59. Manuela

1215 Palavras

O restaurante inteiro assistiu nossa saída. Alex pagou a conta sem olhar o valor. Pegou Ítalo no colo com uma brutalidade que disfarçava cuidado, o menino escondeu o rosto no ombro dele, ainda sem entender o que tinha acontecido. Eu caminhava atrás, sentindo os olhos de todos os presentes grudados na minha nuca como se eu fosse uma criminosa sendo escoltada para fora. E talvez fosse exatamente isso que eu era. O carro preto do Alex estava estacionado na esquina. Ele abriu a porta de trás, acomodou Ítalo no banco com uma delicadeza que contrastava com a rigidez dos ombros, e bateu a porta com força controlada. Depois virou para mim. — Entra. Uma só palavra. Dois segundos. Nenhuma discussão. Obedeci. A viagem de volta para casa foi silenciosa. Não daquele silêncio pesado que existia e

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