Ísis observava cada detalhe dos corredores perfeitamente organizados e lindamente decorados em lilas e preto, as cores da bandeira do reino. Andaram por diversos corredores, até chegarem ao grande salão por onde havia entrado quando chegou, o salão dava acesso ao uma grande escada, após subirem por ela, andaram por mais alguns corredores até pararem em frente a duas grandes portas. A senhorita Antunes abre as portas revelado um quarto que Ísis só havia vistos nos cinemas, a jovem dar passagem a princesa que entra maravilhada com o quarto, ele era todo decorado em mogno e vermelho, a grande cama se destacava ao centro do quarto. No canto esquerdo, uma grande penteadeira dava um toque feminino ao local, no lado direito uma lareira aquecia o ambiente, a sua frente sofás, poltronas e um tapete montava uma mini sala de visitas.
Ísis estava encantada observando cada canto do comodo que poderia muito bem acomodar todas as crianças do convento onde viveu sua infância e adolescência. Não notara as portas que haviam ao lado da penteadeira, tendo as notado apenas após a jovem serva sair de uma delas com um vestido nos braços.
— Suponho que este deve lhe servir, não sei se é de seu gosto, mas logo providenciaremos alguns conforme sua escolha e a sua altura, Alteza. - Elena fala com um leve sorriso, colocando sobre a cama o vestido que trouxera, era um vestido verde simples de mangas longas. Ela some por uma das portas ao lado da penteadeira, voltando logo depois com um espartilho e um par de sapatos na mão. - Posso? - Pergunta sinalizando o sobretudo de Ísis, que apenas retira a peça.
Elena, mesmo sob protestos, a ajudou a se vestir, desde a fechar todos os botões da peça até apertar o espartilho, então em poucos minutos estava devidamente vestida, seus cabelos ganharam um penteado simples, e um pequeno arranjo.
— Ficou um pouco folgado, mas ficou linda Alteza.
— Obrigada. - Fala se olhando no grande espelho que ali continha. - A proposito como se chama?
— Desculpe a grosseria, Alteza, me Chamo Elena Antunes, sou uma das camareiras do castelo. - Se apresenta efetuando uma reverência. - Já está tarde, creio que Vossa Alteza queira descansar.
— Na verdade, gostaria de comer algo, parece que não como a semanas. - Ísis Brinca, mas logo fica séria novamente, ao notar que não havia sido feliz com sua brincadeira.
— Claro Vossa Alteza, me perdoe, pedirei imediatamente que alguém da cozinha lhe prepare algo e traga para Vossa Alteza. - Fala indo em direção a saída do quarto, mas logo para ao ser chamada.
— Elena, não incomodar ninguém com isso, eu mesma posso ir à cozinha preparar algo, não sei como é a rotina do castelo, mas não quero atrapalhar o trabalho... - Ísis n******e concluir sua fala, pois logo Elena estava aos seus pés de joelhos, com os olhos cheios de lagrimas.
— Vossa Alteza, perdoe essa p***e serva, não foi minha intenção ofendê-la. - A cena chocou Ísis completamente, espantada, encarava a jovem dama de joelhos, com a cabeça apoiada no chão e uma mão de cada lado, como se implorasse por sua vida a um Imperador. Os ombros da jovem tremiam levemente, revelando o choro silencioso.
— Elena, levante-se por favor, me desculpe se te ofendi de alguma forma. - Fala, tentando fazer a jovem se levantar sem sucesso, então ela se deu conta estava no ano de 1500, as coisas eram bem diferentes da era em que fora criada, se ajoelha em frente a jovem. - Por favor Elena me olhe. - pede novamente com a voz mais calma, a jovem dama então levanta levemente o rosto revelado seus olhos verdes vividos, brilhando pelas lagrimas não derramadas. - Me desculpe, acredito que não saibas, mas fui criada muito longe do castelo, e no local onde vivia, não tinha tantas regras e normas, me desculpe se falei algo que a ofendeu ou que poderia prejudicá-la. - Então um pouco mais calma e com ajuda de Ísis, Elena levanta seu tronco fincando apenas de joelhos.
