Larissa
A última prova do meu vestido foi emocionante. Faltava apenas três dias para meu casamento. Apesar de já viver com meu futuro marido, isso não muda a emoção que sinto que provavelmente é aumentada devido a gravidez.
Como estamos no inverno, e o salão será bem climatizado devido à estátua de gelo, meu vestido possui uma manga longa toda coberta com rendas e bordada com pequenas pedrinhas, as costas não são expostas e o decote do vestido não é acentuado, mas isso é para meu noivo não enfartar no altar. O vestido era bem confortável, com a cintura bem alta, logo abaixo dos s***s, para minha barriga ficar bem à vontade.
Além de tudo isso há o cuidado para evitar tombos: meu véu é curto, chegando até a cintura apenas, pesar de eu desejar muito um véu longo; e a barra do vestido não tem nenhuma cauda, sendo a barra bem rente aos pés, evitando tropeços. E é claro, a sandália conta com um saltinho de dois centímetros. Uma noiva bem confortável é o que eu seria, mas também iria me casar com cerca de 34 semanas de gestação.
Ao chegar em meu apartamento, eu estava exausta. Queria muito um banho relaxante e dormir ao lado do meu futuro maridinho, na verdade eu estava com muita vontade de namorar e depois dormir. Só de imaginá-lo na banheira comigo, meu corpo já esquenta.
— Querida. – Ele vem a passos largos em minha direção, seu olhar é preocupado. Será que aconteceu algo?
— Oi, amor. – Beijo seus lábios.
— Demorou. – Falou ele apreensivo.
— Tive que ir comprar minhas sandálias e não é tão fácil quanto parece. Sem contar que a prova não foi tão rápida, foi preciso soltar alguns pontos, ao que parece estou me tornando uma bolinha.
Ele sorriu e me abraçou carinhosamente.
— A bolinha mais linda do mundo. – Beijou o topo da minha cabeça e o “won” de minha sogra e minha tia soaram junto com o “plaf” do meu t**a no braço dele.
— Eu posso me chamar de bolinha, Matheus, você não. – Ralhei.
Passei por ele e joguei a bolsa e a sacola da loja em cima do sofá.
— Preciso relaxar, vou tomar um banho relaxante na minha banheira bem quentinha.
Sem olhar para trás, subo as escadas, e ao chegar em meu quarto, me direciono imediatamente para o banheiro. Abro as torneiras da banheira para encher, jogo os sais e óleos de banho e vou pegar uma roupa bem confortável e quentinha para me jogar na cama logo após meu banho.
Quando volto para o banheiro, a banheira já está quase cheia, a água está na temperatura certa para mim. Dispo-me e entro lentamente na banheira e me sento, segurando nas barras de apoio que Matheus mandou instalar para mim. No momento disse que não era necessário, mas quando a barriga começou a ficar pesada demais, achei que aquela foi a melhor ideia que Matheus poderia ter tido.
Fecho as torneiras e me deito na banheira ficando quase totalmente submersa. Fechei os olhos e por pouco não dormi. Ouvi o barulho da porta do quarto, com certeza era meu engraçadinho entrando. Continuei relaxando.
— Olha o que eu trouxe para a gravidinha mais brava que conheço! – Abri um olho em sua direção e o vi com uma bandeja nas mãos. – Sente-se. Perguntei à minha mãe e ela disse que você só tomou um milk-shake.
— Ela disse o tamanho do milk-shake?
— Não, mas sei que você precisa se alimentar adequadamente para sua saúde e do nosso filho.
Me rendo e me sento na banheira, mas em vez de me entregar a bandeja, ele entra na banheira, de roupa, e me dá as frutas na boca. Uma a uma. Coloquei algumas frutas em sua boca e ele não negou. Tomei o suco sob seu olhar e meu corpo já estava quente com toda aquela tensão que se formara.
— Eu já terminei meu lanche, o que você acha de tirar essa roupa e terminar esse banho comigo? – Falei com um fiapo de voz. Minha mente já nem funcionava direito.
Ele nada respondeu, apenas manteve aquele olhar focado em mim, e dessa forma ele foi tirando a camisa molhada. Se antes já estava tentador olha-lo com a camisa molhada, agora com ele despindo seu corpo sarado, a tentação foi multiplicada por mil.
Matheus era gostoso demais, ele tinha o corpo sarado e musculoso na medida certa. Vi seu abdome malhado e minha boca salivou, desde cedo que estava com uma vontade grande de agarrar meu gostoso. Mas tinha a chegada dos pais dele, e depois, com toda a agitação do dia, não teve como sanar meu desejo, mas agora em meu quarto, com tudo quieto, eu aproveitaria para degustar meu amor.
Avancei em sua direção e passei a língua em sua barriga, sentindo seu músculo rígido. Sentia sua mão percorrendo meu corpo, apertando em todos os lugares que ele gostava de me apertar. Passei minhas mãos por seu corpo e ele terminou de se despir com minha ajuda.
Matheus se ergueu e com cuidado me tirou da banheira. Não sei como ele me aguentava em seus braços com todo aquele peso, mas não reclamava de nada. Me apoiou na cama e adorou meu corpo com todo cuidado, carinho e amor que ele tinha.
Senti sua língua passear por meu corpo, delirei com seu toque. Cada centímetro e cada segundo era uma tentação até eu ter dele aquilo que eu realmente queria. Quando o prazer nos alcançou adormeci em seus braços, me sentindo amada e protegida.
