Eduardo narrando.
Lorena fez bastante para seu dia teste, organizou agenda, e-mails, fez um resumo de algumas situações, digitalizou documentos, mais do que eu esperaria ser capaz para uma funcionária.
Ela se concentrou lindamente, e quando digo isso quero realmente destacar sua beleza, porque é necessária, como ela é bela, sua concentração me encanta de uma maneira única, acredito que finalmente eu encontrei o que alguns chama de meditação ou coisa do tipo, ficar quieto, em silêncio, apenas respirando e focando em algo que faça a mente e o corpo relaxar.
Eu já sabia que ela não voltaria para seu antigo chefe, mas depois de hoje eu tenho muito mais certeza e convicção, não estou pronto, e acho que nunca estarei, para dispensar Lorena, ela deve permanecer aqui, ao meu lado.
— Senhor, está dando o meu horário, deseja que eu deixe alguma orientação ou como editei e manuseei os documentos do dia? Para sua nova secretária. — e então eu sorrio, aqui chegou meu momento de anunciar sua promoção.
— Eu me surpreendi com a sua função Lorena, confesso que nunca dei valor a uma secretária e o papel que davam à elas, mas você foi bem, vou promovê-la para trabalhar comigo, pode deixar que cuido de tudo nos recursos humanos da empresa e em breve você assina a documentação, amanhã se quiser pode se despedir e buscar qualquer coisa em sua antiga posição. — digo tudo de uma vez contente comigo mesmo por ser calmo, sereno, e pacificador passando a mensagem.
Mas quando espero sorrisos, felicidades, alegria ou qualquer comemoração ela apenas abre levemente a boca em choque e posso ver a pontinha de seus dentes superior, como isso fica atraente nela? Ela se recupera, adquire uma postura firme, séria e parece irritada.
— Com todo respeito, mas não, muito obrigada senhor, mas estou bem onde estou.
— Você terá um aumento financeiro, maior importância em cargo e na própria empresa, participará de viagens, eventos, porque mesmo está recusando? Senhorita Lorena. — percebo agora que não me recordo seu sobrenome, que eu adoraria ter usado agora para uma provocação em fala.
— Eu... eu estou bem com o senhor Joaquim, temos uma excelente relação profissional.
— E não tivemos um dia harmonioso hoje senhorita? Ou eu fiz algo que lhe incomodou, se sim, me diga. — provoco mais perdendo a paciência, porque ela não quer ser minha secretária? Ela viu como sou? Bonito, inteligente, gentil, atencioso, educado, e não se interessou em mim? Namorado ou compromisso ela não tem para temer a tentação, não vi anel.
O que tanto a impede? Seria medo de mim? Quem tem medo não teria falado tanto eprto de mim, ou se aliemntado já que tinha a pré concepção de que eu não gostava ou suportava o ato perto de mim, ela realmente me irritou agora, recusando a melhor proposta que já recebeu na vida.
— Senhor, o dia foi ótimo e eu cumpri a função que me foi solicitada, de auxiliar o snehor e apresentar os benefícios de minha profissão, mas já tenho uma relação profissional.
— Com um subordinado meu. — respondo e me arrependo, sinto que acabei de agir como criança, e então eu me lembro o que irrita mais adultos, e principalmente mulheres, e eu mudo minha postura. — Mas se é o que você deseja, esse seria o seu salário com atualizações Lorena, mas se realmente a relação com seu chefe vale tanto, que seja feliz com sua escolha e manutenção do emprego.
Escrevo em um post-it e passo para perto dela, que não demonstra nenhuma reação tão visível, seus olhos saltam levemente, mas uma percepção e milímetros, não há mais nada para reparar.
Ela toca o papel, especificamente a escrita com a ponta dos dedos e então me olha, engolindo em seco.
— Eu aceito, que horas começo amanhã?
— Buscaremos você em sua residência no caminho, nem todos os dias vamos direto para a empresa, você será sempre informada, amanhã apresento à você o contrato Lorena, temos um acordo?