— Jamais um m****o da nobreza esteve na cozinha Alteza, muito menos da realeza. - Elena fala baixo. - Vossa Alteza pode me falar o que deseja jantar, então pedirei para cozinha preparar.
— Entendo, não tenho nenhum pedido especial, mas eu poderia comer em outro lugar? Não estou acostumada a comer no mesmo ambiente em que durmo. - Ísis explica calmamente, então Elena olha para janela e depois encara a princesa.
— Acredito que esteja na hora do jantar de Vossas Majestades, eles devem esta reunidos no grande salão. - Responde calmamente. - Tudo bem para Alteza se juntar a eles?
— Claro. - Ísis concorda, de certa forma estranhando o fato de tal proposta não ter sido realizada no início.
Abas seguem pelo caminho pelo qual vieram, ao descerem as escadas encontram com a senhora Karen acompanhada de uma bela dama, elas realizam uma leve reverência a princesa. O g***o segue silenciosamente para o salão sendo guiados por Elena que andava um pouco mais a frente, mas para abruptamente levando Ísis a esbarrar nela levemente, mas antes que algo fosse falado, vozes exaltadas são ouvidas. Ísis se aproxima da porta onde Elena havia parado, no salão uma Senhora e sua Majestade discutiam, em um canto estavam os generais Castro e Garcia acompanhados do Duque Gonçalves.
— Você só pode estar ficando louco majestade - A senhora falava alto.
— Mãe imperial, é minha filha. - O Imperador respondeu.
— E também minha neta…
— Então por que falas tais absurdos, o que passas em sua mente imperatriz viúva, não queria o retorno da princesa? – O Duque questiona a senhora.
— Claro que queria Conde Gonçalves, mas isso a 25 anos atrás, nesse momento já acredito que a mesma se encontra morta, e agora me aparece uma jovem do nada e portando apenas isso! – ela fala mostrando a carta em mãos a que Enzo havia entregado ao Imperador.
— Carta que foi deixada com ela no convento? – O general Garcia questiona.
— Cuidado com a boca general lembre-se que se refere a princesa das terras onde se encontra – Falou o imperador, mas o mesmo foi interrompido pela imperatriz viúva.
— Isso é o que ela diz Sr. Garcia – Fala a Imperatriz Viúva encarando o g***o que observava a cena na porta. Na verdade, seu olhar ignorava completamente as demais damas, encontrava-se fixo em Ísis, deixando claro sua intensão de intimidá-la. Recebendo de volta um leve sorriso de lado, pois se tinha uma coisa que Ísis Duarte jamais faria seria abaixar sua cabeça para quem quer que seja.
— O que a senhora insinua? – Ísis questiona, agradecendo a Deus pelas aulas de oratória e historia que assistiu na adolescência, afinal um passo em falso poderia ser levada a forca. - Por acaso insinuas que essa carta em suas mãos seja uma farsa, por qual motivo eu faria isso? – A Imperatriz Viúva faz menção de retrucar, mas Ísis não permiti que ela pronuncie uma palavra que seja, sua intensão era clara humilhar Ísis, e essa estava decidida a não permitir. – Não tenho nenhum motivo para realizar tal ato, em momento algum disse a qualquer pessoa, que sou a princesa desaparecida, foram vocês que interpretaram assim. Venho afirmando a todos que não sou a Princesa que procuram e caso eu seja, o Imperador ja foi informado que não cogito ficar aqui. - Observa a todos no salão, olha para porta onde o g***o que a acompanhara ainda se encontrava. - Gostaria de aproveitar o que estão todos aqui para solicitar que senhora Karen providencie meu retorno ao local e tempo do qual me retiraste, pois d****o voltar para casa o mais breve possível.
— Bom ela não n**a ser uma Duarte Majestade. – Fala um senhor, que até então Ísis não notara ao lado da imperatriz viúva.
— Em que momento questionei o fato dela ser minha neta? Isso notei quando a mesma pós os pés nesta sala, o que eu questionava era essa carta? – A Imperatriz Viúva fala balançando o papel em suas mãos novamente.
