A noite estava silenciosa na cobertura. Silenciosa demais. Konstantin estava sentado na poltrona de couro, a taça de vodka esquecida na mão, os olhos cravados na parede como se ela pudesse responder o que o dilacerava por dentro. O rosto permanecia impassível, frio como o mármore, mas por dentro... ele queimava. "Ela disse que me ama." "E eu a deixei ali... jogada como se fosse descartável." A raiva crescia em seu peito, mas não era dirigida a Anya. Era contra si mesmo. Sentia o gosto amargo da culpa — uma emoção que há muito julgava morta dentro de si. Ele devia se sentir aliviado. Tinha feito o que era certo. Ela era uma distração. Um risco. Uma fraqueza. Mas a lembrança do olhar devastado de Anya o assombrava. Ele a viu se quebrar diante dele... e não moveu um músculo. E mesmo a

