capitulo 59

1243 Palavras

O SOM DA INSOLÊNCIA ARTHUR (O GENERAL) Joguei a ponta do cigarro no chão e a esmaguei com a ponta da muleta. A adrenalina da tortura ainda corria nas minhas veias, misturada com uma exaustão que pesava toneladas. Eu precisava de um banho, de uma dose de uísque e de silêncio para planejar o extermínio em Vargem Grande. Mas, à medida que a caminhonete se aproximava da mansão, percebi que o "silêncio" era a última coisa que eu teria. A contenção estava pesada. Meus homens estavam espalhados pelo perímetro, fuzis em punho, olhos atentos a qualquer sombra. Mas o que me travou foi o som. Um louvor alto, vibrante, atravessava as paredes de concreto e ecoava pelo pátio, transformando a minha fortaleza num templo de crente. — Que p***a é essa? — rosnei, descendo do carro com dificuldade. Os v

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