O sol já tinha subido quando Ítalo acordou. Manuela se levantou num pulo, enxugando os olhos ainda vermelhos, e foi cuidar do menino. Eu fiquei mais um tempo na poltrona, ouvindo os dois lá dentro. A voz fina do Ítalo contando algum sonho. A risada dela, ainda frágil, mas presente. Café da manhã junto. Suco, pão com queijo, o menino falando de escola, de amiguinho, de futebol. A normalidade absurda depois da noite que tivemos. Depois levei Ítalo pra escola. Beijo na testa, "estuda, soldado", a mãozinha dele acenando pelo portão. Quando voltei, Manuela estava no quarto. Ela arrumava a cama quando entrei. A luz da manhã entrava pela janela, clareando o corpo dela através da camisola fina. Ela esticava o lençol, se inclinando, e eu via o contorno das costas, a curva da cintura, a maneira