— Posso ver Majestade – O senhor fala estendendo a mão para Imperatriz Viúva, que logo lhe entrega a carta.
— O que tanto te intriga nessa carta Mãe Imperial – O Imperador pergunta aparentando estar levemente esgotado do assunto, contudo a Imperatriz não teve tempo de responder, pois, o homem para quem ela havia entregue a carta respondeu.
— Primeiramente deixe que eu me apresente. - Fala olhando para Ísis. - me chamo Erik Antunes, Alteza, sou comandante do exército na ausência do Marechal Marques. - Se referencia, então volta sua fala para o Imperador, que estava sentado na cabeceira da mesa. - O que incomoda a Imperatriz Viúva Majestade, são alguns erros presentes nela.
— Que erros, General Antunes? – A voz de Enzo soa logo atrás de Ísis, a assustando levemente. O Marechal não usava sua armadura tão pouco sua máscara, o que permitiu a Ísis uma bela visão de um belo para de olhos verdes, seus longos cabelos loiros estavam perfeitamente presos em um r**o de cavalo. Ísis tem sua atenção de volta a discussão a sua frente ao ouvis a resposta do General.
— Apesar de a letra ser exatamente igual a da senhora Carol, mas acredito que quem escreveu essa carta não tinha nenhum conhecimento sobre o reino.
— Não compreendi – O general Garcia se pronuncia pela primeira vez, fazendo sua presença ser notada por uma bela dama que observava tudo da entrada do salão, nenhum dos presentes notou a coloração vermelha que a dama assumira ao notá-lo ali.
— A carta foi muito bem elaborada, mas quem escreveu cometeu erros que somente alguém do reino ou o que conhece muito bem perceberia, por isso tais erros não foram notados pelo general Castra. Por exemplo – Fala olhando ao redor, encontrando uma serva em um canto observando e a chamou, que se aproximou e ele prosseguiu. – Aqui diz que a princesa foi resgatada da carruagem em que foi sequestrada pela senhora Carol, mas…
— A senhora Chiyo não falava com a imperatriz a anos, a mesma nem chegou a conhecer a princesa. - A serva completa a fala do general, Ísis então olha para Enzo e depois para Pedro que estava mais atrás, esse ao notar o olhar de Ísis se aproxima ficando ao seu lado.
— Pode me explicar o que está acontecendo? - Pergunta baixinho para que somente Pedro e Enzo a ouvissem.
— Depois explicamos tudo princesa. - Quem lhe responde é Enzo, agora ao seu lado também.
— Ou seja, não foi ela que escreveu essa carta e muito menos a salvou do sequestro. Mas o que mais chama a atenção e o fato de aqui dizer que a Duquesa Karen que realizou o feitiço que enviou a princesa para o futuro e que o Marechal Pedro ajudou em seu resgate. Vocês poderiam nos explicar…
— Realmente não fui eu que a enviei. - Karen responde calmamente, causando espanto em Ísis.
— Como assim? Você mesma disse ter me trazido de volta!
— Desde seu desaparecimento tento te localizar, sendo possível somente a algum tempo, então Pedro e Enzo me ajudaram a lhe trazer de volta.
— Então a pessoa que mandou a Ísis para o futuro, não o fez para o seu bem, mas talvez para lhe exterminar depois. - Comenta o Duque Gonçalves.
— Sim, estas correto Sr. Gonçalves e só consegui a trazer de volta porque ela estava em grande risco lá, e pude usar esse perigo para trazê-la de volta, por falar nisso qual sua última lembrança do local onde estava? – Karen pergunta a Ísis.
— Bom eu estava voltando das comemorações de fim de ano, devido ao horário resolvi ir direto para o hospital onde trabalho e dormir la. Atravessava a avenida quando caminhão invadiu a calçada, senti meu corpo ser lançado e quando dei por mim, havia caído sobre algo fofo – Ísis tenta explicar o que lembrava de forma mais simples, afinal poderia existir coisas que as pessoas daquele tempo não compreenderia.
— Esse algo fofo por acaso era eu… - o general Garcia comenta – e a Vossa Alteza pesa muito.
