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1473 Palavras
Pensamentos indesejados me perseguiam até na hora de dormir. Não é como se eu tivesse medo do Mikael e da Esther, é só que eles eram muito mais perversos que os próprios filhos e eram o d***o em pessoa, assim como minha mãe. Por culpa deles eu estou aqui agora planejando uma vingança, arriscando minha vida e a do meu irmão e de muitas outras pessoas inocentes que nem sequer deveriam estar envolvidas. Me levantei da cama e lavei o rosto. Não consegui dormir de jeito nenhum então esperei o dia amanhecer. Coloquei um vestido vermelho e prendi meu cabelo em um coque. Algo que me diz que o dia vai mais longo que os outros, então me alimentei bem com o vizinho ao lado. Fui até a casa de Aurora e encontrei Lucien e Tristan por lá. Eles pareciam não saber porque Aurora estava se arrumando para sair comigo. — Vamos? — Aurora desceu com um vestido verde esmeralda. Realmente, essa cor deixava ela linda, conquistava qualquer um. — Aonde vocês vão? — Lucien questionou. — Vamos fazer o feitiço para trazer o Mikael e a Esther de volta — respondi. — O quê? Eu não sabia que esse era o plano — disse Tristan confuso. — Estamos trabalhando com Kai Parker e Marcel Gerard, e o plano é do Kai. — Não pensaram em nos contar? — Lucien perguntou. — Achei que Aurora tivesse contado. — Olhei para ela com dúvida. — Não achei que tinha necessidade — ela respondeu, dando de ombros. — Nós duas vamos fazer a maior parte, eles só vão ficar olhando. — Típico da minha irmã — comentou Tristan sem olhá-la. — Se quiserem, podem vir junto — falei. — Se a minha irmã não me quer em seus planos, eu não faço questão de estar neles — Tristan respondeu. — Ah, para com isso, Tristan, você sabe que eu amo você! — Eu vou. — Lucien se levantou e veio até nós. — Preciso garantir que as duas estejam seguras. — Por favor, olhe para nós — Aurora pediu. — Somos duas mulheres, vampiras, fortes e lindas demais para andar com um cão de guarda como você. Dei risada da cara f**a que Lucien fez e fomos embora antes que começasse uma discussão. Levei os dois até a casa escondida de Kai, que não era tão escondida assim, e me surpreendi ao ver James e outras duas bruxas do cemitério ali. — James? — Fui até ele, com um olhar curioso. — O que faz aqui? — Vim ajudar — respondeu. — Você pode se machucar. — A sua vingança é a minha vingança, Mary. Eu vou fazer isso por você. Sorri sem mostrar os dentes, preocupada com o resultado daquilo. — Prontos para começar? — Kai perguntou, se sentando no chão em cima de um círculo com runas antigas. Havia ossos dentro do círculo e me questionei várias vezes sobre como ele havia conseguido aquilo e se era realmente os ossos da Esther e do Mikael. Kai colocou os ossos em uma grande banheira com lama preta, e deu a mão para Davina e James, enquanto Sophie Deveraux guiou os outros bruxos pelo feitiço. Eles estavam usando magia obscura e muito forte. Meus músculos ficaram tensos enquanto escutava aquele feitiço e minha maior preocupação era James. Eu sabia que magia obscura poderia tirar a vitalidade de algumas pessoas e ele não era acostumado com esse tipo de feitiço. Todos eles caíram com a força do feitiço e a lama começou a borbulhar. Mordi o lábio inferior e respirei fundo. Aurora segurou minha mão ao perceber meu nervosismo e lancei um olhar a ela dizendo obrigado em silêncio. Uma mulher de aparentemente 17 anos saiu primeiro, coberta de lama e encarou todos nós antes de pousar os olhos em mim. — Mary Stuart. — Ela andou até mim, com os olhos fixos. — Se afaste — disse Aurora, apertando minha mão. — As duas vampiras que cumprirão a profecia — ela disse, então olhou para Marcel e Lucien. — Por que me trouxeram de volta? — Precisamos que ligue a vida dos seus filhos — Marcel respondeu. — O que eu ganho em troca? — Você permanece viva. Do contrário, morre. Esther ficou em silêncio, cogitando a ideia. Minutos depois, Mikael saiu da lama em seu corpo