capitulo 58 O AVISO PRO VITOR

1496 Palavras

— Onde o Vitor se esconde? — perguntei, a voz tão calma que o silêncio que se seguiu pareceu um grito. O moleque soluçava, o corpo tremendo tanto que a cadeira de ferro tilintava contra o chão de cimento. — Eu não sei, General! Juro pela minha mãe! Ele sempre manda me buscar... colocam uma venda nos meus olhos, um capuz preto... eu nunca vejo o caminho! Eu só sei que é um galpão que cheira a mofo e óleo diesel! Eu o encarei por um longo tempo. A resposta não me servia. No meu mundo, a ignorância é uma escolha, e ele escolheu o lado errado. O psicopata que eu tentava manter trancado dentro de mim forçou a porta. Se ele não tinha os olhos para me dar a localização, ele teria o corpo para me dar o entretenimento da vingança. — Rato — chamei, sem desviar o olhar do garoto. — Pega o balde.

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