— Sr Garcia, essa sera a última vez que peço que tomes cuidado com o que falas, da próxima vez lhe mando a guilhotina – O Imperador ameaça.
— Não se preocupe Majestade, ele não me incomoda. – Ísis comenta sorrindo levemente, mas apesar de assentir, um leve olhar decepcionado vindo do Imperador não passou despercebido por Ísis.
— Bom, então temos que encontrar quem tirou a princesa dos braços de sua mãe, assim como o que fizeram com minha nora. – Fala a Imperatriz Viúva se aproximando de Ísis. – Sou Heloísa Duarte, sua avó paterna – Heloísa tenta abraçar Ísis, contudo ela se afasta, casando certo desconforto ao ambiente.
— Como já sabem me chamo Ísis, e Vossas Majestades podem até ser meus parentes de sangue, contudo não foram vocês quem me criaram, eu me criei sozinha, cresci sozinha, e a única coisa que lhes peço e que ajudem a voltar para casa.
— Estas louca! Não acabas de ouvir ser possível que tentaram de m***r no local onde estava. – O general castro questiona já exaltado, causando grande desconforto em Ísis.
— Como mesmo disseste, é possível que sim do mesmo modo que é possível que não, ou seja, ninguém tem certeza e eu quero voltar a minha vida imediatamente! – disse o encarando.
— O senhor Castro tem razão, antes que retorne precisamos saber o que aconteceu, quem lhe mandou para la e o porquê. Prometo que assim que tudo for esclarecido e se ainda for de sua v*****e providencio seu retorno. – Karen fala, porem antes que Ísis respondesse o salão e invadido por uma mulher afoita.
— Deu certo, - sussurrou a morena que entrou – Deu certo! DEU CERTO, SENHORA, EU CONSEGUI, EU CONSEGUI – a morena gritava e pulava pelo salão, fazendo com que Enzo e Pedro esboçassem um leve sorriso e Karen uma expressão levemente constrangida, ela havia sido pega na mentira, e os marechais sabiam, tal constatação não passou despercebida por Ísis.
— Sim, Laura você conseguiu… ela está bem agora - Karen responde sem graça. - Agora só temos que convencê-la a ficar.
— O QUÊ? ESTAS LOUCA TIVE UM TRABALHÃO PARA LHE TRAZER DE VOLTA EM SEGURANÇA ANTES ALGO LHE ACONTECESSE E VOCÊ FALA QUE QUER VOLTAR! - ela gritava no salão – POR ACASO CANSOU DE VIVER QUER MORRER?
— Senhora, quem es você? – o General Castro pergunta se aproximando.
— Permita-me apresentá-la Vossa Majestade. - Enzo fala ignorando o general e pedindo para Laura se aproximar. - Essa é Laura Mendes, ela era aprendiz da senhora Carol. - Assim que Enzo termina de apresentá-la, a jovem se curva ao Imperador.
— Como assim era? – O Imperador pergunta se levantando.
— Bom, é uma longa história. – Laura fala se aproximando de Ísis, mas é interceptada por Artur que coloca sua espada no pescoço de Laura.
— Conte se não deseja uma morte lenta e dolorosa. - Enzo dá um leve sorriso de lado, mas logo volta a sua postura séria, mas essa pequena mudança não passou despercebida nem por Ísis, muito menos por Laura.
— Não que tal informação seja de sua conta general, muito menos que eu tenha medo de vossa graça. - Com um leve movimento de sua mão a espada de Artur á lançada para Pedro que a pega no ar, logo em segui Artur é arremessado a uma certa distância. - Bom vou encurtar para que Vossas Majestade e Vossa Alteza entendam melhor. Um dia eu me levantei no meio da noite para tomar água e no meio do caminho ouvi vozes e resolvi conferir, chegando próximo ao comodo de onde se originavam as vozes. - Lauro para um pouco, então volta a falar. - é melhor lhes mostrar…
Nesse momento uma névoa cerca todos presentes na sala, logo essa dá lugar a um corredor escuro, então vozes são ouvidas e o g***o anda em direção a elas, e a medida se aproximava as vozes ficavam mais altas, parecia uma discussão.
