os seus lábios doce e macios, eram melhores do eu havia imaginado.
Ela permitiu que a minha língua entrasse e dançasse junto com a dela.
-humhum.. - O juiz de paz fez um barulho engraçado. Interrompendo o nosso beijo.
-Já está bom, podem ir para lua de mel agora.-