ARTHUR (O GENERAL) Eu não podia ficar ali, parado no escuro, ouvindo os meus próprios demônios e o som do banho dela. A indecisão era um luxo que eu não tinha. Fui para o banheiro, arranquei os restos do gesso com uma faca tática e deixei a água fervendo cair sobre os meus ombros, tentando lavar o cheiro de cloro, de sândalo e de sangue. Vesti uma calça cargo preta, uma camisa de malha justa e prendi a pistola no coldre da cintura. Quando desci as escadas, a casa ainda cheirava a flores e limpeza o rastro da insolência dela. Eu estava pronto para me servir de um uísque e tentar entender como uma garota descalça tinha me colocado de joelhos, quando o som estridente da campainha cortou o silêncio da mansão. Eu travei. Meus homens na contenção não deixavam ninguém chegar à porta principal