Matheus
Depois de um dia bem agitado, ter minha noiva em meus braços e dormir de conchinha com ela, era tudo o que eu poderia desejar. Mas enquanto sonhava que nadava no mar do Caribe com a barrigudinha mais linda do mundo, senti que uma onda me pegou de um jeito muito estranho e me chacoalhava de um lado a outro, eu tentava gritar, mas não conseguia.
Quando consegui abrir os olhos e ia gritar “socorro, tubarão!” Vi o rosto de Larissa iluminado pelo abajur. Sua expressão era indecifrável: seus olhos estavam alarmados e ela parecia envergonhada, mas, por quê?
— Aconteceu alguma coisa, meu amor? É o bebê? – Me sentei na cama bruscamente.
— Não... quer dizer... sim. – Ela suspirou fundo. – É que eu estou com desejo.
— Desejo? Você não teve desejo a gravidez inteirinha... tudo bem, não existe uma regra para essas coisas, não é? – Estiquei a mão e toquei seu rosto com carinho. – O que minha mulher grávida quer?
Ela pensou, olhou para baixo e então me encarou respondendo.
— É meio confuso... o desejo, sabe... eu quero chocolate...
— Vou achar chocolate pra você. – Pulo da cama e vou pegar uma bermuda e camisa para vestir. – São... – Olhei o relógio na tela do celular. – 1:32 da madrugada, deve ter algum mercado aberto, ou um bar... chocolate não é tão difícil de achar.
Ela me olhava de um jeito meio esquisito, eu não conseguia decifrar. Peguei a carteira, dei um beijo em sua boca gostosa e abri a porta do quarto. Quando estou descendo os degraus da escada, escuto sua voz.
— Matheus!
— Oi, meu amor. – Volto correndo. Abro a porta e ela está sentada no meio da cama encarando a porta ainda com aquela feição esquisita, parecia confusa...
— Chantilly.
— Mudou o desejo?
— Não. Era o que faltava... eu acho.
— Chocolate com chantilly, tudo bem.
Saí novamente. O desejo tinha se complicado um pouquinho, mas ainda era algo fácil de se achar um mercado, o problema era saber onde tinha um mercado 24h.
Estava no final da escada, pesquisando onde teria um mercado 24h por perto, se tivesse algum, quando ouvi sua voz novamente.
— Matheus!
Subo toda a escada novamente. Abro a porta e ela está na mesma posição.
— O que foi, meu bem?
— Morangos.
— Chocolate com chantilly e morangos? – Ela assente. – Tudo bem, estou indo.
Saio novamente desejando que ela não complique ainda mais o seu desejo. Pois a cada pedido ela complica ainda mais, principalmente considerando a hora.
Consigo encontrar pela internet que há um na Praça Panamericana, é o mais perto dos que vejo disponível no site. Pego o endereço, coloco no GPS e sigo para lá. O bom da madrugada é que o trânsito é bem tranquilo.
Meu telefone toca quando estou a caminho do mercado, vejo que é Larissa, espero que não seja nada impossível. Atendo no viva voz.
— Oi, meu amor. Está bem? Está sentindo alguma coisa?
— Eu estou bem, amor.
— Pode falar, tem mais algum pedido a acrescentar? – Ela ri do outro lado da linha.
— Só você, Matheus, sair a essa hora para buscar meu desejo.
— Tudo por você e nosso filho. Vai acrescentar algo ou ligou só para agradecer?
— Acrescentar... amendoim.
— Chocolate, chantilly, morangos e amendoim... certo, nada impossível.
— Cuidado com a estrada de madrugada, estou preocupada.
— Está tudo bem, meu amor, tem um mercado 24h na Praça Panamericana, não é tão longe e o trânsito está tranquilo. Logo, logo, estarei em casa.
Nos despedimos e desligo o telefone.
Ao chegar no mercado, agradeço a Deus por ele existir, Deus e o mercado, claro. Ao que parece existem pessoas que vão ao mercado de madrugada, pois ao contrário do que pensei, tem pessoas por aqui. Pensei que seria o único louco.
Fui procurar os pedidos da minha mulher e, graças aos céus, encontrei todos.
Ao chegar em casa, a encontrei na sala à minha espera.
— Encontrou?
— Sim, querida, tudo aqui.
Coloco a sacola em seu colo e ela abre as bolsas retirando de dentro tudo o que me pediu. Ela sorriu de orelha a orelha.
— Muito obrigada, meu amor, minha boca chega a estar salivando. – Ela se levanta e me dá um beijo antes de seguir para a cozinha. Vou atrás dela.
— O que você vai fazer?
— Derreter o chocolate. – Fala despreocupada, pegando uma panela e colocando água dentro dela, ela leva esta ao fogo e coloca outra panela menor dentro dela e p**a o chocolate.
Me sento e a vejo preparar seu doce louco. Ela derrete o chocolate, coloca o amendoim dentro, coloca em uma taça, enche de chantilly e coloca os morangos por cima, a vejo lamber os beiços.
— Quer? – Ela pergunta.
— Não, meu bem, pode comer tudo.
Ela se senta e devora seu doce gororoba. Cada colherada em sua boca, ela geme e gira os olhos, às vezes até parece que ela está tendo um o*****o.
Fico feliz em vê-la tão satisfeita.
Ela come tudo, empurra a taça e alisa a barriga.
— Pronto, meu filho, comi seu desejo. – Fala alisando a enorme barriga.
Do nada seu sorriso some, seus olhos esbugalham e eu não sei o que está acontecendo. Ela se levanta e sai correndo. Vou atrás dela, o que será que está acontecendo?
Ela vai direto no banheiro mais próximo e se debruça sobre o vaso sanitário, vomitando todo o doce gororoba.
Passo a mão no rosto. Não acredito que todo esse trabalho foi para acabar tudo na privada.