ARTHUR (O GENERAL) Saí do escritório com a alma blindada. O mapa de Austin ainda estava queimando na minha mente, mas o cheiro que vinha do corredor mudou o curso dos meus pensamentos. Não era cheiro de pólvora, nem o mofo do porão. Era cheiro de alho frito, arroz fresco... cheiro de casa. Algo que eu não sentia há um ano, desde que o sol morreu ao meio-dia. Mancando, fui até a cozinha. Parei no batente, observando a cena. Alana estava de costas, mexendo em uma panela. Ela usava uma das minhas camisas sociais brancas. O tecido, que em mim ficava justo, nela sobrava, batendo no meio das coxas e deixando as pernas douradas à mostra. As mangas estavam dobradas até os cotovelos, e o colarinho levemente caído revelava a nuca úmida do banho. Soltei uma risada curta, sentindo um nó na garganta

