Pisco algumas vezes, passando a mão pelo rosto, tentando manter a calma. - Vem, entra - digo segurando sua mão gelada, o conduzindo para dentro. Marco se senta no sofá, inclinando o corpo para frente, escondendo o rosto entre as mãos, enquanto soluçava. Olhando para ele, não sabia o quê falar, não fazia ideia do que dizer em momento como aquele. Era um dos motivos pelo qual não gostava de velórios, pois nunca sabia o quê dizer a família e me achava uma completa i****a parada, olhando todo aquele sofrimento, sem conseguir dizer nenhuma palavra de consolo. Mas era Marco ali na minha frente, a mãe dele havia sido assassinada e precisava dizer alguma coisa. Me sento do lado dele, passando as mãos pelas suas costas, inalando o cheiro de sabão e perfume que emanava de seu corpo. Concl