original e teve alguns segundos até se dar conta do que estava acontecendo. — Vários vampiros presentes para m***r — ele falou em tom de ironia. — Vou começar por você, Mary Stuart e depois drenar seu sangue, Marcel Gerard. — Pode tentar, mas antes eu vou fazer engolir a própria língua, arrancar m****o por m****o seu e jogar em um bueiro qualquer — respondi, soltando a mão de Aurora e dando um passo a frente. — Ela ficou afiada com o passar do tempo. — Mikael riu com escárnio. — Quanto tempo faz desde que o bastardo arrancou seu coração, um milênio? — Quanto tempo faz desde que seus próprios filhos o mandaram para o inferno? — Perguntei no mesmo tom. — Não brinque comigo, bruxinha. — Mikael se aproximou com os punhos fechados. Lucien se colocou em minha frente, impedindo a passagem de Mikael. — Eu sou uma vampira agora graças a vocês dois — respondi. — Morreu antes por ser uma bruxa, agora vai morrer por ser vampira — ele proferiu. Sophie e Kai acordaram antes de James e Davina e, ao perceberem o conflito ali, se levantaram rapidamente. — Eu trouxe vocês de volta a vida — Kai revelou, atraindo o olhar dos dois —, então devem obediência a mim. — E quem é você? — Esther questionou. — Sou Kai Parker e é melhor não testarem minha paciência. Todos aqui estão comigo e eu vou não aceitar nenhum tipo de ameaça, entenderam? — Um moleque quer me dar ordens? — Mikael perguntou, com os olhos estreitos. — Eu vou te mostrar quem manda aqui! — Foi para cima de Kai. Kai gritou uma palavra em latim e fez Mikael se contorcer de dor no chão. — Em um movimento e eu faço seu coração explodir — disse Kai. Davina e James acordaram minutos depois e corri até ele com preocupação. — Tudo bem? — Perguntei, ajudando-o a se levantar. — Sim. — Colocou a mão na testa e respirou fundo. — Eu só preciso ir para casa — disse, evitando olhar para Esther e Mikael. — Tudo bem, eu levo você. — Segurei a mão dele. — Não, eu prefiro ir sozinho. — Soltou minha mão. — Eu vou com ele — Sophie disse. Eles saíram minutos depois e observei os dois em silêncio. Davina correu até Marcel e o abraçou. Essa era a bruxa poderosa de quem ele havia falado, mas ela não me parecia tão poderosa assim. — Mary, eu preciso ir, tenho coisas a resolver. — Aurora veio até mim. — Vai ficar bem? — Vou, sim — concordei com a cabeça. — Eu fico com ela — Lucien disse e passou a mão pelo ombro. — Tudo bem — Aurora respondeu, lançando um olhar torto a Lucien. Saímos do apartamento de Kai onde ele ainda discutia com Mikael e suspirei aliviada por ter acabado, pelo menos por agora. — Preciso ir tomar um ar — falei, olhando para Lucien. — Eu vou com você — ele disse. — Quero ir sozinha, Lucien. — Nos vemos mais tarde, então? — Vou passar na casa da Aurora mais tarde — sussurrei no ouvido dele ao abraçá-lo. — Me espere em meu quarto. — Combinado. — Lucien abriu um sorriso e depositou um beijo em meus lábios. (•••) Andei pelas ruas escuras até encontrar um corredor estreito e com pouca movimentação. Aquela magia e o reencontro com a Esther e com o Mikael me deixaram com fome, e eu estava no lugar certo para me alimentar. — Oi. — Me aproximei de um homem encostado em uma parede. — Oi — respondeu desconfiado por me ver ali aquela hora. — Preciso que fique quieto e imóvel — o hipnotizei e obedeceu em silêncio. Empurrei ele contra a parede e mordi seu pescoço. — Mary? — Ouvi uma voz familiar. Permaneci sem me mexer por alguns segundos e me afastei lentamente do pescoço daquele homem. Limpei o sangue que escorria da boca e coloquei as mãos na cintura. — Rebekah — falei, demonstrando nojo na voz. — Achei que teria mais honra do que m***r um inocente. — Eu tinha, deixei no passado. Ela veio até mim em velocidade de vampira e segurou meus braços com força. — Estou fazendo isso pela minha família — ela falou. — O quê? — Tentei empurra-lá. — Chegou a sua hora, Mary — Kol falou, então quebrou meu pescoço por trás.
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