Capítulo 6

1001 Palavras
— Eu sinto muito filha pelo comportamento do seu pai. — Tudo bem mamãe, eu sei que a senhora é diferente.— falo terminando de fazer o suco que íamos comer e a conversa de Cecília não saia da minha cabeça, porque ela teve que me falar isso meu deus, agora eu não vou conseguir esquecer. — Está tudo bem com você filha?— minha mãe perguntou me olhando — Está sim mãe — Mais não parece, você parece que estava no mundo da lua.— ela fala sorrindo — Só estava pensando em umas coisas que a Cecília me falou — Quer compartilhar comigo? — Agora não, depois agente conversa — Tá bom você quem sabe.— ela fala e ficamos em silêncio, depois que terminamos de fazer o nosso jantar, subi para o meu quarto onde tomei um banho e depois desci onde me juntei com meus pais e começamos a jantar enquanto conversamos, e até que essa noite ao foi tão r**m como eu tinha pensado. Raul Hoje completa dez anos, dez anos que Abigail me deixou, eu não consigo imaginar o que fez ela tomar essa decisão, agente se Amava tanto, como ela pode fazer isso comigo? Desde minha chegada aqui na cidade eu fazia de tudo para entrar em contato com ela, mais depois de alguns meses meu celular foi roubado e eu tive que trabalhar primeiro para poder comprar outro aparelho e quando conseguir, nao conseguir mais ligar para ela, pós o número dava inexistente, tentei contato por duas redes sociais mais nada até o dia que ela me mandou uma mensagem de texto terminando com o nosso relacionamento, ela dizendo que não me amava mais e que o seu pai é quem tinha razão, que eu não passava de um desemprego que nunca cresceria na vida, mesmo assim eu ainda fui atrás dela para ela me dizer isso cara a cara, mais chegando lá não encontrei ninguém, a vizinha disse que eles tinham se mudado recentemente. Eu fiquei arrasado sem saber o que fazer, e para amenizar a minha dor meses depois eu resolvi realizar o meu sonho sozinho, fui em um orfanato e adotei um garotinho que recem tinha chegado naquele lugar, assim que eu vi ele foi amor a primeira vista e hoje moramos só nos dois porque eu não quis mais mim relacionar com ninguém, porque o meu coração sempre foi e sempre será se Abigail. — Papai, papai.— saiu dos meus pensamentos com a voz de Nicolas entrando no meu quarto. — O que foi menino? Porque entrou aqui assim?— pergunto pra ele que ainda estava vestido com seu pijama do bob esponja, eu não suporto esse desenho. Criar o Nicolas sozinho não foi fácil, mais eu tive o apoio da minha família e alguns amigos que construí morando aqui que me ajudaram muito, principalmente a Samantha que sempre esteve comigo desde o início. — Eu estou nervoso e com medo.— ele fala um pouco assutado e eu chamo ele para deitar comigo na linha cama. — Porque você está assim? — Porque eu estou pensando o quanto será chato me adaptar em uma nova cidade, e como será a minha vida em uma nova escola, o senhor mais que ninguém sabe o quanto é difícil eu fazer amigos.— Ele fala cabisbaixo — Não fica assim, eu tenho certeza que todos vão gostar de você Nicolas, você é um menino de oro, lá todas as pessoas são maravilhosas e hospitaleiras, tenho certeza que logo logo você estará em casa. — Eu não sei, porque o senhor não manda o tio Victor no seu lugar e ficamos aqui? — Ele me pergunta com os olhinhos do gato de botas e eu me seguro para não seder as suas vontades como quando ele era bem pequeno. — Porque o seu tio Victor e eu temos funções diferentes, ele é médico e eu sou um CEO de empresas filho, não teria como — Tudo bem, tudo bem, nos vamos para essa tal cidade.— ele fala emburrado e eu faço cosquinhas em sua barriga e ele gargalha alto. Ficamos alí conversando e brincando mais um me fazendo esquecer os pensamentos ruins, logo após nós levantamos, ele foi para o seu quarto se arrumar e eu fui para o banheiro onde tomei um maravilhoso banho e depois fui para o closet e vesti uma camisa social na cor vinho, uma calça jeans preta e um sapato preto, deixo meus cabelos para cima e pego minhas malas que já tinha arrumado noite passada e desço para a sala onde vejo o Nicolas sentado no sofá com os fones de ouvido vestido em um conjunto de moletom laranja com um sapato da Nike nos pés. — Já pegou tudo filho? — Sim pai, já coloquei minha mala no carro , o senhor demora muito pra se arrumar. — Será se foi eu que demorei ou você que não tomou banho. — Pai.— ele reclama emburrado e sai andando — Tou com duas malas aqui, você nem vai me ajudar? — Me dá aqui.— ele volta e pega uma mala e saímos de casa, fechei tudo e fui para o carro onde entramos e dou partida para o aeroporto. — Pai — Hum — Eu sei que o senhor já me contou sobre a minha história, mais eu queira saber de uma coisa, será se posso. — Depende o que é? — Eu queria saber sobre os meus pais verdadeiros, eu te amo muitooooooo mais eu queria saber porque eles não me quiseram — Olha eu não vou te prometer nada tá, mais vou tentar vê se descubro alguma coisa lá na cidade — Tá bom, eu te amo pai — Também te amo meu filho.— Fomos o resto do caminho conversando e chegando no aeroporto entramos no jatinho que já estava nos esperando e voamos para a minha cidade natal, a cidade que encontrei o amor da minha vida.
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