Vejo a resistência dela, de quem absolutamente não quer a vaga, mas o dinheiro e ganância falou bem mais alto em minha querida Lorena, e agradeço a isso, me fale o preço querida, que eu pago.
Eu me levanto, me aproximando dela e estendendo a mão, ela receosa faz o mesmo, e quando recebe meu aperto faço questão de olhar em seus olhos, dizer que ela acabou de assinar comigo um contrato muito maior do que ela espera, e pela sua expressão eu sinto que recebeu cada detalhe da mensagem.
— Então, acabamos por hoje? — diz desconcertada puxando sua mão de volta para si.
— Sim, vamos?
— Ah eu vou sozinha de ônibus senhor.
— Vou sempre te levar e buscar Lorena, tenho motoristas, e o tempo de trajeto também é contabilizado, podemos trabalhar e definir muitas coisas nesse tempo.
— Mas... — ela parece procurar desculpas para me rejeitar, mas percebe que eu recolho minhas coisas comigo, e sem escolhas começa a recolher as próprias. — Tudo bem, para quem devo passar o endereço?
— Para mim e eu passo aos meus homens.
— Quais os nomes? Dos motoristas? Devo saber já que agora passarei um tempo considerável perto. — dpercebo que ela tenta buscar algum assunto, talvez se distrair de sua recém escolha.
— Você não fala com eles, fazem minha segurança e cuidam da minha locomoção, agora da sua também, apenas isso importa.
— São pessoas, não há uma certa amizade?
— Você não irá ter Lorena, agora vamos. — vou até ela colocando a palma de minha mão em suas costas e sinto imediatamente o quanto ela fica rígida, mas não me abalo a guiando para a saída e aproveitando esse momento, esperando que ela relaxe e logo se acostume comigo.
Ah querida, eu tenho um plano perfeito para nós dois, você apenas precisa aceitar, uma hora vai entender que cada decisão minha foi perfeita, apenas me aceite e temos um ótimo começo.
Saímos de meu escritório à caminho do elevador, por ser quinze minutos antes do horário de saída padrão conseguimos descer rapidamente e sem qualquer interrupção no caminho, Jarbas e Frank meus seguranças me acompanham em silêncio, Frank também é meu motorista particular, excelente, um carro à 180 km/h em suas mãos é mais seguro do que qualquer um que eu já conheci.
Já me livrou de muita imprensa, fugas eletivas por necessidade, evitamos atrasos em reuniões, seu antigo treinamento militar o fez uma máquina em tudo, ele é o chefe de minha segurança e companheiro leal, o que faço mais questão de manter as necessidades garantidas.
Seus filhos possuem a melhor educação, uma das meninas no ano seguinte fará faculdade e eu já confirmei o pagamento do curso que ela desejar, é o melhor que posso fazer por quem dedica à vida para me proteger, e está sempre disponível.
Lorena olha atenta quando chegamos ao subsolo e saímos da máquina espelhada, ela não se incomoda mais com o toque nas costas mas percebo que apenas por uma leve ansiedade.
Caminhamos até o carro e Frank abre a porta para ela rapidamente, que tenta falar algo enquanto se acomoda mas tem a porta fechada com gentileza, quando me sento no mesmo banco e passo o cinto ela me olha indignada.
— Eles também receberam ordem de não comunicação comigo senhor?
— Não, agora compartilhe o endereço. — mudo de assunto rapidamente entregando meu celular, e com as sobrancelhas lindamente curvadas por ser contrariada ela adiciona seu lar em meu aplicativo.
É espelhado para Frank que faz tudo sem precisar de ordens.
— Qual horário devo esperar vocês amanhã?
— Ela questiona e aproveito entregando o celular pra receber seu número de telefone, ela não questiona adicionando o contato e sorrio mentalmente.
— Eu vou te ligar, fique tranquila.
— Confie em mim senhor Torres, tudo o que menos estou é tranquila ao seu lado.
E sua sinceridade me faz sorrir publicamente para ela que não parece surpresa.