A luz suave da manhã entrava pelas cortinas pesadas. Anya abriu os olhos devagar, sentindo o calor da manta sobre o corpo. Demorou alguns segundos para lembrar onde estava. O perfume delicado de Irina ainda impregnava o ambiente. Ela se sentou lentamente, passando a mão pelo rosto. As lembranças da noite anterior voltaram em ondas: a discussão com Konstantin, o tom frio dele, o sangue na camisa, a ligação… e o nome Bratva ecoando em sua cabeça como um sino fúnebre. Irina entrou no quarto com uma xícara de chá fumegante. — Dormiu um pouco — disse, colocando a bebida na mesa de cabeceira. — Não é muito, mas é melhor que nada. Anya segurou a xícara com as mãos trêmulas. — Eu… não sei o que fazer, Irina. A amiga se sentou na beira da cama. — Eu sei que está assustada, mas… — fez uma

