O sino da porta da confeitaria tilintou quando Anya entrou naquela manhã, logo depois das primeiras luzes do dia. O aroma de café fresco e massa de bolo recém-assada tomou conta de seus sentidos, como um abraço silencioso que tentava acalmar seu peito apertado. Katya já estava lá, atrás do balcão, rindo com um cliente antes de notar a amiga. Quando seus olhos se voltaram para Anya, a expressão leve sumiu, substituída por uma sombra de preocupação. — Bom dia, florzinha… — disse Katya devagar, observando cada detalhe do rosto de Anya. — Você está pálida… e o que aconteceu com sua boca? — sussurrou, assim que o cliente se afastou. Anya forçou um sorriso, desviando o olhar para a vitrine de doces. — Só… tropecei em casa ontem à noite. Você sabe como sou desastrada. — a voz saiu baixa, quas