“— Ela não apresenta perigo algum de onde esta, ela não sabe quem ela é. – Uma das vozes fala, era a voz da senhora Carol.
— E o que me garante que não vão contar-lhe? – A voz masculina rebate.
— No lugar onde ela esta ninguém sabe quem é ela, nem de onde veio.
— Ela pode pôr em risco meus planos, ela tem que morrer.
— Não acho necessário, senhor, não vejo que risco ela pode oferecer.
— Não vê que risco? - O homem rir - Alguém pode a encontrar o Imperador pôs o exército atrás dela.
— Isso é impossível, senhor…
— Impossível? Faça mil favor e claro que vão achá-la, mais cedo ou mais tarde.
— Senhor faz 24 anos que eu a escondi e eles ainda não encontraram nenhuma pista dela.
— Isso é verdade, estou acompanhado as buscas de perto, e eles não fazem ideia de aonde mais procurar… talvez você tenha razão, mas ainda assim acho melhor que ela suma do mapa… a proposito onde você a escondeu?
— Mandei ela para o futuro – disse Carol como se fosse a coisa mais simples do mundo.
— Hã? Como? Não ouvir direito.
— Um feitiço simples que somente eu e a velha Anne sabemos.
— Para quando?
— Uns 500 anos a nossa frente, a deixei na porta de um convento.
— Se a velha Anne sabe esse feitiço, ela pode descobrir, e ir buscá-la.
— É uma possibilidade, mas ela só pensara nessa possibilidade, se pensar que estou envolvida…
— Vou dar um jeito nela, mas eu não posso prendê-la para sempre, nem matá-la sem levantar suspeitas. Você tem que dar um fim na menina.
— Ela é muito conhecida, n******e ter pistas e tem que parecer um acidente… consegue segurar a velha por quanto tempo?
— Um ano no máximo.
— É o suficiente…”
A nevoa se forma novamente, então todos retornam ao grande salão.
— Após presenciar tal conversa fui rapidamente para cabana da senhora Anne, ao chegar, bati na porta como se minha vida dependesse daquilo, ela abriu a porta com uma frigideira para cima, falando que não tinha dinheiro, então lhe contei tudo o que ouvi naquela noite. Então Anne disse que fugiria, e que eu deveria procurar por Enzo e Pedro…
Enquanto, Laura contava a história do que havia acontecido, Enzo olha para Elena que discretamente fecha a porta do salão.
— Na época em que minha vó enviou a princesa para o futuro, ela me enganou dizendo ser para proteger a princesa e o reino, mas quando Laura me contou a verdadeira história sabia que ela me enganara. - Pedro completa
— Demoramos, mas conseguimos, mas a Carol também conseguiu encontrá-la, então tínhamos que agir rápido. - Laura fala entusiasmada, e não nota Karen se afastando lentamente, na intensão de fugir. - Eu nunca havia feito um feitiço dessa magnitude, então estava bem nervosa e com medo de não consegui, por isso perdi a compostura quando vi que consegui.
— Então foi você que lançou a rosada em cima de mim, cara você errou f**o… - disse Uriah.
— Eu não entendi – Laura fala sem entender a fala de Uriah.
— Digamos que você tem muita sorte, errou as coordenadas e minha noiva caiu literalmente em cima do Uriah a alguns quilômetros daqui, sua sorte e que eramos nos que estávamos ali. - Artur responde Laura, arrancando um leve rosnar de Enzo, ouvido apenas por Ísis e Pedro, tendo o último deixado escapar um sorriso.
— E realmente tinha uma pequena margem de erro, mas fico feliz que ela chegou inteira. - Laura responde pensativa.
— Pera aí tinha a possibilidade de eu chegar a prestação? - Ísis fala em choque.
— Mas era uma pequena possibilidade. - Laura fala sem graça, apesar de querer questionar, Ísis não teve chance, pois a voz de Elena soa no ambiente.
— Onde a senhora vai? - Elena questiona Karen.