Capítulo 68

1037 Palavras
Capítulo 26 Ela disse que ele era de um temperamento difícil, mas que não era um homem r**m ou safado. Já o Maicon era só amor para dar e muito galinha. Começaram a falar deles. Ela disse que há anos ele não namorava porque achava que seria um atraso nos planos dele. Ela disse que ele queria voltar para a faculdade. A Kaori falou surpresa: — Faculdade? Do quê? Ele nunca me disse nada. Ela disse que ele fazia Administração e parou por causa do Bernardo, da casa que ele bancava tudo sozinho; a Lidiane ex dele, era um amor, mas não gostava de trabalhar. Os dois não estavam conversando por mensagem. Ela mandou uma à noite: — Porque você nunca me falou que fazia faculdade? Ele disse que ela nunca perguntou e que a maioria das conversas eram só sobre ela, a vida dela. Ela respondeu: — Nossa, alguém andou trocando as ferraduras. Você devia estudar Psicologia, já que gosta de ouvir papo de doido. Ele disse que não tinha paciência, deu boa noite e falou que ia dormir. Ela respondeu "boa noite". Ficou por isso. Ficaram dias sem conversar. No sábado, quando ela estava indo do mercado para o restaurante, viu que a Daia postou que estava grávida. Ela mandou mensagem parabenizando; eles estavam muito felizes, a Ivone estava radiante. À noite, o Daniel mandou mensagem perguntando se podia vê-la um pouco; disse que estava m*l, precisando conversar. Ela falou que estava trabalhando e que não podia. Ele perguntou se ela não se lembrava de nada, se não tinha vontade de vê-lo mais vezes para conversar. Ela disse que não se lembrava e que tudo o que soube só diminuiu as chances de ela querer conhecê-lo melhor. Depois do trabalho, foram todos sair para dançar. Quando chegou lá, a Kaori perguntou do Rui. A Ivone disse que ele não ia. Ela mandou uma mensagem para ele: — Oi?? Tô aqui com as nossas mães vendo que meus 20 anos não valem de nada porque elas estão melhores que eu. Achei que ia te encontrar. Ele respondeu: — Eu penso o mesmo quando vejo o quanto minha mãe gosta de sair. Hoje eu não fui, tô cansadão! Ela respondeu: — Se você tivesse me falado, a gente podia ter ido ficar em casa. Minha mãe só chega tarde de sábado. Ele digitou, apagou e falou que podiam se ver na próxima semana. Ela não gostou, ficou sentida, confusa. Queria que ele falasse que ainda dava tempo, que fosse até lá ou que fosse buscá-la, já que a semana toda não tinham se visto. Ela respondeu "??". Ele não disse mais nada. Ela decidiu se afastar; não estava com tempo e cabeça para aquilo de qualquer forma. Todas as últimas vezes que conversaram, foi ela quem puxou assunto. Nem bom dia ele estava mandando mais desde que ficaram e ela foi ver o Enzo. No dia seguinte, ela estava de folga do mercado. Marcou para fazer as sobrancelhas com a Daia de manhã. Todos estavam dormindo ainda. Elas ficaram conversando no fundo do quintal. A Daia estava falando que ia morar na sogra, que iam mudar os planos. Ela perguntou por que a Kaori sumiu. Ela disse que estava vivendo para trabalhar. A Daia respondeu: — Você ficou m*l com aquele rolo do perfil fake, né? Dá para notar até que você tá mais magra, e você tava tão bem, animada com tudo. A Kaori disse que ia passar, que estava com medo e com vergonha, mas que ia passar um dia. Ela comentou que as amigas estavam mentindo para ela há meses e sempre a verdade vinha aparecendo pouco a pouco e que, por isso, ela estava preferindo ficar sozinha no canto dela. A Daia disse que estava sentindo falta dela para ir ver jogo; falou que a namorada do Maicon era chata, cabeça de vento. Elas começaram a rir. A Kaori mostrou uma foto do que queria fazer na sobrancelha, um risquinho. Elas começaram a rir falando do estilo de algumas pessoas. A Daia já estava pensando no chá de bebê, que ia colocar um vestido longo bonito e nada com a barriga de fora. Ela começou a falar que iam fazer um bolinho para o Bernardo lá no próximo sábado; disse que o povo ia se morder de esperar a Ivone chegar tarde da noite para cortar o bolo. Ela foi falando que era lógico que a Lisa e a Kaori estavam convidadas; disse que a família ia se reunir, que eles gostavam de beber bastante e dançar até de madrugada. Ela disse que não ia prometer ir porque só queria dormir depois de sair do restaurante. A Daia perguntou como estavam as coisas entre ela e o Rui, já que não tinha visto mais os dois juntos. A Kaori respondeu chateada: — Tudo normal, amigos. Ela falou irônica: — Amigos é o que você mais tem, né?! Tô sabendo do Enzo, do seu professor na porta da sua casa. Meu irmão é muito ciumento, Deus me livre ficar com alguém chato como ele. A Kaori riu e falou que eram só amigos mesmo, que o único que tinha rolado algo foi o Rui, mas que era melhor parar porque depois tudo sempre ficava estranho e ele cada vez mais distante. A Daia disse que ele estava trabalhando muito nos últimos dias; sugeriu que marcassem de sair os quatro. A Kaori disse que nem dava por causa do restaurante, também porque o Rui nem estava falando com ela há dias. Elas continuaram conversando, falando baixinho. Logo ouviram o barulho da moto do Rui, depois mais duas motos parecidas. Ele levantou e saiu sem nem ir falar com ela, pareceu que talvez ficou ouvindo a conversa das duas e evitou a Kaori de propósito. Ela não falou nada, mas ficou chateada, quase chorando, com a certeza de que ele estava ignorando ela. Depois ele postou fotos com um casal; eram os amigos dele que ela conheceu na festa. Estavam andando de moto juntos. A Daia percebeu o clima, mas não insistiu perguntando mais nada. Ela foi para casa louca para mandar mensagem, mas não mandou. Só curtiu as fotos, todas para mostrar que estava vendo.
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