Passou-se uma semana desde que Konstantin a deixou naquele carro, destruída, sem explicações. Anya acordava todos os dias com a mesma sensação sufocante no peito. O travesseiro já não tinha mais o perfume dele, mas a ausência dele estava impregnada em tudo. Ela se levantava cedo, como sempre. Colocava o avental branco da confeitaria e seguia até a pequena loja, onde a rotina era sempre igual: farinha, açúcar, baunilha, chocolate. Misturas que antes traziam paz, agora só preenchiam o silêncio. Na confeitaria, Katya notava a diferença. — Você está com olheiras… dormiu m*l de novo? — perguntava enquanto separava os ingredientes do dia. Anya forçava um sorriso. — Só um pouco de insônia. Mas por dentro, ela sentia um buraco. Um vazio que nem o trabalho, nem os elogios dos clientes, nem o

