O céu escurecia sobre Moscou quando Konstantin entrou na mansão. Largou o paletó com elegância sobre o encosto do sofá da sala e subiu as escadas em passos firmes. O dia fora intenso, mas nada o prepararia para o que encontraria ao abrir a porta do quarto. Anya estava sentada na poltrona perto da janela, de costas para ele, com o rosto perdido na noite lá fora. As luzes do quarto estavam apagadas, e a única iluminação vinha da rua, refletindo em sua silhueta imóvel. — Milaya...? — ele chamou, suavemente. — Está tudo bem? Ela demorou para responder. Seus olhos estavam vermelhos, o queixo trêmulo. Quando virou o rosto, ele percebeu: ela havia chorado — muito. — Você mentiu pra mim, Konstantin. O mundo pareceu desacelerar por um instante. — Menti? — ele franziu o cenho e se aproximou, m

