14

929 Palavras
Abri os olhos com dificuldade e os forcei para conseguir enxergar no escuro, porém foi inútil. Eu só conseguia ouvir uma discussão do lado de fora do ambiente e tentei levantar da cadeira, mas senti uma forte dor no corpo e uma ardência aonde as cordas estavam amarradas. A porta de metal finalmente se abriu com um rangido estridente, revelando Kol e Rebekah. — A bela adormecida acordou — Kol falou, vindo até mim. — O que é isso? — Perguntei, tentando me soltar. — Por que arde tanto? — Seu corpo está coberto de verbena e está muito fraca. Poupe seus esforços. — O que vão fazer? — Questionei, já sabendo a resposta. — Vamos torturar e m***r você — respondeu como se fosse óbvio. — Kol — repreendeu Rebekah —, não vamos fazer nada até Klaus decidir o que fazer com ela. — O bastardo está no meio disso? —Soltei uma risada. — Por que eu não me surpreendi? — Ele não sabe de nada disso — Rebekah revelou, com os braços cruzados. — Mas ele vai me agradecer — Kol falou. — Vou tirar de vez uma pedra do sapato dele. — Não podem me trancar aqui!! — Você já está aqui, então o que nos impede? — Vão me procurar. — E vão morrer também. — Não pode simplesmente arrancar o coração dela, Kol — Rebekah falou, preocupada com alguma coisa. — Ela tem um coração? — Kol perguntou em tom de ironia e me olhou. — Lembro muito bem que o Klaus arrancou ele. — Graças a vocês eu não tinha, mas ele se regenera quando o corpo ressuscita, i****a! — Respondi, revirando os olhos. — Tá legal — Kol falou, com cara de tédio —, cansei dela, acho que vou me divertir um pouco. — Pode fazer o que quiser — Rebekah falou saindo. — Eu não vou m***r ela e passar por cima do nosso irmão. — Klaus nunca fez nada por mim, eu não devo nada a ele — Kol respondeu. — Estou lhe fazendo um favor! Ele não obteve resposta pois Rebekah saiu e bateu a pesada porta de metal. — Por que não me solta e eu te mostro o que sou capaz de fazer — falei, desafiando ele. — Isso não é muito justo, eu estou amarrada e com verbena pelo corpo. — Eu prefiro te mostrar o que eu sou capaz de fazer — ele respondeu, pegando uma faca que eu reconheci imediatamente. — Lembra disso? — colocou ela em frente aos meus olhos. — Lembra do nosso último Natal? Fiquei em silêncio, lembrando do Natal em "família", quando ele me olhou tentando achar algum ponto fraco. — Ainda usa o anel que o Klaus te deu? Porque ele ainda usa o seu anel. O anel ainda se mantinha guardado na cripta Stuart, onde eu deixei todas as lembranças da minha antiga vida e agora consigo me lembrar claramente de quando Klaus me deu o anel com pequenos diamantes. — Não quer conversar, tudo bem — ele falou, dando de ombros então pegou a faca e cravou ela em meu ombro —, pode gritar se quiser. Tentei resistir ao ímpeto mas um grito saiu da minha boca e tive que fechar os olhos pra aguentar a dor. — Por que está fazendo isso? — Perguntei. — Fiquei sabendo de uma tal profecia e me contaram que meus queridos pais vão voltar dos mortos e eu vou morrer — respondeu, com outra faca na mão. — Eu odeio os meus pais e não quero morrer. Você é o motivo disso tudo, Mary. Se você morrer tudo acaba bem e todos ficam felizes. Ele passou as duas facas de cada lado do meu pescoço e sangue escorreu manchando todo o meu vestido. — Então por que não me mata logo? — Acho que ainda não aprendeu que nunca deve desafiar um Mikaelson e você fez isso duas vezes e vai morrer uma segunda vez. — Sabe por que se sente traído e enganado por todos? — Ergui minha cabeça e olhei para ele. — Porque ninguém se importa se você está vivo ou em um bueiro qualquer. Seu próprio pai tentou m***r você várias vezes e tudo que os seus irmãos fizeram foi colocar uma adaga em você e trancá-lo em um caixão por anos, porque ninguém te quer por perto. Sim, vocês me mataram e podem fazer de novo, mas eu sei que pelo menos eu fui amada e que eu tive um irmão que sempre me protegeu. E você, teve o quê? Conseguiria deitar a cabeça no travesseiro sem pensar que todos estariam melhor sem você aqui? Você carrega o sobrenome Mikaelson com tanto orgulho na boca, exibindo a hipócrita frase "sempre e para sempre" mas na primeira oportunidade atacam uns aos outros. Você se esconde por trás da sua família, mas tem vergonha de tê-los. E eles odeiam você. — Como sabe que eles colocaram uma adaga em mim? — Questionou boquiaberto, ainda tentando assimilar as minhas palavras. — A Aurora me contou. Ela me disse tudo o que eu precisava saber para m***r um por um. — Não vai m***r se estiver morta. Aliás, as duas vão morrer de um jeito que faria até o d***o chorar. Dei uma risada alta, desafiando ele. Eu conhecia ele, sabia que ele ameaçava mais do que fazia. Kol enfiou uma estaca próximo ao meu coração e pude sentir a madeira rasgando minha carne e as farpas se aproximando cada vez mais do meu coração.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR